Leitora diz ser uma vergonha vaivém de verbas no gabinete de Bolsonaro na Câmara

Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Guedes e ditadura são temas de comentários dos leitores

Vaivém de verbas no gabinete
Essa festa de demissões e recontratações era feita com dinheiro público ("Gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara manteve vaivém suspeito de salário e verba", Poder, 5/7). Dinheiro que deveria ir para a saúde, por exemplo. Uma vergonha as pessoas ainda defenderem essa corrupção.
Janaina Darli Duarte Simão (São José do Rio Preto, SP)

Jair Bolsonaro em seu gabinete, na Câmara dos Deputados, no dia do anúncio da vitória de Donald Trump, em 2016; já nessa época ele se comparava ao norte-americano e se dizia muito feliz com o resultado eleitoral nos EUA
Jair Bolsonaro em seu gabinete, na Câmara dos Deputados, no dia do anúncio da vitória de Donald Trump, em 2016; já nessa época ele se comparava ao norte-americano e se dizia muito feliz com o resultado eleitoral nos EUA - Ranier Bragon - 9.nov.2016/Folhapress

Não à toa que existe aquele ditado: filho de peixe não nasce cachorro.
Carlos Fernandes (Ribeirão Preto, SP)

Se fizerem levantamento do que acontecia e acontece nos gabinetes de todos os deputados, da Câmara e das assembleias, vocês ficarão de cabelo em pé. Precisamos achar uma forma de coibir isso. Com urgência!
Geraldo Luiz Romão (Santo Antônio da Platina, PR)

Loja de açaí de Walderice Santos da Conceição, 49, em Mambucaba, no Rio de Janeiro
Loja de açaí de Walderice Santos da Conceição, 49, em Mambucaba, no Rio de Janeiro - Lucas Landau - 3.mai.2018/Folhapress

Muitos hão de dizer que esses desvios são praticados por quase todos os políticos, como se diminuísse a gravidade e fizesse a corrupção virar “verbas de gabinete não contabilizadas”. É corrupção, sim. Tudo aponta para ele estar envolvido em corrupção desde que iniciou a vida pública. Percebam a mudança de atitude de beligerância para “paz e amor” logo que Queiroz foi preso.
Cesar Paes (Curitiba, PR)

Parece haver ligação entre o esquema do Rio e a ação em Brasília por meio das mesmas pessoas, dos mesmos RGs como funcionários fantoches. Ninguém está acima da lei. Presunção de inocência, sim, mas não sua perpetuidade à revelia da verdade. Os indícios são perturbadores. Que se investigue!
Adller Sady Rijo Farias Costa (Maceió, AL)

Excelente, puxa a capivara dos outros (do jeito que fez agora para esse aí) e limpa o Brasil. Por que proteger outros deputados? Tem partido que, por determinação estatutária, recebeu entre 10% e 30% do salário do indicado. Isso é rachadinha também e deveria ser investigada.
Marcelo Citrangulo (Campinas, SP)

Está aí a explicação para a vida de rico de Jair. De família pobre, mesmo tendo enfrentado dois divórcios, nosso mito conseguiu patrimônio imobiliário superior a tudo o que ganhou nos 28 anos como deputado.
Paula Cunha Canto de Miranda (Brasília, DF)

Mas a política no mundo todo visa fazer cortesia para seus executores com o chapéu de quem trabalha. Se quem trabalha não se incomoda em ser parasitado, então, tudo bem.
José Mário Ferraz (Vitória da Conquista, BA)

O choro é livre! As verbas publicitárias estão curtas? Continua a perseguição da Folha.
Jackson de Moura Ferro Silva (Itajaí, SC)

A pergunta que a Folha deve fazer é onde andava a Controladoria da Câmara? Ou o TCU? Ou algum órgão de controle, que não pegaram esses rolos? Era todo mundo cego.
Joisse Antonio Lorandi (Florianópolis, SC)

