PF demorou dois anos para descobrir o que sabíamos, diz leitor sobre delação de Palocci

Para polícia, delação sobre BTG e Lula não tem provas e foi baseada em notícias de jornais

Delação de Palocci

"Delação de Palocci sobre BTG e Lula não tem provas e foi baseada em notícias de jornais, diz PF" (Mônica Bergamo, 16/8). A Polícia Federal demorou dois anos para descobrir o que sabíamos em 2018. Isso quer dizer que uma mentira dita hoje só será descoberta em 2022? É preciso acabar com esse processo de valorização das delações sem provas.

Manoel Roberto Seabra Pereira (Brasília, DF)

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O sujeito que estava por dentro de tudo teve que recorrer aos jornais para fazer a delação. Precisa de mais alguma evidência de que Antonio Palocci não tinha nada para contar? O paladino da justiça Sergio Moro divulgou essa delação por quê? Como juiz, sempre foi um político.

José Perez (Rio de Janeiro, RJ)

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Aos poucos, toda a sujeira feita contra Lula vai aparecendo.

Joaquim Carlos Fares (Rio de Janeiro, RJ)


Lava Jato e tucanos

"Após mirar petistas e centrão, Lava Jato vira algoz de tucanos" (Poder, 16/8). Aécio Neves deve estar arrependido de quando não aceitou o resultado das eleições presidenciais e apoiou a destituição da presidente Dilma Rousseff. Ele seria eleito presidente nas eleições seguintes, mas a ganância foi maior, e deu no que deu. Os tucanos ajudaram a criar isso que está aqui no Brasil agora.

Eldo Eloi (Brasília, DF)

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Uma pergunta que nunca foi feita, que eu saiba, aos acusadores: por que os tucanos não foram investigados na mesma época que os petistas?


Joacil Cambuim (Santo André, SP)

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Todo o meu apoio à Lava Jato. Não foi a operação que criminalizou a política. Foram péssimos políticos que a macularam. Se o político tivesse cumprido, como bom cidadão, a lei eleitoral, a lei penal e a Constituição, jamais teria sido criminalizado. O Brasil é esse eterno subdesenvolvimento graças aos péssimos políticos. Tucanos: que sejam investigados e, se comprovado crime, condenados.

Neli Aparecida de Faria (São Paulo, SP)


Máscara e liberdade

Hélio Schwartsman sempre preciso ("Máscaras ferem a liberdade?", Opinião, 16/8). Minha percepção é a de que a maioria dos defensores de liberdades individuais absolutas caem em contradição quando opinam sobre o uso de drogas.

Jairo Geraldo Guimarães (Santo André, SP)

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Deve vingar o princípio da ponderação dos direitos individuais. E isso se faz observando a realidade dos fatos. Se meu direito for exercido em detrimento de direitos e interesses de outras pessoas, pondo-as em perigo, esse direito deve ser contido. Ademais, é curioso, a recente pesquisa Datafolha dá conta que quase 90% dos entrevistados dizem que tomarão a vacina contra a Covid-19 ("89% querem se vacinar contra Covid assim que houver opção", Saúde, 16/8). Se tivéssemos esse percentual usando as máscaras no Brasil, os números da pandemia seriam outros.

Derocy Giacomo Cirillo Silva (Curitiba, PR)


Imigração chinesa

"Aos 120, imigração chinesa no Brasil ainda é alvo de racismo" (Cotidiano, 15/8). Quero pedir desculpas para todos, chineses, chinesas e membros de demais comunidades asiáticas, pelo comportamento racista de alguns brasileiros. É a ignorância --não desculpável, porque o conhecimento está aí.

Paulo Azevedo (Santa Isabel do Rio Preto, RJ)


Cientistas cancelados

"Ideias racistas levam à revisão de homenagens a cientistas" (Ciência, 16/8). Vamos supor que um cientista descubra agora a cura para todas as formas de câncer. Continuando o exercício: supondo que daqui a 80 anos os Estados deixem de ser laicos e constatem que o cientista era ateu --por essa lógica míope, toda e qualquer homenagem seria revista, e seu nome cairia no esquecimento.

Hugo Raposo Portella (São Paulo, SP)

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Sugiro que não seja dado nenhum nome a nada a partir de hoje, pois poderá ser uma futura homenagem a alguém que não se deva homenagear no futuro.

Daniel Rodrigues Santos (Campinas, SP)

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Eu estou pronto para uma sociedade evoluída e fundada no politicamente correto. Eu sei o poder que as palavras têm. Somos diamantes a sermos lapidados. O politicamente incorreto é bruto. O politicamente correto agrega valor.

Raphael Kaiston (Uberlândia, MG)


#UseAmarelo pela Democracia

Foto da leitora Márcia Abreu, de Campinas (SP) - Márcia Abreu

Na minha rua, até os ipês se manifestam a favor da democracia!

Márcia Abreu, professora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (Campinas, SP)


Pauta identitária

"O cancelamento da antropóloga branca e a pauta identitária" (Ilustríssima, 16/8). Lucidez absoluta do professor Wilson Gomes. Lamentável como, apesar de pregarem a dialética em sua retórica acadêmica, aqueles que tentam monopolizar as chamadas pautas identitárias são avessos ao debate, isto é, à face intelectual da diversidade: tudo o que for dissonante de seus dogmas supostamente libertários recebe a mesma perversidade daqueles que sempre os escravizaram. Ora, a primeira responsabilidade ética das categorias sociais oprimidas é dar o exemplo de nunca se tornarem opressores.

Hamilton Rangel Junior (São Paulo, SP)

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Eu não me lembro de ter lido uma análise tão correta, justa e sensata sobre o comportamento dos identitários citados no texto ao esmagarem a reputação de alguém que está do mesmo lado em vez de exercerem igual ou maior pressão, através dos típicos acessos de fúria da patrulha, contra alguém que atua do outro lado do balcão. Tal comportamento, desmedido nos últimos anos, pode ter impulsionado a ascensão da direita como a que vemos hoje.

Adriano Kirche Moneta (São Paulo, SP)


PM morto

Como que se redimindo do injustificável atraso quando do ocorrido, na edição de sábado a Folha publicou uma esclarecedora reportagem sobre a lamentável ocorrência em que três policiais militares perderam a vida enquanto patrulhavam a av. Politécnica, em São Paulo, zelando pela segurança da população ("'Não consigo acreditar', diz pai de PM morto por falso agente", Cotidiano, 15/8). Nosso reconhecimento.

Jarim Lopes Roseira, presidente da seção regional de São Paulo da International Police Association (São Paulo, SP)

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