Leitor diz é sandice governo negar aumento a gari, policial e profissional da saúde

Eletrobras, demissão no ICMBio e Parábola do Filho Pródigo são temas comentados por leitores

Funcionalismo sem reajuste
Quanta sandice, parece só temos gado neste país, que não tem condições nem capacidade de pensar e refletir. Funcionário público é o gari que limpa nossa sujeira, os professores que educam nossas crianças, os policiais que arriscam a vida por nossa segurança e os profissionais de saúde. Muitos fazem bicos e trabalham em vários empregos porque ganham mal. Só uma nata privilegiada do funcionalismo público é de parasitas e de altos salários, como políticos, militares (“Com apoio de Maia, governo reverte derrota e mantém veto a reajuste do funcionalismo”, Mercado).
Valdeci Gomes (Guarabira, PB)

*

Sem reajuste de salário até 2022, vamos gritar bem alto: Mitooooo. Agora o gado vai perceber a diferença entre governo de direita e de esquerda. Eu avisei.
Nelson Eugenio (Jaú, SP)

*

E os salários dos parlamentares? Não ia ser reduzido pela metade durante a pandemia?
Luiz Neto (Varginha, MG)


Editoriais
Discordo (“Retrocesso evitado”,21/8). É uma vergonha jogar nas costas do funcionalismo (refiro-me a profissionais de saúde, policiais e professores) a conta do rombo na União. Nosso salário é uma vergonha! Quanto foi distribuído à Câmara para votarem contra?
Kenia Lira Sciascio, médica, servidora pública municipal (Rio Claro, SP)

A sessão na qual o Congresso votou por manter o congelamento dos salários dos funcionários públicos até 2021
A sessão na qual o Congresso votou por manter o congelamento dos salários dos funcionários públicos até 2021 - Divulgação/Najara Araújo/Câmara dos Deputados

*

Aplausos à Câmara e a Rodrigo Maia. Sinal de que há no país bom senso e justiça social. Vaias a senadores e deputados que mais uma vez se renderam a caprichos das corporações do funcionalismo.
Daniel Plech (Brasília, DF)

*

Enquanto uma parcela de servidores públicos é cunhada de aproveitadores, outra, tais como Ministério Público, Judiciário e militares, mantém altos salários, gratificações e dois períodos de férias anuais (Judiciário e MP), além de polposas aposentadorias, quase sem ser incomodada pelos jornais.
Clayton Marcelo Prado de Campos (Brasília, DF)


ICMBio
Embora não goste de militar em função que não a do quartel, solidarizo-me com o coronel (“Ricardo Salles demite coronel Homero Cerqueira, presidente do ICMBio”, Ambiente). A grandeza do homem se mede pelo respeito a seu passado.
Neli Faria (São Paulo, SP)

Coronel Homero de Giorge Cerqueira
Coronel Homero de Giorge Cerqueira - Divulgação/Polícia Ambiental

*

Vejamos quem será o novo estrupício do Salles para o ICMBio. Pior que esse aí que saiu só se o Salles nomear um cupim para preservar florestas.
Joaquim Salomão (Curitiba, PR)


Privatizações
Em atenção à carta de Willian Martin (Painel do Leitor, 21/8), o governo de SP prevê, para 2021, déficit de R$ 10,4 bilhões. O projeto de lei visa reduzir despesas para sanar impactos orçamentários devido à pandemia. As reformas administrativa e tributária são necessárias para a execução das ações em prol da população de SP e para que o Estado sustente seus compromissos, incluindo pagamento de servidores, aposentados e fornecedores.
Helia Araujo, coordenadora de imprensa da Secom (São Paulo, SP)


Parábola
Foi prazeroso ler a parábola bíblica (“A Parábola do Filho Pródigo", Otavio Frias Filho, 21/8): enxuta, porém impactante. O comentário das crianças foi bastante original.
Tereza Aparecida Farah Nazário (Ribeirão Preto, SP)

Otavio Frias Filho conta histórias para as crianças durante férias na praia de Carneiros, em Pernambuco, em janeiro de 2016
Otavio Frias Filho conta histórias para as crianças durante férias na praia de Carneiros, em Pernambuco, em janeiro de 2016 - Fernanda Diamant/Arquivo Pessoal

*

Essas situações são ótima oportunidade de desenvolvimento para crianças e ótima oportunidade para adultos conviverem e aprenderem com as crianças. Otavio faz falta.
Roberto Foz Filho (Jundiaí, SP)


Estatal de energia
Como o governo vende patrimônio lucrativo, construído com suor do povo, e concomitante cria empresa para exercer a mesma função da que será entregue à bacia das almas? (“Governo reserva R$ 4 bi para criar estatal em privatização da Eletrobras em 2021”, Mercado).
Antonio Lima (São Luís, MA)

*

Para que vender empresa que teve lucro líquido de R$ 10 bilhões, mas vale R$ 50 bilhões? Não tem sentido isso.
Alessandro Avila (Florianópolis, SC)


Estupro de criança
Cláudia Costin (“A menina e a escola”, Opinião), com razão, fala da suspensão das aulas ter tirado a chance de a gravidez da vítima ser notada por professores. Mas não se aventa o temor tão enfatizado em direito penal, ou seja, aquele gerado por pessoas que têm ascendência sobre menores e incapazes, lado que envolve família, igreja, escola, consultórios. O juízo temerário, de que “vai ver o tio dava dinheiro à sobrinha”, mostra a facilidade do “serumano” (Jairo Marques) em apontar o dedo.
Maria Inês de Araújo Prado (São João da Boa Vista, SP)

*

Quem fala o que quer escuta o que não quer (“Secretário de SP demite professora que negou estupro e disse que menina de dez anos foi ‘bem paga’ pelo tio”, Mônica Bergamo)! Idiotas, nas redes sociais, sentem-se “empoderados” para emitir opiniões, mas não se deve olvidar que atos têm consequências! A liberdade de expressão tem limite! ECA e Constituição não autorizam expor criança como tenho visto.
Kelsen Simão (Taubaté, SP)


Steve Bannon
Nada como o passar do tempo, um a um esses extremistas malucos estão sendo desmascarados e muitos presos. O que será que a família Bolsonaro e os bolsonaristas têm a dizer?
Edgar Candido Ferreira Candido (Marília, SP)


Democracia

Formigas levam as cores do Brasil pela democracia
Formigas levam as cores do Brasil pela democracia - Ana Mesquita

Aqui em casa até as formigas estão trabalhando para resgatar o amarelo que nos foi roubado. E o verde também. Para reforçar o apelo, a que vai à frente carrega um pedaço de flor de ipê-amarelo, árvore símbolo do nosso país.
Ana Mesquita (São Paulo, SP)

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.