Leitoras prestam solidariedade à jornalista Patrícia Campos Mello

Repórter especial da Folha publicou depoimento sobre ataques sofridos diariamente

Dia da Mulher
Chocante e revoltante ler o depoimento de Patrícia Campos Mello! (“No Brasil, ser mulher nos transforma em alvo de ataques”, Poder, 8/3) Senti-me ultrajada e ferida em cada agressão e violência por ela contada! O mais triste, porém, é assistir ao presidente do Brasil e seu filho atuarem nas agressões e em sua disseminação! Minha solidariedade à jornalista, e que essa violência aumente sua garra e sua coragem!
Therezinha Lima e Oliveira (São José dos Campos, SP)

Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da Yacows, em depoimento à CPMI das Fake News
Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da Yacows, em depoimento à CPMI das Fake News - Jane de Araújo - 11.fev.20/Agência Senado

Li a Folha e o relato da jornalista Patrícia Campos Mello sobre os ataques que ela sofreu. Estava num táxi na primeira vez que fiquei sabendo das agressões a ela. Confesso que senti um mal-estar muito grande. Sou solidária à Patrícia e a todas as mulheres que são perseguidas e humilhadas por executarem com eficiência, competência e honestidade o trabalho delas.
Darci Gleide da Silva (São Paulo, SP)

Hoje, domingo, a Folha se superou ao publicar o artigo de Eleonora Lucena (“Bolsonaro é inimigo das mulheres", Tendências / Debates, 8/3) e o impressionante depoimento da valente Patrícia Campos Mello. A leitura destes dois artigos reforça a convicção de que estamos no limiar de um Estado nazi-fascista que se, apega  à palhaçadas quase que diárias, xingamentos chulos, mentiras e fake news para sobreviver.
Maurice Politi (São Paulo, SP)

Sempre nessas matérias tem muitos homens criticando o aborto (“Mulheres de direita veem 8 de Março sequestrado pela esquerda e celebram com ações próprias”, Poder, 7/3). Mas na vida real abortos são pagos por homens que fazem filhos e não querem assumir. Sem falar nos milhões de abortos todos os dias feitos por homens que não assumem seus filhos.
Mariana A. (Salvador, BA)

Sem licença e com boletos, mães de SP passam a deixar bebês de 1 mês na creche” (Cotidiano, 8/3). É desesperador! Que bom que as mães podem trabalhar, que bom que as vagas em creches estão aumentando, mas que não está certo separar um bebê de 11 dias de sua mãe, não está.
Anazilda De Barros Stauffer (Rio de Janeiro, RJ)

O jornalismo tem um papel importante na sociedade. Estas matérias, que reproduzem a associação entre creche e mães, reforçam a ideia de o filho ser responsabilidade da mulher. Uma matéria destas no Dia da Mulher, acho complicado. Reforça papéis num dia que é para questioná-los.
Ana Lucia Rosa (Porto Alegre, RS)

Salvo as exceções, só vejo a esposa faltando ao serviço para levar os filhos ao médico. (“Licença estendida falha em manter mães no mercado de trabalho”, Mercado, 8/3) Acredito que, se os homens também faltassem ao trabalho, toda essa questão da criação de filhos seria encarada de maneira diferente no mercado de trabalho.
Thiago Cassemiro (Campo Grande, MS)

A Folha, como de costume, surpreende e não permite que este 8 de Março caia no ostracismo. Custa-nos crer! Que em pleno século 20, tenhamos que discutir a lamentável discrepância e injustiça alicerçada pela disparidade de igualdade entre homens e mulheres.
Marcelo Rebinski (Curitiba, PR)


Regina Duarte
Todo relacionamento carrega suas dificuldades, o de Regina Duarte com ou versus Bolsonaro não deve ser diferente (“Regina Duarte será capaz de ampliar o diálogo do governo com a classe artística?”, Tendências / Debates, 7/3). Resta torcer para que o repúdio seja por toda forma desmerecedora com que a cultura se viu aliançada, aliança de metal desnobre, que ridiculariza o país.
Marcos Nunes de Carvalho (São Bernardo do Campo, SP)

Juca de Oliveira, talvez movido pela sua longa amizade com a atriz, demonstra forte torcida por Regina Duarte antes de se ater ao que propôs esta Folha. Nesta era em que alguns governantes glorificam a ignorância, desejar sucesso à secretária não irá impedir o processo de desqualificação das artes e da cultura.
Fernando de Carvalho (São Paulo, SP)


Bolsonaro x Folha
Sou absolutamente contra a decisão do presidente (“Planalto exclui Folha de cobertura de jantar entre Trump e Bolsonaro”, Mundo, 7/3). Nada justifica a atitude não republicana! A imprensa livre é salvaguarda da democracia. A primeira coisa que todo governo com tendência não democrática faz é tolher a imprensa!
Jose Geraldo Barbosa Duarte Junior (São Paulo, SP)

Governo Bolsonaro, ao excluir o talvez mais importante jornal do país em cobertura nos EUA, acaba reforçando a imagem de veículo independente que desagrada, por vezes, o poder. O necessário equilíbrio editorial do jornal é que vai mostrar quem está certo. E o jornal pode sair fortalecido.
Celso Luís Gagliardo (Americana, SP)


Coaching cristão
Estão apontando o pelo na casca do ovo, já que a universidade é respeitadíssima nos EUA e não existe coaching religioso. (“MEC faz acordo com faculdade de coaching religioso dos EUA”, Cotidiano, 7/3) Teologia agora é coaching? 
Felipe Amaral Soares de Oliveira (Barra Velha, SC)

Religião é muito importante e tenho respeito pela crença alheia e base de uma família. Mas não entendo que país no mundo trocaria um investimento em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento em prol de uma faculdade de coaching religioso nos EUA.
Carlos Alves (Jundiaí, SP)


Ronaldinho paraguaio
Demais pra minha beleza ver ex-futebolistas brasileiros presos no Paraguai por falsificação. Jamais pensei que viveria até aqui para isso.
Joaquim Quintino Filho (Pirassununga, SP)


Ativismo e realidade
Raíssa Luara de Oliveira fazendo sua parte pela comunidade do Morro dos Tabajaras, em Copacabana, no Rio (“‘Não sou ativista, sou realista’, diz menina que criou biblioteca”, Cotidiano, 7/3). Que jovens sem rumo a sigam, desafiando, se preciso, prefeitos farolentos e omissos (no caso, Crivella). Parabéns, Lua.
Maria Inês de Araújo Prado (São João da Boa Vista, SP)

Lua Oliveira, 12, na biblioteca pública com 18 mil livros que criou na associação de moradores do Morro dos Tabajaras, comunidade em Copacabana, na zona sul do Rio
Lua Oliveira, 12, na biblioteca pública com 18 mil livros que criou na associação de moradores do Morro dos Tabajaras, comunidade em Copacabana, na zona sul do Rio - Ricardo Borges - 04.mar.2020/Folhapress

Ambiente em crise
Mundo precisa quadruplicar esforços para conter mudanças climáticas, diz estudo” (Ambiente, 4/3). Como uma estudante de 16 anos e parte da geração que arcará com as mudanças climáticas no futuro, tal notícia me preocupa extremamente. O que mais me deixa indignada é o alvo de culpa que os países subdesenvolvidos sofrem. Parece ser esquecida a saída dos EUA do Acordo de Paris.
Rayane Moreira Zanchetta (Leme, SP)


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