Leitora diz que, para Bolsonaro, liberdade de expressão só existe quando não há o contraditório

Discussão com eleitora e faca na caveira de nº 2 da Saúde também são destacados por leitores do jornal

Abobrinha
E a tal liberdade de expressão? Liberdade de expressão só existe quando é para concordar com o presidente? Quando discorda é para ser hostilizado até se calar? O debate e o contraditório não existem? Ele não tinha argumentos para justificar sua política ou antipolítica de saúde e se defender das colocações da eleitora? Atitudes como essas estão espantando investidores e atrapalhando negócios (“Bolsonaro acusa eleitora de falar ‘abobrinha’ e pede que ela se retire do Alvorada”, Poder, 11/6).
Cecilia Barbosa (Santos, SP)

É interessante perceber que o presidente faz coro à liberdade de expressão em suas inúmeras falas, mas, ao se deparar com manifestação legítima de uma ex-eleitora, impõe inegável censura a pensamentos que sejam dissonantes daqueles por ele propalados. A intolerância na absorção de críticas tornou-se verdadeira política de Estado, bastando ver os inúmeros episódios de violência verbal do inquilino que ocupa o Palácio do Planalto. Já é hora de iniciarmos ação de despejo.
Luiz Augusto Fernandes Fanini (São Paulo, SP)

Infiltrada claramente para perturbar. São comentários de pessoas que não entendem a carreira militar. A seriedade dos concursos internos, a preparação. Estes que atacam aqui não têm coragem de defender o país em caso de guerra. São esquerdas caviar que fazem a revolução francesa em uma mesa com uma boa champanhe.
Vasco Azevedo (Belo Horizonte, MG)


Faca na caveira

Não atinei o motivo da reportagem (“Número 2 da Saúde traz ‘faca na caveira’ a entrevistas”, Saúde, 10/6), detalhando a origem do broche e a relação do seu usuário com o trabalho no Ministério da Saúde. É tão somente adereço, como são pulseiras, brincos e colares, usados por vaidade. O nº 2 que exiba sua vaidade, mas não descuide de seu trabalho.
João Batista de Melo Alves (São Paulo, SP)

Broche do Comando de Operações Especiais --com uma faca enfiada o crânio de uma caveira--, ao lado do símbolo do Ministério da Saúde, na lapela de Elcio Franco em entrevista coletiva no dia 25 de maio
Broche do Comando de Operações Especiais, ao lado do símbolo do Ministério da Saúde, na lapela de Elcio Franco em entrevista coletiva no dia 25 de maio - Júlio Nascimento - 25.mai.2020/Presidência da República

Nos meus tempos de moleque, a gente inventava bandos com símbolos parecidos com esse. Não considero aceitável para uma instituição do estado cuja obrigação é fazer cumprir a lei.
Hans Rauschmayer (Rio de Janeiro, RJ)

Daqui a pouco, em vez de Ministério da Saúde, vai se chamar Centúria da Saúde.
Marcelia Guimarães Paiva (Juiz de Fora, MG)

E qual o problema?
Guilherme Menin Gaertner (São Paulo, SP)


Artigo
Excelentes e lúcidas as ponderações do dr. Luiz Antonio Guimarães Marrey (“Em defesa do regime democrático”, Tendências / Debates, 10/6), ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, que sempre guiou o Ministério Público no caminho democrático. MP Estadual na defesa da democracia, sempre.
Patricia Moraes Aude, promotora de Justiça (São Paulo, SP)


Fascismo à brasileira
O que me assusta é saber que na política nada se perde, nada se cria, tudo o que parece ruim se transforma em algo ainda pior, e a gente não aprende (“Por que assistimos a uma volta do fascismo à brasileira”, Ilustríssima, 9/6). Este governo é nazifascista. Veja o modus operandi: um pequeno grupo se reúne na escuridão, com explosão de fake news, convence a classe média atrasada de que ela é “a minoria” que carrega o país nas costas, saem as ruas, esfaqueiam o líder e o enrolam na bandeira da pátria, nasce o mito.
Odete Borges (Itabira, MG)

Ótima reportagem, percebe como estão sendo usados os conceitos, teorias e métodos fascistas pelo atual governo para assumir o poder, sem que ao menos o povo entenda.
Diego Milleo Bueno (Boa Vista, RR)

Em 1935, Sinclair Lewis (Prêmio Nobel em Literatura) disse: “Quando o fascismo chegar à América, vai estar enrolado na bandeira e carregando uma cruz”. Basta substituir a palavra América por Brasil.
Marina Gutierrez (Sertãozinho, SP)


SARG e Covid-19
Devido à condução duvidosa quanto aos reais números da pandemia, a reabertura econômica neste momento de mortes ascendentes (“Mortes por síndrome respiratória nas capitais chegam a quase 12 vezes as por Covid-19”, Saúde, 10/6). Justo neste momento! A vida de nós, brasileiros, vale menos?
Andrea Galante Franco, médica (Ribeirão Preto, SP)


Idiotizar
Contaminou muita gente com sua irresponsabilidade (“Após dizer que ‘Covid-19 idiotiza as pessoas’, deputado bolsonarista contrai a doença”, Saúde, 9/6). Esses falsos machões são trágicos nas consequências. Confundir truculência com virilidade é o menor de seus abusos.
Maria Torres (São Paulo, SP)

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) na posse de André Mendonça como ministro da Justiça, em abril
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) na posse de André Mendonça como ministro da Justiça, em abril - Pedro Ladeira/Folhapress

Pelas afirmações, comprova-se que a Covid-19 não cura a idiotice. O deputado já era assim e continua o mesmo depois de contrair o vírus.
Luiz Marcos de Carvalho (Recife, PE)

O que acontece com policiais e ex-PMs? A lavagem cerebral parece ser intensa na instituição e que perderam percepção e raciocínio. É risco enorme a população depender sua segurança deste tipo de gente.
Armando Moura (São Paulo, SP)


Monumentos
Não seria melhor deixar estátuas e logradouros, considerados inadequados no contexto atual, para lembrar às gerações presentes e futuras que houve épocas em que racistas, ditadores ou corruptos eram homenageados? Não acredito que apagar os registros de uma época faça que ela deixe de ter acontecido.
Edison M. Braun (São Paulo, SP)


Coluna
Eduardo Scolese (“A ajuda de Lula e Moro”, Opinião, 10/6) abusa de falsas equivalências ao dizer que o ex-presidente Lula e Sergio Moro ajudaram Bolsonaro e que haveria discussão possível sobre o responsável pela eleição do atual presidente. Falsa equivalência entre a vítima de processo antidemocrático e de prisão inconstitucional e seu algoz, que o condenou por “atos indeterminados”. Lula é oposição a Bolsonaro, e, sem o ato ilegal e parcial de Moro, o eleitor poderia escolher entre Lula e Bolsonaro. A íntegra da carta está em lula.com.br .
José Chrispiniano, assessor de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (São Paulo, SP)

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