Bolsonaro cometeu um estrondoso suicídio político, afirma leitor

Demissão de Mandetta é reprovada por 64%, diz Datafolha

Datafolha

Jair Bolsonaro cometeu, sem sombra de dúvidas, um estrondoso suicídio político. Se o presidente acha que vai conseguir se reeleger em 2022, está muito enganado. Ao demitir o único ministro que estava realmente trabalhando em seu governo, Bolsonaro mostra que não está nem um pouco preocupado com a saúde e o bem-estar da população. Pouco importa para o chefe de Estado brasileiro se milhares de pessoas morrerão ou não ("Demissão de Mandetta por Bolsonaro é reprovada por 64%, diz Datafolha").

João Victor dos Anjos Souto Machado (Caieiras/SP)

Jair Bolsonaro cumprimenta Luiz Henrique Mandetta durante cerimônia de posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich - Pedro Ladeira - 17.abr.20/Folhapress

Luiz Henrique Mandetta se revelou um ser execrável em qualquer equipe de trabalho. Indisciplinado, antiético e desagregador. Por melhor que seja como médico, mostrou-se indesejável a qualquer grupo. Aliás, não seria aprovado em nenhum teste de dinâmica de grupo. Foi tarde.

Adalberto Otaviano Luciano (Salvador, BA )

Há alguns dados muito estranhos nesta pesquisa. É espantoso 52% da população considerar que Jair Bolsonaro tenha condições de governar o Brasil. Ora, o sujeito já deu demonstrações de sobra de que não passa de um extremista, falastrão e despreparado para o cargo. Talvez os critérios utilizados na pesquisa por telefone expliquem isso.

Ednaldo Miranda de Freitas (Coronel Fabriciano, MG)

A pesquisa mostra o caminho para o fim desse presidente inapto, irresponsável e genocida. O real eleitorado de Bolsonaro, que mantém a cegueira, é o mesmo grupo preconceituoso, a elite conservadora, e os ignorantes bobos da corte, que são dignos de dó. Assume um médico que conhece somente a realidade da medicina privada e que terá uma curva de aprendizado enquanto o povo morre.

Marcelo Nascimento (Belo Horizonte, MG)

O ministro da Saúde, Nelson Teich, e o presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira - 17.abr.20/Folhapress

Essa pesquisa Datafolha não interessa a ninguém. O que importa é que o ministro da Saúde foi trocado, e já era hora.

Antonio Eduardo Marques (Limeira, SP)


Primeira Página

Vocês nem imaginam como a foto de Sebastião Salgado deu um refresco na minha alma. Sugestão: na coluna de Mônica Bergamo, de quem gosto muito, são desnecessárias fotos das celebridades se "ocupando" na quarentena. Com certeza, existem tantas pessoas nesse período que teriam mais o que dizer/fazer.

Ana Claudia Galvão Galrao (São João del Rei, MG)

Tribo Waurá
Índios waurás vão à pesca na lagoa Piyulaga, que dá nome a comunidade dentro da Terra Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso - Sebastião Salgado

Quando vi a grandiosa foto de Sebastião Salgado e logo abaixo a notícia do novo ministro Teich, pensei que fosse inteligente montagem da Folha: Teich, em alemão, quer dizer lagoa. Foi engano meu. Mas ainda dá tempo de aproveitar.

Wolfgang Gruen (Belo Horizonte, MG)

A capa da Folha deste sábado me espanta. A manchete garrafal é a pesquisa Datafolha sobre a desaprovação da demissão do ex-ministro Mandetta. E em letras inúmeras vezes menores, a informação de que o número de mortes no Brasil pela Covid-19 passou de 2.000 pessoas. Não entendo a lógica da escolha. Não faz o menor sentido.

Pablo André Flôres (Sapiranga, RS)


Bolsonaro

Fica escancarada a absoluta falta de humanidade do presidente. Quando menciona que correrá o risco e que isso pode cair no seu colo, apenas está pensando na política, na reeleição. O risco de perder a vida não será dele. Resumindo, se der errado e morrerem muitos, perco a eleição, do contrário, se não morrerem tantos assim, sigo meu projeto de poder. É muita desumanidade concentrada num único ser.

Valdo Neto (Jandira, SP)

Bolsonaro já tem uma narrativa pronta para empurrar a responsabilidade pelas mortes para algum inimigo ("Em posse de Teich, Bolsonaro defende abertura de fronteiras e comércio e critica governadores"). Sem inimigos, ele não tem mais nada a oferecer.

Felipe Macedo (São João del Rei, MG )

O presidente Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse de Nelson Teich - Pedro Ladeira - 17.abr.20/Folhapress

O isolamento social como está sendo sendo feito é genocídio de pobres e miseráveis. Quebra empresas, liquida empregos, gera pobreza, agrava a desnutrição infantil e provoca mais mortes por desespero e violência doméstica. Tem que achar um meio termo. Como está é pior que o vírus.

Carlos Guimarães (Curitiba, PR)


AGU

O nosso país é uma presa abatida por uma leoa faminta que é disputada com as hienas que têm uma fome ainda mais voraz. Hienas da espécie Bolsonaro. Falta somente uma equipe para produzir um documentário ("AGU nega ou ignora condutas de Bolsonaro ao defendê-lo na crise do coronavírus").

Evando Ferreira Lopes (Planaltina, GO)


Médico gestor

A saúde empresarial visa o lucro, e a pública, não. Médico empresário dificilmente se encantará pelo SUS, tendendo esse sistema voltar a ser relegado e com empresas privadas, "mais ágeis e eficazes", especialmente se robustecidas com verbas públicas (que seriam do SUS). Prevalecendo, entretanto, o juramento médico, poderá ser uma extraordinária surpresa, fatal para o vírus.

André Luiz Lacé Lopes (Rio de Janeiro, RJ)


Acordo individual

A decisão do STF facilita que o patrão exerça seu poder de pressão sobre os empregados, impondo sua vontade ("Supremo dá aval para acordo individual para corte de salário e jornada"). É como deixar os dois livres para jogar bola num campo inclinado e sempre o patrão fazendo gol no lado mais baixo.

Antonio Lopes (São Paulo, SP)


Distrito pobre

É o resultado de décadas de menosprezo, abandono e falta de planejamento ("Com mais mortos em São Paulo, Brasilândia tem comércio aberto e população nas ruas"). Com falta de perspectiva, o que representa mais um vírus na vida dessas pessoas? A politicalha mata mais que qualquer pandemia.

Luiz Wagner di Palma (São Paulo, SP)

Barbearia aberta em Brasilândia (zona norte), distrito com maior número de mortes por Covid-19 ou por suspeita da doença na capital paulista - Alfredo Henrique/Folhapress

A periferia nunca parou e não tem panelaços. A mídia só mostra os lugares que interessa a ela. O povo brasileiro tem de acordar para vida antes que seja tarde demais.

Israel Pontes dos Santos (São Paulo, SP)

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