Leitores aprovam que Bolsonaro conclua obras paradas de gestões passadas que sirvam à população

Auxílio emergencial, acesso a planos de saúde e coluna de Janio de Freitas são temas comentados por leitores

Obras de gestões passadas
Qual o problema de Bolsonaro inaugurar obras que não foram concluídas nos governos anteriores (“Jair Bolsonaro monta roteiro de inaugurações de obras iniciadas por Lula e Dilma”, Poder)? Mesmo não sendo a favor das asneiras deste governo, vejo como louvável a conclusão de obras paradas e inacabadas que servem a população.
Beatriz Costa (Rio de Janeiro, RJ)

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Não consigo ver nada de estranho ou deplorável em uma administração terminar obras iniciadas em outra. Questionável é o fato de obra, como a construção de um viaduto, demorar anos para ser concluída.
Carlos Victor Muzzi Filho (Belo Horizonte, MG)

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Na cartilha de todo político profissional, campanha começa no dia seguinte da eleição. E inaugurar até semáforo faz parte do pacote. O que Bolsonaro está fazendo é o óbvio, assim como o PT surfou no Plano Real de FHC. Corpo a corpo já está fazendo e populismo tem de sobra. Então, resta ano e meio para surgir um messias que combata o Messias.
Arlindo Carneiro Neto (Barra Funda, SP)


Auxílio emergencial
Num país em que a carga tributária se eleva a mais de cem tributos, até sobre gêneros de primeira necessidade, não é de todo correto dizer que auxílio de pouco mais que 60% do salário mínimo de R$ 1.045 possa ser muito para o Tesouro. Irregulares são mordomias a servidores dos três Poderes, gastos milionários com coisas supérfluas, além de bilhões pelo ralo da corrupção (“Auxílio emergencial é pouco para quem recebe, mas muito para quem paga, diz Bolsonaro”, Mercado).
Antonio Belmonte Ferreira de Carvalho (Belém, PA)

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília - Ueslei Marcelino - 1º.abr.20/Reuters

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Esse é o presidente das frases decoradas para serem ditas conforme a ocasião. Prova do seu total despreparo para o cargo e da pouca ou nenhuma preocupação com os problemas do povo.
Anderson Nascimento (Macaé, RJ)


Assistência a saúde
Sempre tive plano de saúde. Só que eles foram ficando tão caros que neste ano, ainda antes da pandemia, desisti (“Planos de saúde perdem 327 mil usuários durante pandemia do novo coronavírus”, Saúde, 29/8). Uso o SUS! E é nesta hora terrível que vemos a importância do Sistema Único de Saúde, que vem sofrendo verdadeiro desmonte.
Maria Alice Viveiros de Castro (Rio Claro, RJ)

Enfermeira no Hospital Israelita Albert Einstein
Enfermeira no Hospital Israelita Albert Einstein - Avener Prado - 29.abr.20/UOL

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Com os preços extorsivos cobrados, era de se esperar. Felizmente temos ainda o SUS, que o atual “governo” de fachos adoraria destruir, transformando-nos no fracasso que são os EUA na área de saúde.
Alex Sgobin (Campinas, SP)


É proibido proibir
O estado de Goiás é lindo. O que destrói é a mentalidade conservadora patriarcal, logo, policialesca e elitista, que faz com que o cerrado transforme-se em carvão para o churrasco com sertanejo dos pecuaristas e lunáticos. Esse PM é filho dessa mentalidade doente (“PM de Goiás intimida manifestantes por faixas contra Bolsonaro”, Poder). Deveria ser punido por cometer desvios em sua função pública.
Daniel Bertelli Pimentel (São Paulo, SP)

Faixa confeccionada por manifestantes em Caldas Novas, interior de Goiás, que apresenta a frase: "Bolsonaro, o Brasil quer saber: Por que o Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da sua mulher?"
Faixa confeccionada por manifestantes em Caldas Novas, interior de Goiás - Andreazza Joseph/Divulgação

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E a liberdade de expressão, onde está? Virando ditadura?
Eduardo Boghossian (Brasília, DF)

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Seria conveniente espalhar essas faixas por todo o território brasileiro. Assim, pode ser que o presidente resolva se explicar.
Maria Francisca Souza (Goiânia, GO)

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Parabéns aos PMs.
Luis Fante (Caxias do Sul, RS)


Amazônia
A compreensão rasa de antropologia da doutrina do Exército, abraçada pelo governo Bolsonaro, coloca a etnia Zo’é em pé de igualdade com os guaranis da aldeia Tekoá Pyau, na periferia de São Paulo, na ideia de que todos são cidadãos que devem se integrar sob as mesmas regras.
Luís Roberto Nunes Ferreira (Santos, SP)

