Leitores comentam divulgação de dados sobre coronavírus no Brasil

Recorde de mortes e pressão por divulgação são destacados por leitores do jornal

Recorde

Terça-feira é o dia de recordes acumulados pelo baixo fluxo de dados e de testagem do fim de semana (“Estado de SP tem novo recorde de mortes por coronavírus em um dia”, Saúde, 9/6). Mesmo assim a tendência não parecia ser de queda até o vergonhoso sumiço de dados promovido pelo general Pazuello, ministro interino que quer recriar a roda quadrada para esconder recordes.

Wagner Santos (Ribeirão Preto, SP)


Números

Pressão de militares após recordes de mortes levou a mudança em dados” (Saúde, 8/6). Esse novo método é uma forma de jogar o problema para debaixo do tapete e fazer “sumir” inúmeros cadáveres. Acham que somos todos tontos. Por aquele método, quem morreu no dia anterior e não teve o diagnóstico confirmado sai da estatística e nunca mais volta. E a maioria dos mortos de hoje só teriam o diagnóstico confirmado posteriormente —e também desapareceriam. Assim fica fácil para o desgoverno não assumir a responsabilidade pelo genocídio que já provocou.

Cesar Paes (Curitiba, PR)

E ainda há quem acredite na honradez de nossos militares... Absolutamente inúteis! Não passam, na grande maioria, de funcionários públicos —na pior acepção do termo— armados com brinquedos pagos pelo erário. Melhor seria se fossem extintos.

Ricardo Candido de Araújo (Taboão da Serra, SP)

Será que os militares não aprendem? Em 1975, o regime militar proibiu divulgar notícias sobre a epidemia de meningite que então grassava. Milhares morreram. Quando viram que não tinha como esconder, teve campanha de vacinação e a epidemia cessou. Esconder a verdade mata!

Michael Pace (Arapongas, PR)

Bolsonaro põe nariz de palhaço em uma pessoa na charge da leitora Josiane Massa para o Painel do Leitor
Josiane Orsolino Massa

Como brasileira, sinto-me uma palhaça no enfrentamento da pandemia.

Josiane Orsolino Massa Hierikim (Ribeirão Preto, SP)

Será essa a personificação do Exército na administração pública? Será essa a imagem que o Exército deseja passar para a população em geral? Incompetência, irresponsabilidade, insensibilidade em relação à vida humana, desprezo à ciência e desrespeito aos princípios éticos. Foram tantos anos “afastados” da política para, em tão pouco tempo, mostrar-se como um verdadeiro desastre.

Matias Santos (Salvador, BA)

Ministério da Saúde recua e volta a divulgar íntegra de dados da Covid-19 após decisão do STF” (Saúde, 9/6). Duas possibilidades: mais um recuo entre centenas ou para a caneta do antipresidente é possível apagar o que está escrito? Vá embora, Bolsonaro, será melhor para o Brasil.

Luiz Paulo Barreto (Cabo Frio, RJ)


Reabertura

Comércios reabrem na quarta na capital paulista; shoppings devem abrir na quinta” (Cotidiano, 9/6). Ficou fácil para os governadores. A pressão da economia de um lado e qualquer alta de casos vai cair no colo de quem falou besteira o tempo todo, vão dizer que fizeram o que podia. Só não sei se alguém calculou o impacto econômico de conviver com 5 ou 6 meses de pandemia em vez de 2 ou 3 que o lockdown permitiria.

Hercílio Silva (Brasília, DF)


Cuba

Cuba está perto de declarar vitória contra coronavírus”, Mundo, 9/6). Vai pra Cuba... ou pra Nova Zelândia.

Orlando Augusto Pinto (São Paulo, SP)

Acreditar na ditadura marxista de Cuba? Mais sensato seria acreditar em Papai Noel.

Rômulo Paiva (Belo Horizonte, MG)

Médicos de Cuba retornam ao país após auxiliarem no atendimento a pacientes de coronavírus na Itália
Médicos de Cuba retornam ao país após auxiliarem no atendimento a pacientes de coronavírus na Itália - Ismael Francisco - 8.jun.20/Reuters

Duvidar que medidas rigorosas produzem bons resultados é o mesmo que duvidar da ciência.

Yehuda Amichai (Belo Horizonte, MG)


Esperar não dá

Têm razão Cristina Serra, ao dizer que sair às ruas agora é uma decisão de altíssimo risco (“A hora do acerto de contas”), e o editorial “Novo ingrediente”, ao afirmar que protestos durante a pandemia são temerários (Opinião, 9/6). Após o erro da aglomeração no Carnaval, que ajudou a disseminar o vírus por todo o país, precisamos achar uma forma constitucional para tirar Bolsonaro do poder. Esperar é que não dá mais.

Luiz Dalpian, 82 anos, professor (Santo André, SP)


Armas, insanidade e burrice

Após ler a reportagem “Exército negocia parceria com empresa apoiada por Eduardo Bolsonaro” (Poder, 9/6), pergunto-me: diante deste cenário triste que estamos vivenciando, neste país tão injusto, como é possível pensar em fabricação de pistolas no Brasil, onde o nível de assassinatos por armas só tende a aumentar? Só é possível em um governo com alto nível de insanidade, burrice e incompetência. Precisamos de projetos para melhorar a educação, a saúde e a empregabilidade, mais do que nunca.

Beatriz Guerra (São Paulo, SP)

O Brasil investe muito dinheiro na formação de militares, além de alta remuneração, e tem “isso” como resultado? Os militares no poder têm demonstrado grande incompetência. O compromisso desses indivíduos é apenas com o governo e suas mamatas. Para eles, os brasileiros que morram.

Katia Araújo (Brasília, DF)

Este é o perfil dos militares: divulgam o que querem, da forma que querem, e ainda acham que vão salvar o Brasil.

Clezio Freire 
(Vila Bela da Santíssima Trindade, MT)

Militares são tão honestos e competentes... Basta lermos histórias como as da Usina de Angra, o Sistema Sivam, a Transamazônica, Tucuruí, Transamazônica, ponte Rio-Niterói...

Carlos Simaozinho (Brasília, DF)

A milícia agradece o apoio do Exército. Lendo a coluna “Saída pela Direita”, fica ainda mais claro o risco da liberação das armas e munição sem nenhum controle pelo Exército.

Denise Messer (Rio de Janeiro, RJ)

Miliciano agora vai vender armas “legalmente” graças ao governo.

Liliane Alves (Campinas, SP)


Verba

TJ-SP usa verba emergencial ‘invisível’ para petiscos e regalias a desembargadores” (Poder, 9/6). A atual crise poderia servir para cortar esse tipo de gasto, que é resquício do império. Outra medida interessante seria retirar os carros que esses desembargadores têm a sua disposição, assim como adaptar os respectivos motoristas para a função de escrevente técnico, que são os principais responsáveis por movimentar o Judiciário paulista.

Bruno Silva (São Paulo, SP)

Enquanto isso, nos arredores do Palácio de Justiça, os mendigos da praça da Sé caminham.

Sérgio Luiz Mazetto (São Paulo, SP)

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