Leitores comentam estupro e aborto de menina de 10 anos

Brasil da compaixão e da solidariedade pertence ao passado, diz leitor

Violência contra a mulher
Se Sara Winter não for presa e obrigada a responder na Justiça pelo crime que cometeu contra uma criança de 10 anos, significa que este país está entregue à barbárie ("Facebook remove vídeo de Sara Winter e diz que ele promovia danos a pessoas de forma coordenada", Painel, 17/8).
Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)

Sara Winter - Wagner Pires/Futura Press/Folhapress


Quando um indivíduo é um perigo à sociedade, pode ficar em casa com tornozeleira eletrônica? Quando a pessoa não tem caráter, não adianta ter esse benefício, pois continuará cometendo crimes. Como nesse caso, indo contra o ECA, ao expor a criança, seus familiares e os profissionais que por ordem de saúde pública realizaram o aborto ("Justiça determina que Twitter e Facebook tirem do ar postagens sobre menina que engravidou após estupro", Painel, 17/8).
Marcelo Batista da Silva (São Paulo, SP)

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Essa tal Sara não é aquela cujo irmão disse que larga o filho com a avó? Deve ser uma mãe muito carinhosa.
Milton Moreira de Araújo (Curitiba, PR)

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No mundo ideal, haveria, sim, uma multidão. Mas essa multidão lutaria para obter a guarda da garotinha órfã de mãe, violentada desde os 6 anos, para lhe beneficiar com uma vida digna e segura. Porém, no mundo real, a multidão vive a distopia ("Criança que engravidou após ser estuprada no ES passa bem depois de aborto legal", Cotidiano, 17/8).
Rita de Cassia Gomes Amorim (Brasília, DF)

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A religião é a maior desgraça inventada pela humanidade, que, em si, é um erro da natureza.
Marcos Vinicio Borges Mota (Brasília, DF)

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Há pessoas que não querem entender o sofrimento de uma criança vítima de uma violência brutal desde os seus 6 anos. Não sei se Deus existe, mas, se existir, acredito que se foi do Brasil.
Márcia Carvalho (São Paulo, SP)


#UseAmarelo pela Democracia

Ipê virtual por uma democracia real - Sonia Oiwa

Nada melhor do que plantar alguns pés de ipês numa maquete eletrônica. Isso significa que, na sequência, uma imagem digital vai se tornar realidade.
Sonia Oiwa (São Paulo, SP)


Ladainha
Apontar as ilegalidades da Lava Jato nunca foi uma "ladainha que até pouco tempo era exclusividade da esquerda", como afirma Catarina Rochamonte ("A política como ela é", Opinião, 17/8). Desde o início da operação, juristas e pensadores de diversos matizes —alguns francamente de direita— fizeram alertas sobre eventuais ou constantes abusos nos procedimentos adotados pelos juízes, procuradores e outros operadores envolvidos. Vale lembrar, inclusive, que muitas ponderações sobre tais excessos apareceram nas páginas deste jornal.
João Paulo Zizas (São Bernardo do Campo, SP)


Vacinas
Devemos olhar com respeito para esse projeto russo ("Guerra Fria das vacinas", Equilíbrio, 16/8). Haja vista o que eles fizeram e fazem em outros grandes projetos, com destaque para o programa espacial. O Ocidente ainda não fez essa mobilização em larga escala, deixou apenas com as empresas.
Décio Ceballos (São José dos Campos, SP)

Exigem prova de eficácia da vacina dos russos, mas há prova da alegada espionagem de laboratórios americanos, canadenses e ingleses? Ou também não passam de afirmações mais aventadas do que demonstradas? E por acaso os russos estão pedindo aplicação da vacina além de suas fronteiras? Como não estão pedindo, veremos, pois, os resultados e torçamos para o seu sucesso. Ao menos eles estão se esforçando. Piores são a nossa inércia e insistência nos milagres da cloroquina.
Marcílio Gonçalves Filho (Pelotas, RS)


Bolsonaro
Notei uma coincidência curiosa nas eleições de presidentes calamitosos. Houve intervalos de 29 anos entre eles: 1960, 1989 e 2018. Tomara que isso se torne uma regra, pois só em 2047 teríamos outro desastre como esses.
Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

Também acredito em Papai Noel e em saci-pererê ("Não estou preocupado com 2022, quero fazer um bom governo, diz Bolsonaro em nova visita ao Nordeste", Poder, 17/8).
Jane Santos (Rio de Janeiro, RJ)

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Infelizmente, no sistema político que temos, os eleitos só pensam nas próximas eleições, não nas próximas gerações. A culpa não é necessariamente exclusiva deles, mas também das pessoas que seguem de maneira cega um político pela promoção feita sobre ele. Elegem um líder pensando apenas no copo cheio, esquecendo de escrutinar o copo vazio ("Sem pudor, Bolsonaro só pensa em 2022", Opinião, 16/8).
Cloves Oliveira (Valinhos, SP)

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Não será a imprensa que, por não ver viabilidade em impeachment, antecipa o debate como meio de desgastar o governo?
Orlando Ferreira Barbosa (Belo Horizonte, MG)


Palocci
Novas informações do inquérito da delação de Palocci mostram as mentiras de suas declarações às vésperas das eleições. Resta saber se a imprensa dará agora a mesma repercussão que deu à época ("Delação de Palocci sobre Lula não tem provas e foi baseada em notícias, diz PF", Mônica Bergamo, 16/8)
José Alexandre Coelho Silva (Mogi Mirim, SP)


Desigualdade
O Brasil precisa urgentemente de um programa de planejamento familiar, de reforma agrária e de cursos profissionalizantes para famílias de baixa renda. Fora isso, será apenas tapar o sol com a peneira ("Sem renda e moradia, famílias invadem imóveis abandonados no centro do Rio", Cotidiano, 17/8).
Tersio Gorrasi (São Paulo, SP)

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Usar o verbo "invadir" na mesma frase de "imóveis abandonados" já indica muita coisa. É por essas e por outras que neste país alguém que pense realmente em justiça social é considerado subversivo. Candidatos com esse perfil nunca ganharão uma eleição, infelizmente.
Guilherme Rodrigues (Rio de Janeiro, RJ)

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O Brasil da compaixão, da misericórdia e da solidariedade pertence ao passado. O que vemos é um show de trevas e horrores.
Marcos A. T. Garcia (Curitiba, PR)

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