Autoritarismo de Bolsonaro é criticado por leitores

Leitores elogiam coluna de Mariliz Pereira Jorge

Polícia Federal
Bolsonaro sempre deixa nas entrelinhas uma ameaça velada de autogolpe, mas ficam as perguntas: quanto tempo duraria a aventura? Em quanto tempo os investimentos deixariam o país? Os fundos de investimentos ficariam tranquilos em um país instável politicamente? Bolsonaro tem a sua mente em um mundo binário que não mais existe ("Bolsonaro ataca Moraes e chama de 'política' decisão do Supremo que barrou Ramagem na PF", Poder, 30/4).
Júlio Oliveira (Campos dos Goytacazes, RJ)


Alexandre de Moraes se comporta como ditador. Faz politicagem de toga. Até quando o Senado descumprirá seu papel de enquadrar togados politiqueiros?
Francisco Henrique Dias (Campo Alegre de Lourdes, BA)

Será que Bolsonaro pensa que está governando a cidade de Sucupira? Então tem que mudar seu nome para Odorico Paraguaçu.
Raimundo Nonato Martins de Santana (Diadema, SP)

Paulo Gracindo como Odorico Paraguaçu, da novela "O Bem Amado", de Dias Gomes - Divulgação

Manda quem pode e obedece quem tem juízo. Esse foi o recado do STF.
Douglas Cesaretti de Freitas (Mirassol, SP)

Felizmente temos um Judiciário atento para barrar as investidas desse que está se revelando o Hugo Chávez brasileiro.
Gilberto Molina (São Paulo, SP)

Ativismo judicial e interferência indevida do STF. Também foi errado no caso de Lula, de Cristiane Brasil e de Sérgio Camargo.
Paulo César de Oliveira (Franca, SP)


Crise
"Barroso defende Moraes, e Gilmar chama ataque de Bolsonaro de 'censura personalista'" (Poder, 30/4). É tanto tiro no pé que, provavelmente, a amputação desse senhor ocorrerá antes de 2022.
Junia Maria de Moraes Rocha (São Paulo, SP)


Quando terminar
Excelente o artigo "O que dará sentido à nossa vida quando a guerra terminar?", de Mirian Goldenberg (Corrida, 30/4). Transformar é o potencial que a mente humana naturalmente possui. É importante transformarmos problemas em felicidade. Pessoas e circunstâncias, mesmo quando nos prejudicam, deixam de ser vistas como adversas e passamos a vê-las como benéficas. Afinal, sem adversidades, como vamos cultivar paciência, equanimidade, bondade e compaixão?
José Eduardo Marinho Cardoso (Rio de Janeiro, RJ)


Lucro na pandemia
Oligarquia financeira manipulando o resultado do banco para não mostrar aumento de lucro no meio da pandemia ("Bradesco aumenta reserva contra calotes e lucro do banco despenca 40% no primeiro trimestre", Mercado, 30/4). Os juros deveriam estar em zero, como nos Estados Unidos, para aumentar a demanda agregada, diminuir despesas e permitir aumento de alavancagem do governo. Mas a oligarquia manipula o Copom e não deixa.
Eduardo Giuliani (São Paulo, SP)

O lucro dos bancos no Brasil beira o absurdo. É preciso abrir o mercado para outras organizações internacionais.
Quirino de Oliveira Minossi (Porto Alegre, RS)


Tecnoexcluídos
O produto mais importante do capitalismo pós-Reagan e Thatcher foi a ampliação das desigualdades sociais, com as privatizações e austeridade fiscal. Em "Lucro com propósito e pesquisa colaborativa devem sair fortalecidos da pandemia" (Ilustríssima, 27/4), Rodrigo Tavares faz um exercício de futurologia otimista, no qual a elite empresarial despertaria para a responsabilidade social e passaria, quase que espontaneamente, a cumprir um papel social. Mas fiquei curioso para saber qual será o destino dos tecnoexcluídos adicionados à pobreza.
Edegar Faria de Oliveira (São Paulo, SP)


Ameaça nuclear
Só faltava esta: coronavírus, recessão, um incompetente na Presidência e uma guerra nuclear ("Rússia ameaça EUA com ataque nuclear por causa de nova arma de Trump", Poder, 30/4). Parece que abriram os sete selos do Apocalipse.
Rogério Fonseca (São Paulo, SP)


E daí?
A memorável charge de Bennett desta quinta (30) nos mostra a face cruel de um presidente tirano, preocupado apenas com os seus interesses e de seus filhos. Ele se tornará mais autoritário e maligno a cada dia, como já previram Conrado Hubner, Celso de Barros, Janio de Freitas, Yascha Mounk e outros. Respeitamos o resultado das urnas, mas o presidente não respeita seus cidadãos, as instituições e a Constituição.
Margareth de Moraes (Rio de Janeiro, RJ)

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Charge de Benett - Folhapress

Folha
Como grande fã do jornal impresso, adorei a reportagem sobre a gráfica da Folha nesta pandemia ("Na gráfica da Folha, mudaram até os rituais do cafezinho e do cigarro", Corrida, 30/4). No início da pandemia, eu suspendi a assinatura física por medo da contaminação. Mas o jornal voltou a chegar e eu percebi que a minha quarentena melhorou muito com ele nas minhas mãos de novo. E ver o jornal na minha porta me traz, por alguns momentos, uma pequena sensação de normalidade —que passa quando eu vejo as manchetes. Agradeço imensamente a todos os que trabalham no jornal e ao autor da reportagem.
Daniela Franco (São Paulo, SP)

Marcio Mendes, Wanderlindo Rodrigues e Deilton Vidal no setor de remessa na gráfica da Folha, em Tamboré - Eduardo Knapp - 17.abr.2020/Folhapress

O que eu quero?
Vou mandar fazer um quadro bem grande com o excelente texto de Mariliz Pereira Jorge desta quinta-feira ("O que eu quero, Bolsonaro?", Opinião, 30/4).
Luiz Antonio Pereira de Souza (São Paulo, SP)

Se me perguntarem se tenho inveja, direi que sim. Como gostaria de escrever com a objetividade de Mariliz Pereira Jorge, que coloca um ser desprezível no seu devido lugar e sugere que volte com seus filhos para as profundezas do inferno, de onde nunca deveriam ter saído.
Henrique Ventura dos Reis (Rio de Janeiro, RJ)

É o que eu também quero, Mariliz! E é o que teremos, mais cedo ou mais tarde. Se carrego um peso enorme, uma mancha negra na minha vida, foi ter votado um dia nesse personagem.
Laura Queirós (Salvador, BA)

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