Leitores comentam resposta de Bolsonaro sobre o caso Queiroz

'Não tem uma pergunta decente para fazer?', disse presidente a repórter da Folha

Indecência
Com todo o respeito, não tem uma pergunta decente para fazer? Pelo amor de Deus”. Eis a resposta-pergunta de Bolsonaro ao repórter que o questionou sobre os depósitos de Fabrício Queiroz na conta de sua mulher. O próprio Bolsonaro, num rasgo de sinceridade e numa confissão tácita das falcatruas, acaba de reconhecer a indecência das picaretagens que envolvem toda a sua família —ou organização criminosa familiar, como se queira.

Carlos Alberto Bellozi (São Paulo, SP)

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Jair Bolsonaro sempre foi um deputado insignificante. Nunca presidiu uma comissão, não tinha a menor influência política no Congresso nem sequer conseguia aprovar algum projeto. E mesmo assim ele e os filhos conseguiram comprar inúmeros imóveis (pagando em espécie), fizeram um esquema razoavelmente grande e bem organizado de desvio de verbas públicas e precisaram inclusive abrir uma franquia para lavar dinheiro. Agora imaginem o que eles fazem com o Orçamento e a força política do cargo de presidente.

Pedro Farias Braga (Rio de Janeiro, RJ)

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Todo repórter deve fazer a pergunta ao homem que apregoou representar o Exército no governo e ser o mais probo do Brasil para atacar e ameaçar outros políticos: “Senhor presidente, por que o Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da sua senhora?”. O presidente deve essa resposta ao país e aos seus eleitores que não medem consequências para defendê-lo nas redes sociais.

Claudio L. Rocha (São Paulo, SP)

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É esse o presidente “paz e amor”? É esse o adepto à guerra e ao ódio? Mostrou-se um canastrão quando atuava em tom conciliador. Quem acredita? E a indigência do ministro da Comunicação? Que patético! A propósito, aguardo a resposta do presidente sobre sua mulher ter recebido R$ 89 mil de Queiroz.

Leny Manzatti Rodrigues (São Paulo, SP)

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Dadas as últimas notícias, eu vou fazer uma pergunta que ninguém fez ainda: presidente, por que o Queiroz fez depósitos de R$ 89 mil na conta da Michelle?

Geraldo da Silva (Salvador, BA)

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Na posse de Bolsonaro, em quem tive a infelicidade de votar, encantei-me com a beleza serena, a simplicidade e a credibilidade de Michelle Bolsonaro. Hoje, decepcionado, concluo que a primeira-dama é mais do mesmo, ou seja, cúmplice de seu marido.

Maurílio Polizello Júnior (Ribeirão Preto, SP)

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Por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da Michelle Bolsonaro?

Etel Frota (Curitiba, PR)


Desconfiança
‘Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos’, diz Bolsonaro” (Mercado, 26/8). A minha total desconfiança em relação a políticos do naipe de Jair Bolsonaro —e a tantos outros— me leva a supor que esse fala do presidente é mero jogo de cena. Ele está querendo vender a imagem de paladino da pobreza. Mas não é nem nunca será. A grande maioria da elite do andar de cima está toda com ele, para o que der e vier.

Mauro Tadeu Almeida Moraes 
(São Paulo, SP)


Queiroz em casa
Presidente do STJ diz que concederia de novo prisão domiciliar para Fabrício Queiroz” (Painel, 26/8). Eu concordo com o ministro do Superior Tribunal de Justiça, sobretudo quando ele afirma que na imprensa existem alguns moleques. Eu até diria que a nossa imprensa está impregnada de moleques. Em sua grande maioria, esquerdistas raivosos. Com a palavra, a esquerda raivosa.

Edvaldo Oliveira (Rio de Janeiro, RJ)

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Numa coisa o presidente do STJ tem razão. Se todos os que praticaram e/ou praticam a rachadinha fossem investigados, suspeito que faltaria gente para dar conta do trabalho. Mas ninguém mandou essa família sair das sombras do baixo clero para virar uma família presidencial.

Saulo Camargo (São Paulo, SP)


Aborto
A Frente de Médicas de Família e Comunidade Feministas reconhece a importância do espaço na seção Tendências / Debates para este tema essencial para o Brasil: a descriminalização do aborto (“Silêncio, impunidade e permissão à violência sexual”, 26/8). Enquanto nossa sociedade não encarar o tema com a seriedade e a maturidade que ele merece, vamos continuar matando mulheres —principalmente as mais vulneráveis, pretas e pobres. Ressaltamos que este tema não pode aparecer no debate público apenas de tempos em tempos. Sem o avanço progressista nesta pauta continuaremos sem alcançar um dos principais objetivos do desenvolvimento sustentável relacionados à saúde e à mortalidade materna.

Julia Horita Moherdaui (Rio de Janeiro, RJ)


Uma das noites mais frias do ano, na terça (25), atinge moradores de rua de São Paulo
Uma das noites mais frias do ano, na terça (25), atinge moradores de rua de São Paulo - Marlene Bergamo - 25.ago.20/Folhapress

Tapa na cara
Significativa e bela a foto de ontem na capa, como um presépio. É um tapa na nossa cara. Na cidade mais rica, um quadro que se vê em todo o país e revela toda a nossa insensibilidade.

Abel Fonseca Martins (Brasília)


Leitura
Parabéns à professora Luciana Souza Martins Bueno pela iniciativa de promover entre os seus alunos a leitura de textos da atualidade (“Atividade em aula de português rende dica para a quarentena”, Folha Corrida, 26/8). E, a esses alunos antenados, muito obrigada pelas dicas! Adorei todas as sugestões, mas, principalmente, a forma interessante e instigante como elas foram escritas.

Mariana Barontini Sasso (Mirassol, SP)


Integralismo
Importante o lançamento do livro “Fascismo à Brasileira” (“Livro explica integralismo e mostra marcas do movimento na direita atual”, Poder, 26/8). Importante para que as gerações atuais entendam a raiz fascista instalada no presente governo. Ainda criança assisti, horrorizado, a marchas de hordas integralistas portando tochas acesas pelas ruas da cidade. O partido emulado daquele de Mussolini reinou no Brasil até mesmo em órgãos governamentais. Como se vê na foto da reportagem, moedas continham o símbolo do partido, o sigma, letra grega. E Plinio Salgado usava o mesmo conceito que hoje usa Bolsonaro: “Deus, pátria e família”.

Moisés Spiguel (Campinas, SP)

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