Leitores reagem a editorial sobre ministro da Educação

Abraham Weintraub se reuniu, sem máscara, com apoiadores no domingo (14)

Weintraub

Não há como deixar de ler a Folha e seus editoriais. Esse último, “Fora, Weintraub” (Opinião, 16/6), é a síntese de um jornalismo arrojado, corajoso e comprometido com o Estado de Direito e com a defesa da democracia.

Marcelo Rebinski (Curitiba, PR)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se reuniu com apoiadores no domingo (14), próximo à Esplanada dos Ministérios
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se reuniu com apoiadores no domingo (14), próximo à Esplanada dos Ministérios - Reprodução

Ainda que apenas simbólica, a saída do sinistro da Educação é mais do que necessária. Nada mudará, pois os termos usados no editorial “Fora, Weintraub” descrevem o governo como um todo, não apenas um de seus componentes. O economista, professor da Unifesp, é apenas o mais destacado nas ações fascistas e deverá ser substituído por um outro da mesma insignificância intelectual. Protegido pelo presidente Jair Bolsonaro, ele deve se sujeitar também a um processo dentro da universidade federal que o abriga.

Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)

O editorial “Fora, Weintraub” acertadamente enumera todos os motivos para a saída, ainda que tardia, do ministro da Educação. Mas é preciso saber quem será o seu substituto. Ao que parece, veremos mais um militar entrar no governo e fazer a defesa das escolas militares por todo o país, o que já foi dito muitas vezes pelo presidente Bolsonaro.

Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)

Mais que adequado e atualizado o editorial desta terça-feira (16/6) que advoga a saída do inepto que responde pelo Ministério da Educação. Sem capacidade nem qualidade, o intruso na área só faz recrudescer a agressão a nós educadores e aos estudantes do Brasil. Ele permanece apenas pela teimosia de seu chefe e por exigência do gabinete do ódio.

Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP)


LGBT

É de grande importância a Folha trazer à tona a realidade pela qual muitos LGBTs passam na sociedade hoje em dia e, sobretudo, as histórias de conquistas e sucessos dessa parcela da população (“Gays e transsexuais não podem sofrer discriminação no trabalho, decide Suprema Corte dos EUA”, Mundo, 15/6). Estamos saturados pelas informações sobre a violência que sofrem essas pessoas. Muito bom ter um espaço como esse, que estampa mais uma vitória para a comunidade. Que essas leis vigorem aqui no Brasil.

Vinicius Mecenas (Aracaju, SE)


Sonhos

Excelente a reportagem de domingo passado dos repórteres Flávia Mantovani, Bruno Benevides, João Perassolo, Lucas Alonso e Manuela Ferraro sobre os efeitos da pandemia da Covid-19 na mente humana (“Monstros, fuga para a Lua, pazes com o ex: sonhos revelam efeito da pandemia sobre mente humana”, Mundo, 14/6). As referências ao livro de Charlotte Beradt —“Sonhos no Terceiro Reich”— e as pesquisas atuais foram fundamentais no artigo, assim como a iniciativa de entrar em contato com sonhantes ao redor do mundo. Estrategicamente intitulados, os 14 relatos do texto deixam claro o que pandemias e estados de exceção provocam no inconsciente e expõem a banalidade do mal e os dilemas da vida e da morte.

Edgard de Assis Carvalho (São Paulo, SP)

Catarina Pignato

Renda básica

Oportuno e irrefutável o artigo do deputado João Campos (PSB-PE) em defesa da renda da básica, agenda com a qual o movimento sindical está alinhado (“A hora da renda básica”, Tendências / Debates”, 16/6). Precisamos todos entender que distribuição de renda e crescimento econômico não são palavras rivais.

Luiz de Souza Arraes, presidente da Federação Estadual dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis (Osasco, SP)


Onze

Alê Silva, Aline Sleutjes, Arolde de Oliveira, Bia Kicis, Cabo Junio Amaral, Carla Zambelli, Carolina de Toni, Daniel Silveira, General Girão, Guiga Peixoto e Otoni de Paula tiveram a quebra dos sigilos bancários decidida pelo ministro Alexandre de Moraes. Esses 11 parlamentares poderiam aproveitar a oportunidade e listar para a imprensa o trabalho que desenvolveram no Congresso. Afinal, foram eleitos para defender os direitos do povo em primeiro lugar. .

José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)

Esse excelentíssimo e digníssimo ministro do Supremo Tribunal Federal não tem medo. Sua atuação vem desde os tempos no governo do estado de São Paulo, quando foi secretário da Segurança Pública. Enfrentou o PCC sem vacilar. Tem portanto experiência com bolsonaristas.

Rubens Gonçalves (Curitiba, PR)


Charges

Centenas de jornalistas e colunistas escrevem, diariamente, em vários órgãos de imprensa, textos espinafrando o governo e expondo as suas mazelas. Irônico que os primeiros a serem perseguidos sejam os desenhistas de humor, o que demonstra a força e a relevância dessa arte dentro do jornalismo crítico.

Orlando Pedroso (São Paulo, SP)

Charge de Laerte publicada na primeira pagina da Folha no dia 16 de junho de 2020. Leva o titulo Prisão de Sara Winter, dois homens carrega uma mulher, que usa um colete escrito Deputada Federal 2021, em suas mãos duas armas, os homens usa um colete escrito Policia Federal
Laerte

Laerte, você é um gênio! Agradeço ao Universo por você existir!

Letícia Moreira Dias Kayano (São Paulo, SP)


Elucidativo

Mantenho minha assinatura da 
Folha por respeito à sua linha editorial de respeito à diversidade, apesar de às vezes ser tentado a estranhar o espaço dado a certos personagens. Foi o caso desta terça, com o artigo do deputado Artur Lira (“O centrão é uma força moderadora”, Tendências / Debates). Entendo essa orientação da Folha não apenas como normal mas elucidativa, pois permite que pessoas, como é o caso desse deputado, revelem o seu caráter duvidoso, o seu cinismo e a sua cara de pau. Lamento pelo texto, mas parabenizo o jornal.

Antônio Dilson Pereira (Curitiba, PR)


Rotina nos hospitais

A reportagem “Pandemia de Covid-19 adia tratamentos de câncer no Brasil” (Saúde, 14/6) revela a grave realidade de nossos pacientes oncológicos. A súbita interrupção de tratamentos poderá trazer impactos negativos em seus prognósticos. A rotina de hospitais deve ser adaptada com urgência, e tratamentos devem ser continuados de forma segura, imediatamente, ou o triste cenário que vivemos será ainda mais devastador.

Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião geral e oncológico (São Paulo, SP)

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