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Quatro mulheres Zo'é andam sobre uma das corredeiras, comuns no ambiente de relevo alto típica da região em que vivem os índios, próxima das Guianas. São elas, da esquerda para a direita: Tatytúsíng, Bohé, Tatytú e Jurusí
Quatro mulheres Zo'é andam sobre uma das corredeiras, comuns no ambiente de relevo alto típica da região em que vivem os índios, próxima das Guianas. São elas, da esquerda para a direita: Tatytúsíng, Bohé, Tatytú e Jurusí - Sebastião Salgado

Estou plenamente de acordo com as observações do leitor Gustavo A. J. Amarante a respeito da belíssima fotografia da capa da Folha (29/8), de autoria de Sebastião Salgado, de quem sou grande admirador. Não por acaso, a observação "É uma versão contemporânea de La Dance, de Matisse" me faz lembrar outra imagem, esta de autoria de Pedro Martinelli, igualmente um grande fotógrafo brasileiro, que nos remete à mesma obra do grande pintor francês (abaixo). A Amazônia é inspiradora.
Cristiano Mascaro, fotógrafo (Carapicuíba, SP)

Garotos brincam em rio em Parintins (AM) em junho de 1995 - Foto de Pedro Martinelli que está em seu livro "Amazônia, o Povo das Águas"
Garotos brincam em rio em Parintins (AM) em junho de 1995 - Foto de Pedro Martinelli que está em seu livro "Amazônia, o Povo das Águas" - Pedro Martinelli

Nike e Neymar
A Nike deveria investir a fortuna em preservação da Amazônia (“Nike e Neymar rompem contrato de patrocínio de US$ 105 milhões”, Esporte).
Eduardo Freitas (São Paulo, SP)


Chadwick Boseman
Belíssimo texto (“Chadwick Boseman escondeu a dor para hackear Hollywood”, Dodô Azevedo, Ilustrada)! Sensível. Análise profunda da indústria cinematográfica, na desumanidade e no lucro acima de tudo. Pantera Negra da vida real conseguiu driblar essa perversa engrenagem.
Maria Izaura Cação (Marília, SP)


Ombudsman
O texto de Flavia Lima deveria ser de leitura obrigatória (“A ‘Geni’ da cobertura jornalística”, 30/8).
Jefferson C. Vieira (São Paulo, SP)


Direitos autorais
Ao ler “Música de graça” (Ruy Castro, Opinião, 30/8), lembrei-me de quando fui diretor da Rádio Roquette Pinto do RJ e vi que ela não pagava direito autoral a compositores. Procurei o governador Faria Lima, que disse: “A rádio é pública, não comercializa nem gera lucro. Quem se beneficia é o habitante do RJ”. Falei: “O sr. tem razão. Mas ontem queimou válvula do transmissor e, com frase similar à sua, pedi uma à loja. Me deram de graça? Só o compositor deve dar sua obra?”. Ele, então, ordenou que se pagasse direitos a compositores. Incrível que o RJ, que teve Faria Lima, elegeu cinco governadores que estarão na cadeia.
Júlio Medaglia, maestro (São Paulo, SP)


Colunista
O “corajoso” jornalista poderia deixar seus rancores de lado e falar sobre o conteúdo do editorial (“A Folha no Erramos”, Janio de Freitas, 30/8). Talvez tivesse algo a contribuir.
Francisco Ruiz (Indaiatuba, SP)

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Janio para ombudsman! Parabéns e obrigado!
Werner Mitteregger (São Paulo, SP)

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Janio de Freitas é o melhor jornalista brasileiro e o único que forma minha opinião. Todos os domingos acesso a Folha para ler sua coluna. E a de hoje, com a crítica ao rasteiro editorial “Jair Rousseff”, entra para a história do jornalismo. Grata.
Roberta Uchoa (Recife, PE)


Pizza artesanal
Na tentativa de atacar toda uma indústria, o colunista Marcos Nogueira lamentavelmente comete equívocos sérios no texto “A pizza ‘artesanal’ da Seara e outras mentiras da indústria de alimentos”, publicado na Folha. Em respeito aos leitores e a seus consumidores, a Seara esclarece que:
1. As pizzas Seara Gourmet são feitas à mão, uma a uma, por 98 colaboradores que se encarregam exclusivamente desse processo;
2. A abertura manual da massa ocorre após um processo de fermentação que leva 24 horas. O recheio também é distribuído manualmente;
3. As massas são elaboradas com farinha italiana e assadas em forno com lenha;
4. O molho de tomate, também feito à mão, leva somente tomates de origem italiana e temperos;
5. Todo esse processo de montagem limita a produção em grande escala.
São informações que a Seara teria ficado feliz em repassar ao colunista, caso ele tivesse procurado a empresa antes de escrever sobre o produto.
E, sim, o queijo é de verdade. Como é verdade que a Seara é uma empresa que prioriza a qualidade de seus produtos e a busca por inovações que correspondam aos desejos e necessidades de nossos milhares de consumidores e clientes no Brasil e no mundo.
Seara convida Nogueira a conhecer sua produção artesanal de pizzas, em unidade no interior de São Paulo.
Juliano Nóbrega, diretor de Comunicação Corporativa da JBS (São Paulo, SP)

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