Leitor diz que Bolsonaro já deu mostras de que comete crimes de responsabilidade

Fala de general sobre intervenção militar e a de Weintraub sobre China são destacadas por leitores do jornal

Responsabilidade
Como em 2018, quando não se acreditava que Bolsonaro venceria, hoje não se crê que ele possa realizar novo golpe militar no país (“Forças Armadas não cumprem ordens absurdas nem aceitam julgamentos políticos”, diz Bolsonaro, Poder, 12/6). Então, como interpretar as reiteradas tentativas de se falsear a realidade? E as tentativas de interferir na Polícia Federal, impedir investigações sobre fake news e intimidar Congresso e STF? Ele pode convocar seguidores a invadir hospitais? Já não basta de crimes de responsabilidade, parlamentares?
Mauricio Villela (Rio de Janeiro, RJ)

Ufa, até que enfim uma notícia boa. Então vamos dar vivas à democracia!
Jesus Evangelista Almeida (São Paulo, SP)

Servi no Exército de 1965 a 1966, na ditadura, e presenciei expulsões. Elas ocorriam com a corporação perfilada diante do Comando do Batalhão, e o militar que seria expulso à frente. Uma voz de comando ordenava que fosse retirada a farda do militar e vestido uniforme de civil. A seguir, a corporação ficava de costas para o ex-militar como ato de repúdio. Quando Bolsonaro foi expulso do Exército, houve isso? Agora ele, classificado como mau elemento ao Exército e expulso, põe de joelhos os militares.
Arnaldo Vieira da Silva (Aracaju, SE)

A nota de Bolsonaro, do vice e do ministro da Defesa, os três oriundos da caserna, em prol da possibilidade de intervenção militar, não surpreende. O golpe de 1964 tem defensores, ainda hoje. Nos resta torcer por maior maturidade e patriotismo de nossos cidadãos fardados a não darem guarida a aventureiros cujas ambições políticas, privilégios e impunidade quanto a malfeitos é o pano de fundo da atual discussão. É a história querendo se repetir como farsa mesmo.
Jose Hadad Neto (Rio de Janeiro, RJ)

Os militares brasileiros deveriam aprender com os pares norte-americanos, pois estes estão honrando os princípios conservadores ao se afastarem dos arroubos autoritários de Trump. Os militares brasileiros se consideram como casta superior, que deve tutelar a sociedade civil.
Geimison Falcão (Pacajus, CE)

Um bando de militares cheios de medalhas no peito, sem nunca terem ido à guerra, só pode dar nisso.
Selene Almeida (Belém, PA)


O bispo e o vírus
Se o dono de “pequenas igrejas grandes negócios” fosse fiel àquilo que prega, deveria nem ter ido ao hospital e esperar um milagre (“Bispo Edir Macedo recebe alta após tratamento com cloroquina contra coronavírus, diz Universal”, Poder).
Michell A. F. de Mello (Rio de Janeiro, RJ)
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Só quatro dias de internação para um idoso de 75 anos com Covid-19? Está mais para treta esse milagre da cloroquina.
Andrea Simone B Dias (Recife, PE)


Número 2
Reino Unido tem população de 66 milhões. E o Brasil, uma de 209,5 milhões. Ainda que não concorde com a política do governo, nas esferas federal e estadual, a manchete é sensacionalista (“Brasil passa Reino Unido e se torna o 2º país com mais mortes”, Saúde, 13/6).
Wagner Evaldo Chabes (São Paulo, SP)

Os três países com o maior número de óbitos são liderados por dois presidentes e um premiê que desprezaram a doença. Foram contra a ciência e os especialistas. Negacionistas. O inglês foi infectado e voltou atrás. O americano teve amigo e a sua cidade natal infectados e voltou atrás. Mas Bolsonaro continua com a tática genocida.
Gustavo Felício Moraes (Rio de Janeiro, RJ)


Estica e puxa
Só mais um tosco falando impropriedades, nenhuma novidade nesse governo (“Ramos nega risco de golpe militar, mas manda ‘não esticar a corda’”, Poder, 13/6). Ninguém vai “esticar corda” da própria Constituição. Fará o uso devido dela para ver se aprendem respeitar as regras do jogo democrático. Tomem vergonha!
Jaime Alves Sobrinho (Campina Grande, PB)

O presidente Jair Bolsonaro é observado pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo)
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) - Pedro Ladeira/Folhapress

O que é esticar a corda? E oposição? Esse general fala pelo Exército?
Julio Moreira (Brasília, DF)

O general reconhece o desconforto de, estando na ativa, participar de atos políticos junto ao presidente e dá a entender que o americano fez o certo ao pedir desculpas. Porém, ele próprio não tem a mesma humildade e decência de repetir o gesto. Apenas se limita a dizer que vai pedir para ir à reserva. Pergunta: qual adjetivo cabe a cada uma das quatro estrelas do ministro?
Marcos Paganini Mattiuzzo (Itatiba, SP)

Na história da República, nunca houve um presidente tão respaldado pelo povo, única fonte de poder, quanto Bolsonaro. Temos, custe o que custar, que reagir e mudar o establishment legado por quase três décadas de esquerda.
Edson Gama (Belo Horizonte, MG)

Peça demissão, general. E desculpas à população pelo seu comentário.
Florentina Alves (São Paulo, SP)

Elegemos civil e ficam estes militares falando abobrinhas, por falta do que fazer em seus quartéis. Haja!
Sérgio Siqueira (Divinópolis, MG)


Weintraub
Não podemos perder a capacidade de se indignar com comentários preconceituosos, proferidos por qualquer pessoa, em qualquer momento, ainda que seja por chacota. Provoca asco, ainda mais quando disparado por um ministro sem noção, que nas horas vagas processa o pai (“Weintraub fez chacota da China. Um neto de chinês não gostou e foi ao STF”, Mundo, 13/6).
Ernane Barbosa dos Santos (Campo Grande, MS)

O historiador Vinicius Wu, autor da notícia-crime contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub
O historiador Vinicius Wu, autor da notícia-crime contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub - Arquivo Pessoal

Louvável atitude que deveria ser copiada por todos. Chega de omissão! Sempre tivemos orgulho do nosso sincretismo e miscigenação.
Cintia Mesquita (Sorocaba, SP)

Como pode um homem que tem ascendência judaica proferir palavras racistas e xenófobas? Ele esqueceu que seu povo foi um dos mais perseguidos ao longo dos séculos. É vergonhoso.
José Valter Cipolla Aristides (Colombo, PR)


Racismo
Ao exigir retirada de estátuas de genocidas e racistas, não estamos apagando a história, e sim deixando de celebrar pessoas e feitos abomináveis.
Job Fonsêca (João Pessoa, PB)

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