Leitores criticam agressão de Weintraub à China

'Infantil e desnecessário', diz leitor de São Paulo

China
"Racista, postagem de Weintraub é negativa para relação com Brasil, diz embaixada da China" (Mundo, 6/4). Esse ministro o presidente Bolsonaro não ameaça com a canetada. A competência e a seriedade são punidas com severidade, e a molecagem inconsequente é premiada com a permanência.
Luís Santiago Málaga (São Paulo, SP)

O pessoal favorável ao ministro está esquecendo uma coisa bem prática. Goste-se ou não da China, o Brasil é o elo fraco dessa disputa. À beira de uma crise, arrumar encrenca diplomática com um comprador dessa estatura é uma loucura sem tamanho. E depois vêm falar em lei do mercado... A China é uma potência. No que nos beneficia, mesmo tendo reservas ao modelo de governo deles, uma tensão nesse momento? É inteligente? ("Racista, postagem de Weintraub é negativa para relação com Brasil, diz embaixada da China", Mundo, 6/4).
André Fonseca (Santarém, PA)

Deve ser falta do que fazer no home office, só pode ser! Infantil e totalmente desnecessário.
Rodrigo Henriques (São Paulo, SP)

O governo brasileiro precisa parar de atacar o governo e o povo da China, pois essas hostilidades apenas prejudicam as relações entre os dois países. O que o governo do Brasil pretende quando ataca um país que mantém tantas relações comerciais e culturais conosco? Ao contrário, deve haver, sim, intensificação das relações comerciais, diplomáticas e culturais. E não adianta julgar ou acusar a China por meras suposições acerca da Covid-19. Ambos os países devem unir força para superar essa pandemia.
George Carlos da Silva (Mossoró, RN)

Osmar Terra
A Folha tem que ser plural, sem dúvida. Porém publicar um "panfleto" de Osmar Terra, que parece em campanha para ministro da Saúde, me soa como patético ("Medo e coragem", 6/7). No seu panfleto, o deputado fala que em "países europeus que radicalizaram na quarentena, em vez de diminuir, o número de casos aumentou muitas vezes", mas não cita um único. Omissão por conveniência? Os que acompanham a mídia séria sabem que Itália e Espanha, por exemplo, radicalizaram no isolamento social quando "a vaca já tinha ido pro brejo". Reino Unido e EUA não foram muito diferentes. O prefeito de Milão já se desculpou pela campanha "Milano non si ferma", que custou muitas vidas.
Simão Pedro Marinho (Belo Horizonte, MG)

Osmar Terra, com seu texto, pode causar uma tragédia aos menos avisados que creem em tudo o que vem de apoiadores do presidente. A Folha tem colunistas e colaboradores com um grande leque de opiniões, da esquerda à direita, o que confirma seu caráter democrático. Entretanto, ao divulgar tal impropriedade, que vai contra todas as recomendações da OMS e de instituições especializadas renomadas num caso de extrema gravidade, a Folha falhou.
Moisés Spiguel (Campinas, SP)

Quarentena em São Paulo
Parabéns ao governador de São Paulo ("Doria estende quarentena por 15 dias em SP e diz que PM dissipará aglomerações", Saúde, 6/4). Medida acertada, em linha com as recomendações da Organização Mundial da Saúde.
Alfredo Blanco (Rio de Janeiro, RJ)

Não votei em João Doria para governador —nem votarei nele no futuro--, mas acho que ele está agindo com responsabilidade e com precaução.
Jesus Evangelista Almeida (São Paulo, SP)

O povo paulista tem de ser estudado. O governador João Doria sempre foi elitista, sempre fez populismo e marketing e nunca voltou sua administração aos mais pobres. Agora, que toma medidas corretas para conter uma tragédia, é duramente criticado por parte da população que o elegeu.
Paulo Augusto Haddad Bittar (São Paulo, SP)

Economia
Já que esse pessoal vê na perda de vidas dos outros uma oportunidade de lucro, só mesmo o confisco resolve ("CMN veda distribuição de resultados e aumento de remuneração de administradores de bancos", Mercado, 6/4). Consciência eles não têm.
José Campos (São Paulo, SP)

Parabéns, CMN.
Alef Alves Ferreira (São Paulo, SP)


Datafolha
"Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao coronavírus, diz Datafolha" (Poder, 4/4). Só 51% acham que ele mais atrapalha do que ajuda? Que lástima: temos o pior presidente da história do Brasil, um verdadeiro mico histórico, que é pura baixaria e incompetência, e um número considerável de brasileiros ainda o aprova? O problema do país é cultural.
Barbara Maidel (São Paulo, SP)

Penso que nem seja preciso ser psicanalista para perceber o destempero de Bolsonaro.
Paulo C. Petraski (São José dos Pinhais, PR)


Celebridades
Como assinante da Folha, fico indignada com as fotos das celebridades em quarentena na coluna Mônica Bergamo. No momento que estamos vivendo, a quem interessa fotos fúteis de celebridades em suas mansões ou apartamentos? Quem quer ver isso? Que elas usem o Instagram. E a Folha, que use o espaço para colocar fotos de "celebridades" que estão realmente fazendo a diferença: médicos, enfermeiros, pesquisadores, líderes de ações comunitárias, lixeiros, caixas de supermercado e motoristas de ônibus.
Daniela Franco (São Paulo, SP)

Semana Santa
Quero agradecer a Frei Betto pelo artigo "Semana Santa muito santa" ("Tendências / Debates", 5/4). Muito oportuno. Diante da aflitiva situação que vivemos e essa inédita política de afastamento social, sem as celebrações religiosas com os fiéis, o artigo esclarece e instrui.
Gilberto Macedo (São Paulo, SP)


Quanto mais proliferam os programas religiosos nas TVs e nas rádios, mais ecoam na minha mente frases como a de Santa Tereza de Calcutá: "Prefiro as mãos que ajudam do que os lábios que balbuciam".
Adauto Lima (São Paulo, SP)

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