Leitor critica que todos, até a Justiça, usam a Lava Jato como jogo de poder

Assédio moral no governo Bolsonaro e crítica de filme de Beyoncé são temas de comentários de leitores

STF, Lava Jato e PGR
Complicado, STF ("Fachin revoga decisão de Toffoli que autorizou PGR a acessar dados da Lava Jato", Poder). A Lava Jato foi criada para investigar Petrobras e hoje é um poder, que foi e é usado para gosto político. Justiça não pode estar ligada a nada, mas infelizmente não é o que ocorre. Todos são só políticos, com poderes de condenar culpados e eleger presidentes.
Sergio da Silva Soares (Santo André, SP)

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A insegurança jurídica protagonizada pelo STF é responsável por quase todo o prejuízo que vivenciamos hoje. Não se vê respeito e seriedade nas decisões tomadas por eles. São crianças que receberam pirulito de alguém para atacar o governo vigente. E aquele que previu a morte do Teori Zavascki sai bagunçando tudo.
Angelo Gutierre (Fortaleza, CE)

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Augusto Aras, aos poucos, revela para quem trabalha. Seus argumentos para controlar informações de todas as forças-tarefas, bem como dizer que é absurdo a Lava Jato ter 38 vezes mais dados do que outras operações, é vergonhoso pela má-fé. Ao não ouvir críticas dos procuradores, revela que está incorporando até trejeitos do vingativo chefe!
Francisco de Assis Faria (Belo Horizonte, MG)

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Cirúrgica, Catarina Rochamonte (“O procurador sob encomenda”, 3/8) desnuda o esquema na área jurídica do governo para esvaziar o combate à corrupção. Tal boneco de marionete, Aras se presta aos atos mais ridículos, como participar na “live” exibida no canal do PT, onde quase assinou inscrição na associação de advogados adversários da Lava Jato. A legitimidade de Aras na PGR sempre foi revestida de dúvidas. Sua atuação está acabando com elas.
José Dalai Rocha (Belo Horizonte, MG)

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Devemos, sim, gritar um basta. O assunto Lava Jato está consolidado. É absurdo tentarem apagar a operação que libertou o Brasil das entranhas da corrupção e do roubo descarado que tínhamos ciência, mas não consolidação comprovada.
Mauro Bilman (Belo Horizonte, MG)


Hiroshima
Mais de 130 mil foram mortos pela bomba atômica (“Sobreviventes de Hiroshima reencenam história 75 anos depois”, Mundo, 2/8). Foi crime contra a humanidade que deveria também ter sido julgado pelo Tribunal de Nuremberg, pois o ataque americano visou civis, e não só militares japoneses. Nesse genocídio, EUA se igualaram aos nazistas.
Pedro Valentim (Bauru, SP)


Pandemia
No texto de Hélio Schwartsman (“A catástrofe”), sobre falha de órgãos internacionais de prever a pandemia, digo que eles têm que agir antes e procurar nichos de vírus e bactérias, como foi com Aids, ebola e, hoje, Sars-CoV-2. Sars e Mers avisaram do surgimento de mutação mortal.
Sergio Piva, patologista clínico (Maringá, PR)


Prêmio
Entusiasta por pesquisas, médico e portador de câncer, recebi com alegria “Pesquisas sobre sistema imune e relação com câncer vencem prêmio” (Saúde, 2/8). Parabenizo os ganhadores do Prêmio Octavio Frias de Oliveira e a Folha por incentivarem a ciência. Sigam estudando e contem com nossa gratidão.
José Elias Aiex Neto (Foz do Iguaçu, PR)


O bom filho...
Antonio, esqueça o psicopata (“As crônicas não escritas”, Antonio Prata, 2/8). Volte já pra casa. Seu pai.
Mario Prata (Florianópolis, SC)


Márcio França
Na entrevista à Folha, ele mostrou que seu projeto para a Prefeitura de SP é derrotar João Doria, para quem perdeu em 2018. Na época, França usou os bens da minha produtora e não pagou. Entrei com a impugnação de suas contas no TRE, promovi protesto na Justiça e outras ações serão tomadas!
Alberto Luchetti (São Paulo, SP)


Black is King
A Folha não entendeu o que Djamila Ribeiro explicou: para escrever sobre alguns assuntos não basta diploma, é preciso ter lugar de fala. Lilia Moritz Schwarcz, representante da rica branquitude, condena a forma com que Beyoncé se manifesta visualmente e diz que “... causa estranheza (...) que a cantora recorra a imagens tão estereotipadas e crie uma África caricata”. Só porque a África é pobre ela deve ser representada de forma pobre? A branquitude não pode determinar como nós, pretos, contamos nossa história (“‘Black is King’ erra ao glamourizar a negritude com pele, brilho e cristal”, Ilustrada, 3/8).
Brenda Ligia Miguel, atriz, diretora, roteirista, apresentadora, locutora, mestre de cerimônias e escritora (São Paulo, SP)

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Quanta indigência intelectual desses identitários ao rebater o artigo, reduzindo tudo a falácia ad hominem. Beyoncé virou algum ser sagrado imaculado e incriticável?
Antonio Freitas (Brasília, DF)


Ilustríssima
Desafios de uma Sociedade Aberta”, de Elena Landau, Fernando Schüler, Leandro Piquet Carneiro e Samuel Pessôa (Ilustríssima, 2/8), não passa de reação à análise de “Fascismo à brasileira”, dos historiadores da USP (Ilustríssima, 14/6). A nossa sociedade é aberta e a prova está no debate em questão. A crítica ao capitalismo, no séc. 21, não significa ideário comunista, já ultrapassado pelo séc. 20. Capitalismo gera desigualdade social permanente, daí a necessidade da crítica. É lamentável que os articulistas tenham considerado os historiadores da USP “não intelectualmente honestos”.
Paulo Cesar Ribeiro Galliez (Rio de Janeiro, RJ)


Assédio moral
Que bom que estão denunciando e tornando isso público, tem de averiguar e punir (“Sob Bolsonaro, gestão federal tem média de uma denúncia de assédio moral por dia”, Poder, 3/8). Sempre foi assim, até com servidores de direita perseguidos por chefes e colegas de esquerda. Situação comum nas universidades. E não se fazia nem dizia nada. Que venha a evolução, com equidade.
Renata Moro (Curitiba, PR)

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Bolsonaro não enganou ninguém. Todos sabiam. A agressividade no Congresso, inimigos “comunistas”, agressão verbal a mulheres (quem merece ou não ser estuprada), fuzilamento de FHC, ditadura deveria ter matado 30 mil, mulher pode ganhar menos porque engravida, filho morto a filho gay, vizinho gay desvaloriza imóvel, quilombolas com peso em arrouba. A atitude de perseguição e assédio moral não deve assustar ninguém. O Brasil colhe o que plantou nas eleições.
Bianca Moreira (Brasília, DF)


#UseAmarelo pela democracia

Amarelos que nos alimentam de esperança na liberdade e na democracia, em foto de Thiago Ferraz de Arruda
Amarelos que nos alimentam de esperança na liberdade e na democracia, em foto de Thiago Ferraz de Arruda - Thiago Ferraz de Arruda


Amarelos que alimentam de esperança na liberdade e na democracia.
Thiago Ferraz de Arruda (São Paulo, SP)

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