Leitores comentam novo rodízio em São Paulo

'Devolvam-me minha 'amarelinha'', pede leitora

Quarentena em São Paulo
"Doria prorroga quarentena no estado de SP até 31 de maio contra novo coronavírus" (Cotidiano, 8/5). Isolamento social e restrições são úteis, mas algumas medidas são tomadas como apostas em um jogo de loteria. Qual é a chance de sucesso no isolamento ao restringir a circulação de veículos se muitas pessoas ainda estão trabalhando? Para proteger o empresariado, o transporte coletivo foi reduzido. E agora, como será com o aumento de passageiros no transporte público?
Taís Viturino (São Paulo, SP)

Não sei onde vamos parar, o cenário é totalmente sombrio. As medidas dorianas refletem o que já era notório: o caos, infelizmente, ainda virá.
Jean Nascimento (Rio de Janeiro, RJ)

O governador de São Paulo, João Doria, está surpreendendo na responsabilidade. Muito bem. Precisamos combater o vírus, evitar o caos e enfrentar essa parcela inconsequente da população que ignora os fatos.
Hannah Feitosa (São Paulo, SP)

Não há alternativa. E talvez o governador tenha posto fim a seu legado. Não importa. CPFs salvos, antes e acima de tudo. Tenho fé, por incrível que pareça, no futuro.
Vitor Luis Aidar Santos (Jaboticabal, SP)


Rodízio
"Rodízio de carros para combater coronavírus tirará das ruas metade da frota de SP" (Cotidiano, 7/5). A medida vai aumentar o contato social. Quem tem de trabalhar e está usando o carro vai ser obrigado a ir de ônibus. Com a frota de ônibus já reduzida, será o caos.
Tadeu Roberto Corbi (São Bernardo do Campo, SP)


No fundo do armário
O texto da colunista Tati Bernardi ("Devolvam nossa bandeira", Saúde, 8/5) é o maior exemplo do nosso patriotismo roubado por aqueles que agora bradam os seus ódios contra profissionais da saúde e da imprensa e contra todos os que não aplaudem um louco desvairado. Nunca mais a "amarelinha" será vista como antes. Perdeu totalmente o seu significado de união entre pessoas que torcem por um mesmo ideal. Era com orgulho que a usava nos dias de jogo. Agora, está bem guardada no fundo do armário, com vergonha do que ela passou a significar. Junto-me à colunista para gritar: "Devolvam nossa camisa".
Rosana Garcia (São Paulo,SP)

Renda básica
Que belo artigo o de Maria Alice Setubal ("Os desafios de uma cidade para todos", "Tendências / Debates", 6/5), inspirado em Hannah Arendt. Encorajou-nos todos a buscar os caminhos da justiça e da liberdade ao propor que a renda básica cidadã se transforme em política de Estado, ao lado do apoio às micro, pequenas e médias empresas e aos empreendedores e do esforço total para que os meninos pretos mais pobres tenham melhores oportunidades de educação e outras iniciativas solidárias.
Eduardo Matarazzo Suplicy, pelo vereador PT-SP" (São Paulo, SP)


Bolsonaro
Pálida ação do STF e apatia de deputados e senadores diante dos discursos desrespeitosos de um presidente que não respeita a Constituição. Precisamos cumprir o que prega a Carta Magna.
José William Leite Oliveira (Sorocaba, SP)


A cada declaração, Bolsonaro mais expõe a sua boçalidade e o seu caráter de mentiroso compulsivo. Enquanto afirma que não interfere na PF, muda o diretor para blindar seus filhos. Anuncia que seus testes do coronavírus deram negativo, mas se nega a mostrá-los. O Brasil nunca teve um presidente tão velhaco e desonesto. Urge que o Congresso e o STF achem um caminho para destituí-lo antes que lance o país ao abismo.
Joaquim Francisco de Carvalho (Rio de Janeiro, RJ)

"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Por que então não entrega os resultados dos seus exames de Covid-19 e o vídeo da reunião citada pelo ex-ministro Moro?
Tania Tavares (São Paulo, SP)


Caravana ao STF
Bolsonaro não quer cair sozinho, quer levar o STF junto ("Bolsonaro leva empresários ao STF para pressionar por fim de isolamento", Mercado, 8/5). Falar em economia numa hora dessas...?
Hélio Rodrigues Souza (Santo André, SP)

Leiam a coluna de Contardo Calligaris de 7/5 ("Jair, um brasileiro", Ilustrada). Se o presidente tivesse assessores competentes, com interesse em realmente fazer a tão prometida melhora do Estado brasileiro em vez de ficar formulando ataques por meio do chamado gabinete do ódio, não precisaria ouvir do senhor Dias Toffoli o óbvio.
Luís Claudio Silva Peria (São Paulo, SP)

Sobre o convescote do presidente ao STF, irrita o quanto minimizam o papel de Paulo Guedes na excursão. Na Folha, só Reinaldo Azevedo tocou no assunto. Desde que André Lara Resende mostrou o primitivismo de Guedes, a coisa só piora. Não é só um liberalismo primitivo e caduco, mas também a insensibilidade, a intransigência e a absoluta falta de visão humanitária.
Anísio Franco Câmara (São Paulo, SP)

O Brasil, desde Mauá, possui uma lista respeitável de grandes empresários, realizadores e criadores de riquezas. Mas aparecer numa lista de apoiadores de Bolsonaro (como a publicada à pág. A13 da edição desta sexta), como parceiros numa despropositada visita ao STF, deveria ser motivo de opróbrio. Em vez de bajular e avalizar um governante desqualificado, esses empresários deveriam contribuir com sua visão e capacidade executiva para compensar os estragos já causados por este infeliz desgoverno.
Rubens J. Villela (São Paulo, SP)

Humilhante a posição do presidente do Supremo ao permitir uma quase invasão do órgão por um amontoado de gente, como se o órgão fosse subordinado ao Executivo. Situação inédita, talvez facilitada pelo próprio Toffoli, que atendeu ao pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, suspendendo as investigações com dados do Coaf e tendo se aproximado de Bolsonaro cada vez mais. Portou-se como um coadjuvante. Causa muita preocupação.
Paulo Bittar (São Paulo, SP)

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