Sou petista e não quero a renúncia nem o impeachment, diz leitor

59% dos brasileiros acham que Bolsonaro não deve renunciar, aponta Datafolha

Datafolha

"59% dos brasileiros acham que Bolsonaro não deve renunciar, aponta Datafolha" (Poder, 5/4). Em tempos de pandemia, os jornais e os políticos do contra deveriam se preocupar em ajudar a amenizar o caos que se instala, e não em fomentar o povo com renúncia ou impeachment do presidente. O momento não pede isso. Da mesma forma que vocês estão batendo tanto no governo, deveriam fazer uma autocrítica: estamos ajudando a população com nossas informações? Ou estamos colaborando para instalar o caos?

Maristella Ribeiro (Caldas, MG)

Sou petista e não quero a renúncia nem o impeachment. Não vamos fazer campanha para o lobo travestido de cordeiro, militar, que é o vice-presidente. Elegeram o monstro, então que o aturem até o fim... e em 2023 consertamos o país.

Mauricio Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Jair Bolsonaro não pode tomar isso como aprovação do seu governo desgovernado. É que, se ele renunciar, entrará outro igual ou pior.

João Damaceno Oliveira (São Paulo, SP)

Comportamento presidencial

"Psicanalistas veem Bolsonaro com atitude paranoica e onipotente diante da pandemia" (Poder, 5/4). A culpa não é do Bolsonaro, já que ele, durante toda a vida, demonstrou esses desvios psiquiátricos. Arrogante, misógino, agressivo, desequilibrado emocional e mentalmente, narcisista e etc. --tudo isso somado a uma pobreza intelectual e cultural. Porém, quem votou nele sabia o que estava escolhendo para a Presidência. Agora é aguentá-lo até o final do mandato, com todas as suas loucuras, ou enfrentar um processo de afastamento do cargo.

Otavio Gomes (Guaratinguetá, SP)

Os psicanalistas não enxergam nada de anormal na obsessão da imprensa em derrubar Bolsonaro?

João Carlos Moreno (Presidente Prudente, SP)


Weintraub e chineses

"Weintraub usa Turma da Mônica para caçoar da China" (Mundo, 5/4). Como o país pode permitir que uma pessoa com esse nível de comportamento ocupe uma posição de grande autoridade e responsabilidade na República? Precisamos nos valorizar mais... e aceitar menos.

Osvaldo Luciano dos Santos (São Carlos, SP)

O que o Brasil pretende ao atacar um país que tanto mantém relações comerciais e culturais conosco? Ao contrário, deve haver, sim, intensificação das relações comerciais, diplomáticas e culturais com os chineses. E não adianta julgar ou acusar a China por meras suposições acerca da Covid-19. Ambas as nações devem unir força para superar essa pandemia.

George Carlos da Silva (Mossoró, RN)

Coluna

Marcos Lisboa toca no ponto crucial das atitudes governamentais nas catástrofes ("Descontrole", Opinião, 5/4). O grosso da ajuda não chega a quem realmente precisa. Os mesmos de sempre ficam com a maior parte.

José Dieguez (São Carlos, SP)


Jejum religioso

Jejum contra a Covid-19 ("Bolsonaro faz chamado para jejum religioso contra vírus", Poder, 5/4)? Como consequência da crise, milhões de brasileiros já se alimentam mal ou fazem jejum --ou terão que fazê-lo na marra, inclusive sob a inépcia da tão badalada equipe econômica. Isso supera ou piora a vulnerabilidade de grande parte da população?

Caetano Brugnaro (Piracicaba, SP)

A laicidade e secularismo da República são jogados no ralo por esses fundamentalistas medievais.

Pierre Laville (Salvador, BA)

Não posso recriminar quem pede orações ou outros tipos de apelos religiosos. É para o bem. Não faz mal a ninguém.

Gomes Nogueira (Curitiba, PR)


Semana Santa

("Semana Santa muito santa", Tendências / Debates, 5/4). Obrigada, Frei Betto, por me devolver um pouco de esperança de que os mercadores da fé não prevalecerão.

Anazilda de Barros Stauffer (Rio de Janeiro, RJ)


Dias melhores

"Casal de SP abriga família venezuelana que dormia no aeroporto" (Mundo, 4/4). Esse casal é um exemplo. Ao saber do problema, logo pensou na solução e foi procurar a família para abrigá -la. Meu muito obrigada a eles.

Marina Gutierrez (Sertãozinho, SP)

É por causa de atitudes como esta que ainda podemos acreditar na humanidade. Só merece elogios.

Neuri Mantovani (Brasília, DF)


Ilustríssima

Ao fazer ajustes no artigo "Os sinos dobram por nós" (Ilustríssima, 5/4), cometi um erro sobre a causa da morte da minha mãe. Ela morreu de aneurisma, e não por contágio das epidemias que assolavam os seringais do Acre à época. Para esses males, perdi outros quatro membros da família. Aos editores e leitores, peço desculpas pela falha.

Marina Silva, ex-senadora


Contratos

Em relação à carta "Terceirizados", publicada no dia 4/4 (Painel do Leitor), não é verdade que a Secretaria da Educação tenha cancelado contratos. A pasta está atenta aos contratos terceirizados de prestação de serviços e manutenção de empregos. A secretaria estuda caso a caso os contratos suspensos por conta do decreto de calamidade e está tomando todas as medidas cabíveis para amenizar a situação. Os serviços de limpeza nas escolas continuam. Elas já receberam R$ 650 milhões para demandas essenciais, inclusive contratação de mão de obra.

Lúcia Saito, assessora de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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