Leitores comentam as 100 mil mortes

Para leitor, militares deveriam ter produzido agulhas, não cloroquina

100 mil vítimas
É muito bom que em nosso país possamos contar com a empatia e a solidariedade de instituições como a CNBB, a OAB, a ABC, a ABI e a SBPC. Em uma época na qual o "céu" é ofertado em suaves prestações e "Jesus" é vendido a retalho, a voz dessas entidades pode fazer a diferença. Elas pedem justiça ("Perdemos 100 mil vidas", Tendências / Debates, 9/8).
Marize Carvalho Vilela (São Paulo, SP)


O texto "Crônicas de 100 mil mortes anunciadas" (Saúde, 9/8) é a completa tradução dos sentimentos daquela noite. Antonio Prata é de ouro.
Tereza Rodrigues (São Paulo, SP)


Volta às aulas
Eu não enviarei meus filhos para a escola até que os índices melhorem significativamente ("Apenas DF e 3 estados têm data prevista para reabertura de escolas", Educação, 10/8). Temos mais de 100 mil mortos com essa falta de planejamento. Aqui não é a Alemanha nem a França.
Joana Souto (Belo Horizonte, MG)

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A volta às aulas atendeu única e exclusivamente ao desejo do sindicato patronal. Criou-se se um grande engodo no estado de São Paulo para liberar as tão questionadas atividades presenciais dos alunos. Temos mais de 100 mil óbitos no país, as pessoas nas ruas não respeitam as regras básicas de segurança, as prefeituras maquiam as estatísticas e o que vemos é um total descontrole da pandemia. Os genocidas não se cansam de promover o holocausto.
Victor Geampaulo (Praia Grande, SP)

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Gostaria que o governador do estado de São Paulo também explicasse como iremos reabrir escolas sem equipes de limpeza, sem merendeiras e sem cuidadores. Todos esses profissionais, que trabalhavam nas escolas por meio de contratos com empresas terceirizadas, foram demitidos no mês de abril e ainda não foram recontratados. No governo de São Paulo, o que se fala para a imprensa está muito distante do que acontece na realidade. É um jogo de marketing ("Vaivém das regras do governo deixa escolas sem saber o que fazer", Educação, 7/8).
Rita de Cássia Kovalinkinas Foltram (Osasco, SP)

Uma pessoa pode ter a crítica que quiser ao governo do estado de São Paulo, o que é muito justo e democrático. Porém admitir simplesmente que "não há escola sem aula" é assumir o fracasso de um princípio educacional. Escola que não sabe o que fazer além de "dar aula" é um fracasso como proposta pedagógica. Há, sim, muito o que pode ser feito pelos corpos docente e discente das escolas a partir do dia 8 de setembro.
Rodrigo Veloso (São Paulo, SP)


Vacina
No início não havia máscaras. Depois faltavam hospitais. Depois faltavam leitos de UTI. Depois faltavam respiradores, remédios, insumos... Agora vão faltar agulhas ("Vacina contra Covid-19 pode não ter agulha para ser aplicada no Brasil, alertam fabricantes", Mônica Bergamo, 10/8). Isso é o Brasil, um país continental, com uma grande população, pobre e subdesenvolvido. Que a grita que agora foca o governo federal permaneça em vigia para os próximos governos. Infelizmente, não podemos mais cobrar as dezenas de governos anteriores que deixaram o país nesta situação deplorável.
Hamilton Francisco Fonseca (São Paulo, SP)

Se os militares tivessem produzido seringas e agulhas em vez de cloroquina, teriam feito um bem ao país.
Alexandre Sartori Barbosa (Curitiba, PR)



Pandemia
Concordo que a pandemia do coronavírus é uma resposta do planeta à pandemia humana ("'Pandemia é resposta biológica do planeta', diz físico Fritjof Capra", Fronteiras do Pensamento, 10/8). Só achei meio desarrazoado ele dizer que as novas lideranças são "surpreendentemente mulheres". Nada a ver.
Valéria de Nazaré Santana Fidellis (Belém, PA)

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Com 7,8 bilhões de habitantes tendo de comer, ele fala em agricultura familiar, comunitária. Como esse pensador equacionaria essa situação? Todo pessoa tem de se vestir, e alguém sempre tem de trabalhar para gerar essa roupa. E para que isso aconteça a roda gira e tem continuar girando, mais ou menos do jeito que está. A única verdade é a substituição da energia fóssil, que já deveria estar sendo mais usada.
Marisa Coan (São Caetano do Sul, SP)

Muito pertinente a entrevista. Parabéns por abrirem caminho para tais discussões e pensamentos. O planeta não comporta tantos abusos gerados pelo neoliberalismo.
Priscila Pauline (Resende, RJ)

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É interessante a hipótese de Gaia, de J. Lovelock, de que a Terra é um organismo vivo que se autorregula. É também notória a ganância dos sistemas de produção e consumo, com impactos socioeconômicos e ambientais. Se há tipping points na natureza, eles existem para o mal e para o bem. A questão é saber onde está a resiliência e a capacidade de suporte dos sistemas.
Henrique Marinho (Brasília, DF)

#UseAmarelo pela Democracia

O nascer do sol em Copacabana - Ronaldo Mota

O amanhecer dourado de Copacabana rende homenagem à democracia.
Ronaldo Mota (Rio de Janeiro, RJ)


Líbano
Jair Bolsonaro deu uma bola dentro ao convidar o ex-presidente Michel Temer, descendente de árabes, para presidir a delegação que viajará para o Líbano em missão humanitária.
Vicente Limongi Netto (Brasília, DF)

Não se iludam, senhores, considerando que o ato de indicar Temer para chefiar a missão humanitária do país ao Líbano é uma decisão de estadista. É uma questão de competência técnica, pois não há quem entenda mais de portos do que o Temer.
Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, MG)

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