Imprensa decretou que servidores são os ricos do país, diz leitor

Reportagem mostrou que IR explicita vantagem de servidores federais e desigualdade

Servidores e desigualdade

IR explicita vantagem de servidores e desigualdade” (Mercado, 20/9). É fato que os servidores públicos federais estão com salários altos fora da realidade. É chegada a hora de mudar e de ter promoção baseada em produtividade e em competência. Grandes fortunas deveriam ter pagamento de imposto diferenciado. Bancos deveriam pagar mais impostos sobre o lucro.

João Batista de Júnior (Mogi Mirim, SP)

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A imprensa decretou que os servidores são os ricos do país. Os bilionários que não pagam impostos devem estar pagando bem para não serem lembrados de arcar com a conta da crise.

Hercilio Silva (São Paulo, SP)

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A reportagem mostra que os servidores públicos são os que mais declaram e contribuem com o Imposto de Renda. Em vez de a Folha persegui-los, deveria cobrar atitudes contra aqueles que sonegam. Deixaria, assim, de acobertar os sonegadores e faria surgir o dinheiro escondido pela não entrega do IRPF para a sociedade. Dessa forma haveria o dinheiro necessário para o bem público. Parabéns, servidores, por não sonegarem.

Fernando Lemos (Divinópolis, MG)

Eleição em SP

Russomanno lidera pesquisa do Ibope em disputa pela Prefeitura de SP, com Covas em 2º” (Poder, 21/9). A esperança, que geralmente é a única que morre, é que Russomanno seja o mesmo cavalo paraguaio de sempre após o início da campanha. Essa pesquisa revela, sim, o grau desesperador de analfabetismo político, alienação e completa ignorância política por parte da população da maior cidade do país. É desanimador. Só o obscurantismo bolsonarista prospera num ambiente desses.

José Padilha S. Neto (São Paulo, SP)

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Isso demonstra a insensatez do pensamento à esquerda de não se unir em torno de um único nome. Pelo visto, facilita a caminhada até de negacionistas.

Francisco José Bezerra de Menezes (Fortaleza, CE)


Bolsonaro

Após 135 mil mortes, Bolsonaro diz que estava certo e critica Judiciário” (Poder, 20/9). É inadmissível o que esse homem fala e faz em nome de Deus. Fanfarrão, manda a população ir à rua, e não porque é um super-herói, mas porque tem à disposição os melhores médicos e a melhor aparelhagem para realização de exames, enquanto a população pobre morre esperando UTIs.

Maria Izabel Rocha (Tupã, SP)

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Tem quem ainda pergunte se ele acha mesmo o que diz ou se não entende o que acontece. Bolsonaro sabe perfeitamente tudo o que faz de errado e faz de propósito, simples assim. Segue o padrão Trump: mente descaradamente, como respira. Promove factoides com apoiadores estúpidos como seus ministros e segue em sua política medíocre, errática e mortal. Para que levá-lo a sério, a não ser pelo fato de que pode ser reeleito?

Leonilda Pereira Simoes (São Paulo, SP)


Ilustríssima

Trajetórias póstumas de Machado de Assis” (Ilustríssima, 20/9).Os escritores pós-Machado queimam as pestanas para decifrar de onde vinha a ironia que era marca de sua obra. Pois no mesmo caderno temos uma bem maior, muito bem reproduzida por Marilene Felinto: a morte do indigenista Rieli Franciscato, com uma flechada no peito desferida por um índio isolado, de tribo que ele protegia há 20 anos (“Não se comem covardes”). Essa ironia do destino nem Machado ousaria criar.

Gésner Batista (Rio Claro, SP)


Queimadas

O editorial “Brasil em chamas” (Opinião, 20/9) e a coluna “A política da devastação”, de Janio de Freitas (Poder, 20/9), nos deixam perplexos. Ferindo a nossa Constituição Federal (“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado...”), só nos resta concluir, como escreveu o colunista que, “...Bolsonaro e seu governo são passíveis de processo criminal”. Com a palavra, o Ministério Público Federal.

João Dias de Araújo Filho (São Paulo, SP)

Relações exteriores

Ex-chanceleres vivos apoiam Rodrigo Maia e condenam ‘utilização espúria de solo nacional’ pelos EUA” (Mônica Bergamo, 20/9). Acho hilário o chanceler do atual governo defender a visita de Mike Pompeo a Roraima, na fronteira da Venezuela. Ele cita a pobreza no país vizinho e se esquece dos desvalidos do Brasil —haja vista a pandemia, que mata mais na classe pobre, nas periferias das grandes cidades.

Maria do Carmo Pinho (Baependi, MG)

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Os EUA deveriam se preocupar com as políticas discriminatórias a seu povo afrodescendente em vez de tentar lançar para uma guerra nações pacíficas da América do Sul por interesse geopolítico. Por que não brincam assim com alguém de igual “estatura”, como a Rússia ou a China?

Alexandre Gonçalves da Silva (Macaé, RJ)


Psicodélicos

Conservadores, médicos brasileiros resistem a usar psicodélicos em tratamentos” (Saúde, 20/9). Excelente entrevista. O Brasil tem muito o que avançar na abordagem científica e terapêutica de psicodélicos, o que infelizmente é dificultado pelo preconceito e pela falta de liberdade para pesquisa.

Maria Luiza Sarzi (Santa Maria, RS)

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Eu tenho a impressão de que o problema que as pessoas têm com o conceito de droga é enxergar a busca pelo prazer como algo necessariamente negativo. Se eventualmente existir uma droga que não produza problemas de saúde, não cause dependência e não gere problemas sociais, ainda assim muita gente defenderia a proibição, meramente porque acha que buscar o prazer é moralmente errado. Muita coisa vai ter que mudar antes de essa questão ser resolvida.

Rafael Calsaverini (São Paulo, SP)

Coluna

Ruy Castro, quando você não precisa cumprir cota de malhar o Bolsonaro, você é fantástico. A coluna “Samba na maca” (Opinião, 20/9), foi um espetáculo ímpar. Parabéns.

Carlos Roberto Scomparin (Pirassununga, SP)

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