Editorial da Folha sobre Weintraub é elogiado

Leitores lamentam a morte de Gilberto Dimenstein

O ronco da Ignorância
O editorial "O ronco dos fracos" (Opinião, 30/5) merece destaque. Gosto dos editoriais do jornal, mas confesso que muitas vezes os acho um pouco monótonos. Entretanto este foi diferente. No registro do esbravejar do Executivo, a cuíca jornalística da Folha roncou bonito no samba das minhas ideias ao dizer que, diante de seu depoimento profundamente esclarecedor, nosso ministro da Ignorância, calado, é um poeta.
Sérgio Tosi Rodrigues (Bauru, SP)

STF e fake news
Juristas que se dizem liberais insurgem-se agora contra as investigações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. Entretanto aplaudiam as investigações chefiadas em Curitiba pelo juiz Sergio Moro, ditando rumos à polícia e ao Ministério Público Federal. Lá, o que importava eram as condenações que viriam.
Oscar Mellim Filho (Campinas, SP)


Datafolha
"País continua dividido sobre renúncia e impeachment de Bolsonaro, indica Datafolha" (Poder, 30/5). Não esperemos sua renúncia. É um egocêntrico, desqualificado, despreparado, egoísta. Seu patriotismo gira em torno de seu umbigo e de seus familiares. Não está preocupado com o Brasil ou com os brasileiros. Ou o Parlamento atua ou ele e seu clã afundarão de vez com o país. Não está à altura do cargo.
Jorge Mattos (Rio de Janeiro, RJ)

Não é para a Folha que Bolsonaro não é presidente. É para o próprio Bolsonaro, que não se comporta como um e está se autodestruindo e destruindo o país inteiro.
Alessandro Flores Bredof (Betim, MG)

"67% rejeitam aproximação de Bolsonaro com o centrão, diz Datafolha", Poder, 30/5). Tirar Bolsonaro agora seria golpe, igual ao aplicado contra Dilma. Que ele cumpra o mandato. O povo aprenderá a lição e, quem sabe, na próxima eleição se afastará do populismo de direita e de esquerda.
Geraldo de Carvalho (São Paulo, SP)

Bolsonaro nunca foi defensor da Lava Jato, nunca combateu a corrupção e cometeu e comete crimes, pois ele e a família são milicianos. Será que o povo sabe o que é milícia? Parece que não, pois votou nesse louco. Agora que aguente quatro anos. Ele está fazendo com o centrão o mesmo que Temer fez, comprando votos. Fica, Bolsonaro! Este povo te merece.
Valmir Valdemar de Aguiar (Florianópolis, SC)


Gilberto Dimenstein
A Representação da Unesco no Brasil lamenta profundamente a morte precoce do jornalista Gilberto Dimenstein, um ícone na luta em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Por suas mãos surgiu a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), que influenciou fortemente o amadurecimento da discussão sobre os direitos da infância, bem como dos direitos humanos em geral.
Pedro Barreto, assessor de Comunicação e Imprensa (Brasília, DF)

Como é difícil conceber a passagem tão rápida de um amigo. Jovem, como todas e todos a quem se dedicou. Supraindividuais, transcendentes, utópicas e eficazes as suas ideias em causas extremamente nobres. Uma fonte inesgotável de geniais intuições e invenções.
Miguel Pereira Neto, amigo, ex-presidente da ONG Cidade-Escola Aprendiz (São Paulo, SP)

O Brasil deveria estar chorando nesta sexta-feira. Acabamos de perder um grande brasileiro. O jornalista Gilberto Dimenstein vai fazer muita falta.
Betina Schurmann, professora aposentada da Universidade de Brasília (Brasília, DF)


Claras ameaças
A Constituição e a legislação são claras ao especificar os crimes contra a segurança nacional. Saltam aos olhos as manifestações do presidente e de seu filho, ameaçando o Supremo, as instituições e a democracia, conforme exposto na primeira página desta Folha em 29/5 ("Bolsonaro ameaça Supremo de novo, e filho cita ruptura"). Tempos sombrios, no qual os piores perdem o medo, e os melhores, a esperança.
Alexandre Coelho (Mogi Mirim, SP)


Weintraub
Muito bom o editorial "A ficha de Weintraub" (Opinião, 26/5). O ministro da Educação ofendeu o nosso Supremo Tribunal Federal e, num viés racista, desprezou indígenas, ciganos e chineses, culpando estes por terem trazido o coronavírus. Infelizmente, Bolsonaro está dando lições de arrogância e de incompetência a seus ministros e ao povo brasileiro. Um presidente da República que estivesse preocupado mais com o bem da coletividade do que com a empáfia pessoal e familiar já teria demitido Abraham Weintraub.
Salvatore D'Onofrio, professor titular aposentado de teoria da literatura na Unesp (São José do Rio Preto, SP)

Estátua do imperador Calígula montado em seu cavalo Incitatus
O cavalo Incitatus, montado pelo imperador Calígula - Reprodução


Bolsonaro condecorou Abraham Weintraub com a Ordem do Mérito Naval. Aguardemos agora quem será o Incitatus brasileiro.
Cassio Antonio Leardini (Mauá, SP)


Ascensão ao STF
Há anos venho questionando a maneira como é feita a ascensão ao STF e penso que agora é chegada a hora de o Congresso atentar para esse assunto. Sempre opinei para que seja prestigiada a carreira dos juízes, com respeito ao quinto constitucional (advogados e promotores de Justiça, alternadamente), e mandato para o Supremo. Hora de ouvir as carreiras jurídicas, senhores.
Patrícia Aude, promotora de Justiça (São Paulo, SP)


Sigamos firmes
"‹Eu me tornei assinante deste jornal no começo da pandemia, apesar de ter cortado gastos, já que meu negócio parou. Cresci vendo meu pai assinar a Folha, em Uberaba (MG), e me lembrei de o quanto isso foi importante para mim. Desde novinho eu adorava o jornal: a Folhinha, o José Simão, a Ilustrada... Por acaso virei jornalista, mas depois segui outro caminho, com produção de eventos. Mas, na pandemia, a primeira coisa que fiz foi procurar informação bem apurada. E o conteúdo de vocês é o melhor. É isso. Sigam firmes, colegas!
Thales Sabino (Brasília, DF)

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