Leitor elogia prefeito de SP por decisão de adiar volta às aulas

Leitores comentam uso de ozônio retal contra a Covid

Volta às aulas
Atitude sensata tiveram o secretário da Educação e o prefeito de São Paulo ao adiarem o retorno às aulas ("Saúde vê risco e Prefeitura de SP deve retardar reabertura de escolas", Mônica Bergamo, 3/8). O governador deveria seguir o exemplo, pois as escolas públicas não têm condições e infraestrutura para atender ao protocolo de proteção de crianças e jovens. Vamos salvar as vidas e continuar oferecendo os recursos da renda básica para a população mais carente.
Moacyr da Silva (São Paulo, SP)

Prefeitos
Prefeitos tiveram mais de três anos para colocar em prática os seus projetos. Que não venham agora responsabilizar a pandemia pelo baixo desempenho de suas gestões. Triunfo no aumento do IPTU e na aplicação e cobrança de multas não representam os melhores indicativos de eficiência administrativa, convenhamos.
Roberto Fissmer (Porto Alegre, RS)

#UseAmarelo pela Democracia

A flor amarela do cacto do senhor Alcides em São Roque - Alcides Morotti/Arquivo pessoal

Até a natureza se veste a favor da democracia.
Alcides Morotti (São Roque, SP)


Vacina
Pablo Ortellado traz uma pesquisa alarmante ("Politização da vacina pode comprometer imunização", Opinião, 4/8). Já era preocupante a desinformação científica como fruto da ignorância, e agora ela é exacerbada como fruto de posições políticas. O único consolo desta devastação cultural e social é a confirmação diuturna de estar do lado certo da história.
Adilson R. Gonçalves (Campinas, SP)

Cloroquina
"Senador pede na Justiça que Bolsonaro pague custos de produção de cloroquina" (Painel, 4/8). Parabéns ao senador Fabiano Contarato (Rede-ES)! Fatos semelhantes acontecem por esse Brasil afora e deveriam ter o mesmo tratamento que esse defendido pelo senador. Existe legislação amparando tal medida.
Luiz Garcia (Rio de Janeiro, RJ)

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Congratulo-me com o senador pela coragem de peitar esse presidente psicótico, megalomaníaco e narcisista.
Wagner Bezerra de Andrade (Osasco, SP)

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Excelente atitude, já que o procurador-geral da República dorme em berço esplêndido.
Jorge Eduardo Cassani (Vitória, ES)


Ozônio
"Prefeito de Itajaí sugere aplicação retal de ozônio para Covid-19 apesar da falta de comprovação" (Saúde, 4/8). Esse prefeito será lembrado como aquele que quis injetar ozônio no povo. Que absurdo. Será que não tinha um candidato melhor para ser prefeito dessa cidade? A qualidade dos nossos governantes tem que melhorar muito.
Carlos Eduardo do Santos Balasteghin (Ribeirão Preto, SP)

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Bolsonaro decerto vai adorar essa nova técnica. Em breve o veremos com um cateter na mão oferecendo o tratamento para as emas e para seus seguidores.
João Hilgert Martins (Imbituba, SC)

Direita
"Sou o direita raiz nas eleições de SP e não tenho dívida com Doria, diz Filipe Sabará, do Novo" (Poder, 3/8). O que é direita raiz? A favor da escravidão, do feudalismo, da Inquisição? Os criminosos estão soltos e se orgulhando disso.
João Jaime de C. Almeida Filho (São Paulo, SP)


Black Is King
Excelente a crítica de Lilia Moritz Schwarcz sobre o filme de Beyoncé ao propor um novo viés de análise de um trabalho da indústria pop ("Filme de Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha", Ilustrada, 3/8). Lendo os comentários, fica clara a incapacidade de certos leitores de analisarem os diversos aspectos de uma obra. Brasileiros defendem a indústria pop norte-americana, grande responsável pela propagação de estereótipos nocivos, sem refletir sobre o jogo de poder em que a obra está incluída.
Júlia Cavalcante de Moraes (Rio de Janeiro, RJ)

Achei infeliz a crítica. Negros e não negros temos nossas opiniões sobre estratégias políticas para a luta antirracista —e, apesar de achar a da autora ruim, insensível e arrogante, respeito que a tenha. Mas quando essa opinião vai para o debate público, para intervir na discussão política, precisa ter lastro em uma estratégia coletiva dos protagonistas dessa luta, sob o risco de reproduzir o abuso branco do "eu sei e te digo como você deve lutar, resistir, celebrar sua ancestralidade etc.". Foi o caso.
Mariel Mitsuru Aramaki (Brasília, DF)

Adorei a crítica. Os trabalhos da autora sobre a história da escravidão no Brasil e seus constantes incentivos em pesquisas e publicações sobre racismo e antirracismo são coerentes com sua defesa de uma nova avaliação da africanidade, considerando a violência que marca a história. Como filme, realmente são apresentados estereótipos. Seu texto enaltece a diversidade africana e apresenta grande crítica ao racismo. Defende uma indústria cultural menos voltada à estereotipagem.
Fábio Lucas da Cruz (Campo Largo, PR)

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A professora Schwarcz não precisa de defesa: seu fazer e sua obra falam por si só. O que podemos, sim, é nos perguntarmos se o trabalho crítico tem raça ou credo e se a ação emancipadora deve ser deixada exclusivamente nas mãos do grupo identitário oprimido em questão. Os estudiosos da história e da cultura constatam que embriões autoritários fazem parte dos próprios processos emancipatórios, são universais e atravessam todos os credos e todas as raças.
Belinda Mandelbaum, professora de psicologia social na USP (São Paulo, SP)

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