Por que tudo isso não foi divulgado quando ele se tornou candidato em 2018? É como já diziam: “Depois que a procissão passou não adianta tirar o chapéu”.
Antonio Ferreira da Costa Neto Ferreira (Belo Horizonte, MG)

Isso não surpreende. O que surpreende é a Folha ficar tão calada com o escândalo de José Serra. A reportagem que fizeram ainda foi com enfoque no coitadismo do pobrezinho, que só é acusado de roubar míseros R$ 40 milhões.
Gabriel Barbosa (Brasília, DF)


Promoção e aposentadoria no TJ
É impossível e desnecessário fazer novo pacto federativo sem incluir Legislativo e Judiciário, campeões de mordomia! A maior caixa-preta no país é o Judiciário (“Em crise, TJ-SP promove magistrada e a aposenta em 24 h pelo teto salarial”, Poder).
Renato Maia (Prados, MG)

O pior tipo de ditadura é a do Judiciário, contra a qual não há possibilidade de resistência. Que país é esse?
Vanderlei Augostinho (Tucuruí, PA)

Nenhuma categoria profissional é reserva moral de algo. Deixe qualquer categoria entregue a si mesma, sem controle, e, em pouco tempo, ela se converterá em oceano de abusos e privilégios. É preciso mais controles recíprocos entre os Poderes.
Hernandez Piras Batista (São Paulo, SP)


Paulo Guedes e a CPMF
Guedes parece aquele peru doido, que roda, roda e não sai do lugar (“Guedes volta a defender imposto nos moldes da CPMF como solução tributária”, Mercado, 4/7).
Valdeci Gomes (Guarabira, PB)


Ciclone e Covid
Um ciclone-bomba matou 11 pessoas numa tragédia no Sul e mereceu, acertadamente, a visita do presidente. O que causa horror é saber que 63 mil mortos pela “gripezinha”, além do “E daí” de Bolsonaro, mereceram só uma sessão de sanfona. Esquizofrênico ou sociopata?
Teotônio Negrão Filho (Ribeirão Preto, SP)


Ombudsman
Enfim Flávia Lima faz crítica mais contundente e robusta, cumprindo seu papel de ombudsman (“A Folha e as sobras da ditadura”, 5/7). A pluralidade da Folha se dá pela singularidade de abrir espaços para correntes político-ideológica dentre seus colunistas, mas não é clara quanto à posição do próprio jornal.
Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)


#UseAmarelo pela democracia
A Folha é um dos veículos de comunicação mais sérios do país. É um jornal combativo, que respeita as diferentes formas de pensar e entender o mundo. A Folha foi e é essencial à defesa e manutenção da democracia. A campanha #Use Amarelo Pela Democracia me emocionou e me tocou profundamente. Agora, a escolha da cor foi muito infeliz. Amarelo não dá, sinto muito!
Fernanda Ribeiro (São Paulo, SP)


Vestígios da ditadura
A foto feita por Evandro Teixeira é célebre (“Foto da ‘sexta sangrenta’ virou símbolo da repressão militar”, Poder). A que mais me impressionou foi a do corpo do estudante Edson Luís em 1968, morto aos 18 anos, com tiro no peito à queima-roupa, por soldado da PM no Restaurante Central dos Estudantes, o Calabouço, no RJ. A morte precedeu a Passeata dos Cem Mil. O único legado da ditadura militar foi a obscuridade.
Sergio Amorim Andrade (Belo Horizonte, MG)

Muito oportuno a Folha trazer à memória os anos de chumbo da ditadura de 64 listando locais onde a tirania exerceu com mais desenvoltura sua perversa vocação de torturar e assassinar (“Vestígios da ditadura em SP incluem vala clandestina, prisão e memoriais”, Poder, 5/7). Mas faltou citar o Palácio do Planalto. Nele, tortura-se a democracia. Até quando ela sobreviverá?
Elisabeto Ribeiro Gonçalves (Belo Horizonte, MG)

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