'Não há estratégia de combate à pandemia', escreve leitora sobre uso de recursos

TCU mandou Ministério da Saúde explicar distribuição de verbas usadas contra Covid-19

Recursos para a Covid
E o Tribunal de Contas da União vai desmontando a farsa do governo federal (“TCU manda Saúde explicar distribuição de recursos contra Covid-19”, Saúde, 23/7). Não há estratégia de combate à pandemia. A distribuição de verbas não tem lógica e apenas serve aos interesses políticos. Há dois meses o Ministério da Saúde tem ciência de que faltam medicamentos para sedação, mas continua sem resolver a situação. Que os omissos respondam judicialmente pelas mortes e pelo caos que causam.

Denise Messer (Rio de Janeiro, RJ)

Causa-me uma grande indignação saber que o Ministério da Saúde ainda não se definiu quanto à continuidade da pesquisa sobre a disseminação da Covid-19 coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (RS). Aquela universidade deu o passo inicial para que tivéssemos uma projeção de dados sobre a pandemia. Para direcionar as ações indispensáveis de combate à expansão do vírus, esse estudo precisa ter sequência, com ou sem apoio federal. É desanimador ver tanto desperdício de recursos financeiros no país quando poderíamos direcioná-los às pesquisas. O inimigo está nas ruas e precisa ser combatido pela otimização de nossos recursos.

Carlos Alberto da Rosa (Curitiba, PR)

Com 1.178 novas mortes, Brasil ultrapassa 85 mil óbitos” (Saúde, 24/7). Bolsonaro comemora o grande êxito. Agora torce para terminar o mês com 100 mil mortos. E muitos mais até o fim do ano, especialmente aposentados.

Luis Carlos Paschoarelli (Lençóis Paulista, SP)


Roleta russa
Educação, cidadania e humanidade. São os ingredientes da vacina tríplice contra ignorância, trambique e arrogância. Oxalá a atual alta de infartos não seja efeito do uso da droga mágica vendida pelo homicida do Planalto. Também é alta a taxa de mortos que tiveram contágio doméstico através de visitas de gente indo e vindo com o vírus. Mesmo sem sintomas, somos transmissores. Mas enquanto a morte não pegar um ente próximo, brincar de roleta russa com a vida alheia é hoje o esporte radical favorito para muitos.

João Bosco Egas Carlucho (Garibaldi, RS)


#UseAmarelo pela Democracia

A caixa de correio (e de chaves) de Regina Frem, assinante da Folha há 20 anos - Arquivo pessoal

Como diz a minha “caixa postal”, “tudo correrá bem, talvez não todo dia, mas eventualmente”.

Regina Célia Galvão Frem, professora do Instituto de Química da Unesp (Araraquara, SP)


Envelhecer
Estranhei a Folha abrir o importante espaço da página A3 para o ministro Ricardo Lewandowski escrever sobre envelhecimento (“Envelhecer em tempos de pandemia”, 24/7). Que eu saiba, ele não é especialista em geriatria ou gerontologia. Mas é muito fácil dissertar sobre o tema com o salário de juiz do STF e, principalmente, quando sabe que terá uma gorda aposentadoria para enfrentar a velhice com tranquilidade.

Eva Stal (São Paulo, SP)

Com o país afundado na pior crise sanitária da história, sob um governo que se esfacela a olhos vistos e com uma imensidão de questões dependendo da avaliação da nossa corte suprema, eis que o ministro Lewandowski, desfilando pretenso saber de literatura antiga, nos brindar com um artigo sobre as vicissitudes da velhice. Se essa é a melhor contribuição que neste momento podemos receber de tão elevado prócer, fica fácil entender por que nos encontramos nesta situação.

Alexandre Martini Neto (Rio Claro, SP)


EUA x China
Houston, no Texas, a cidade onde moro, concentra 25% do refino de petróleo dos Estados Unidos. A exportação de petróleo refinado para a China é vital para a economia desta cidade. Por isso, a existência de um consulado chinês é muito importante. Ou seja, a cidade inteira será prejudicada por essa medida insana do monstro alaranjado que tenta de todos os modos se mostrar um machão para não perder a eleição.

Sergio Facchini (Houston, EUA)


Ditadura
Parabenizo a Folha pela iniciativa de lançar o curso “O que foi a ditadura”. Ele fornece um ótimo panorama do período. É muito útil para mim. Sou estudante da pós-graduação em artes visuais e desenvolvo estudo sobre a memória e a percepção da população civil em relação àquela ditadura.

Manoela Cavalinho (Porto Alegre, RS)


Educação
Houve tempo em que as escolas públicas de ensino básico eram consideradas muito boas. Fiz o pré-primário e o primário no Instituto de Educação Caetano de Campos. Naqueles anos 40, o instituto era considerado uma escola modelo. Dona Odila Fraga era a diretora, e minha professora predileta era dona Dorotí. E não me recordo de ter visto nas minhas classes nenhuma criança negra (“O preço do descaso”, Maria Hermínia Tavares, Opinião, 23/7). Está errado, não?

Ricardo Pedreira Desio (São Paulo, SP)

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