Mesmo com pandemia, Bolsonaro prioriza lado narcisista, diz leitora

Presidente demitiu Mandetta e convidou Nelson Teich para o Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde

Esse presidente não tem juízo. Com uma situação tão grave como essa da pandemia do coronavírus, ele dá prioridade ao seu lado narcisista. É chocante. Vou sentir falta da confiança que o Mandetta nos passava ("Bolsonaro demite Mandetta e convida Nelson Teich para o Ministério da Saúde").

Iraldiza Medeiros Krugel (Manaus, AM)

O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress

Um ministro que ataca o presidente da República em uma entrevista para uma emissora de TV com o objetivo de agradar partido ao qual é filiado não tem ética profissional alguma. Acho que saiu tarde.

Angelo Gutierre Sampaio de Oliveira (Fortaleza, CE)

Obrigada, sempre ministro Mandetta, pela sua competência, princípios, dedicação e compromisso ao lutar, até o limite, com as armas da ciência para enfrentar o coronavirus e um presidente, que está se lixando para a saúde dos brasileiros.

Maria Ester de Freitas (São Paulo, SP)

Realmente Mandetta cometeu erros ("Como Jekyll e Hide, Mandetta também contribuiu para voo cego na crise"). Os mais graves foram a demora em comprar equipamentos de proteção para os profissionais de saúde, testes para isolar infectados e ventiladores pulmonares. O país vai pagar caro por isso. Há uma grande quantidade de profissionais fora de combate, a taxa de infecção poderia estar mais baixa e, o pior, não poderemos relaxar a quarenta tão cedo.

Virley de Oliveira Souza (Goiânia, GO)

Ministro Mandeta, saia de cabeça erguida pelo hercúleo e brilhante trabalho realizado junto à pasta, cujo Brasil é admirador e fã de carteirinha. Conjunturas econômica e política deflagraram a vossa sorte, mas o amanhã será capaz de julgar todo o empenho feito na preservação de vidas. Bola para a frente, os dividendos lhe pertencem.

Carlos Henrique Abrão (São Paulo, SP)

O novo ministro só mostrou que não sabe para quem trabalha ao afirmar que tudo será tratado de forma "técnica e científica" ("Novo ministro, Nelson Teich diz que economia e saúde não competem entre si"). Incoerência a gente vê por aqui.

Beatriz Pêgo (Contagem, MG)

Ora, ministro, o Supremo Tribunal Federal já determinou que quem define regras do isolamento são os governadores e prefeitos.

Fernando José da Costa Brito (Rio de Janeiro, RJ)


Colunistas

Sensacionais os artigos "Um mundo de perguntas", de Roberto Dias, "A burrice saiu do armário", de Mariliz Pereira Jorge, e "Pior será depois", de Maria Hermínia Tavares, embora não concorde com a conclusão a que chega a articulista e pesquisadora do Cebrap. O fosso da desigualdade de fato se aprofunda no curto/médio prazo, mas pode diminuir no longo se aproveitarmos a pandemia e focarmos em políticas públicas de inclusão social e redistribuição de renda. Taxando patrimônio, inclusive.

João Carlos Assumpção (São Paulo, SP)

O teatro Bolshoi, em Moscou, que lançou projeto de apresentações online durante a pandemia - Evgenia Novozhenina - 27.mar.2020/Reuters

Que Jair Bolsonaro é burro, me parecem favas contadas, como salientou Mariliz Pereira Jorge, mas há um ingrediente a mais e nefasto na burrice de Bolsonaro e sua trupe: fundamentalismo religioso.

Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)


Coronavírus

Recordes de infecções serão batidos diariamente até que haja uma inflexão na curva. As repetitivas manchetes já não trazem interesse nem causam surpresas.

Paulo Tarso J. Santos (Barretos, SP)

A Covid-19 é fatal. Salvar vidas exige quarentena e contração da economia, e a descontração da economia propaga a Covid-19. A economia é recuperável, mas a vida não. E agora, Bolsonaro? Daí o doloroso impasse: salvar vidas ou empregos.

Humberto Schuwartz Soares (Vila Velha, ES)

Ilustração Adão 16 de abril de 2020  para matéria sobre motéis em sp funcionando na quarentena
Adão

Sou leitor da Folha há décadas. O jornal tem bons artigos, mas de vez em quando é atacado pela linha "pornô", como na matéria (inútil) sobre movimento de motéis ("Motéis continuam firmes na pandemia e aceitam grupos"). Traz desenho do indecente Adão, que só vive pra desenhar genitálias. Que tal parar com tais porcarias?

Odilon da Silva Rocha (São Paulo, SP)

Tenho 64 anos e lamento que não vou estar vivo para ler nos livros de história as explicações para o fato de a população e as autoridades terem ficado sem reação frente a tragédia prestes a acontecer no Brasil com a troca da política para o combate ao coronavírus. Realmente vamos ficar parados vendo o presidente agir sem obstáculos?

Zeev Calmanovici (São Paulo, SP)

Agora sim alguém de credibilidade alinhado com minha opinião ("Cancelar o Carnaval teria sido medida adequada, diz Drauzio"). O governo tem mostrado muitos erros, principalmente o presidente, mas há muita hipocrisia. No Carnaval milhões de pessoas foram às ruas e ao sambódromo, com turistas vindo do exterior em pleno aumento de casos no mundo, sendo maciçamente estimuladas pela cobertura dos principais órgãos de comunicação do país.

Carlos Alberto Sandrim (Ribeirão Preto, SP)


STF

Em julgamento por videoconferência, 8 dos 9 ministros do STF participantes se apresentaram devidamente paramentados com suas togas, a exceção de Marco Aurélio, com camisa social e sem gravata ("Estados e municípios podem definir isolamento, decide STF"). Há de se observar a liturgia!

Carlos Carmelo Balaró, advogado (São Paulo, SP)

O ministro Marco Aurélio, do Supremo - STF no Youtube

Literatura

Li todos os de livros de Garcia-Roza. Conheci-o pessoalmente numa palestra. Mais uma grande perda para a cultura brasileira, hoje tão carente de rumo. O mundo está ficando cada vez mais insignificante ("Morre Luiz Alfredo Garcia-Roza, autor de livros sobre Copacabana noir, aos 84").

Luiz Julio Zaruch (Curitiba, PR)


Dersa

O título da reportagem "Governo Doria poupa de sanções firmas suspeitas de obras bilionárias" leva o leitor ao erro de achar que o governo poupou empresas suspeitas. Nada disso: os processos continuam na câmara de arbitragem para que decisões sejam definitivas e não haja risco de serem invalidadas. Essa visão imediatista deturpa a lógica processual, pois qualquer sanção anterior a isso, sem as defesas apresentadas, colocaria em risco o futuro das obras.

Luís Eblak e Eduardo Guedes, assessores da Dersa


Céu de São Paulo

Creio que o "Divino Misterioso" olha de cima para baixo com compaixão dos mortais e, generosamente, oferece uma obra-prima, ou seja, quadros de luzes outonais no crepúsculo paulistano ("Céu de SP fica avermelhado e domina redes sociais").

Walter Roberto Correia (São Paulo, SP)


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