Leitores criticam fala de Bolsonaro sobre vacina

'Precisamos sim falar sobre suicídio', diz leitora

Vacina
Com suas declarações contra a obrigatoriedade de vacinação, o presidente Jair Bolsonaro incentiva os fanáticos antivacina, que já têm causado surtos de sarampo e podem até trazer a poliomielite de volta ("Declaração de Bolsonaro sobre vacina contra Covid-19 preocupa pelo potencial antivacinação", Saúde, 2/9). Ele acrescenta mais uma barbaridade às muitas de sua carreira, como a homenagem ao torturador, o chute nos médicos cubanos, o incentivo ao desmatamento, o descaso com o vírus etc. etc. etc.
Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

No meu tempo de caserna, os membros das Forças Armadas, desde recrutas até oficiais, eram vacinados, e não tinha discussão sobre isso. A pergunta que não quer calar: quando aluno da Academia Militar das Agulhas Negras e depois como oficial do Exército, em algum momento da sua carreira militar o atual presidente da República chegou a se manifestar dizendo que ninguém poderia obrigá-lo a tomar vacina? E conseguiu não ser vacinado?
Derocy Giacomo Cirillo Silva (Curitiba, PR)

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De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, as vacinas já são obrigatórias —assim deve ser. Ninguém, pelo simples fato de ser ignorante, bobo ou irresponsável, tem o direito de pôr em risco a saúde de toda uma população.
Horacio Cerzósimo (Campo Grande, MS)

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Os defensores da "liberdade" sentem-se imunes. Não acreditam que podem ser assintomáticos e disseminar a doença. A vacina não é só para nos imunizar, mas para evitar que propaguemos a doença. Parece que somos livres para matar o próximo, desde que ele não seja tão próximo.
José Américo Fernandes Júnior (Cuiabá, MT)

Antirracismo
O que Irapuã Santana escreveu em sua coluna "Antirracismo é luta de todos" (Opinião, 2/9) deveria ser algo óbvio. Mas às vezes é necessário apontar o que está diante de todos nós.
Clara Castilho Oliveira (Brasília, DF)

Muito bom o artigo de Irapuã Santana. No meu modo de ver, só um branco é capaz de convencer outro branco de que não deve ser racista. Tomara que outras lideranças negras entendam a importância da aliança com brancos. Infelizmente, opiniões como a do articulista ainda são raras.
Maria Lúcia Muller (Rio de Janeiro, RJ)


Casa de Rui Barbosa
Elio Gaspari escreveu em sua coluna que "a Casa de Rui Barbosa merece respeito" (Poder, 2/9). Respeite-a. Respeite-me. A afirmação de que critiquei o Supremo Tribunal Federal é calúnia. Ofende-me. Consegui R$3 milhões em investimentos para a fundação. Vou digitalizar a biblioteca de Rui. Digitalizar o acervo do arquivo-museu de literatura (Drummond, Lispector). Reformar o museu, que corria risco de desabar. Contratei brigada de incêndio, fato inédito. Meu tuíte refere-se à lei que proíbe cachorros de latir. Sou escritora infantil. Pensei numa história em que crianças defendem o direito dos animais. Tire-me de seus maus sentimentos.
Letícia Dornelles, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro, RJ)

Vamos falar sobre suicídio

Charge de Fabiane Langona - Fabiane Langona

Excelente o quadrinho de Fabiane Langona sobre suicídio e redes sociais (Ilustrada, 2/9). Sim, precisamos tocar nesse assunto. Nunca é demais lembrar que neste exato momento milhares de pessoas estão querendo tirar suas vidas e usam as redes sociais para pedir socorro, direta ou indiretamente. Mas, infelizmente, ignoramos esses pedidos. Parabéns à cartunista! E vamos, sim, continuar falando sobre depressão e suicídio.
Luciana Schroeder de Oliveira (Lajeado, RS)


Publicidade de Bolsonaro
A população vai pagar por um serviço que não lhe traz nada. Uma maioria pagando para uma minoria se beneficiar ("Bolsonaro quer triplicar verba de publicidade oficial em 2021", Poder, 2/9).
César Antonio dos Santos (Porto Alegre, RS)

Este governo está cada vez mais parecido com a "velha política". Pior ainda é manter o modo "eterna campanha", que foi exatamente aquele no qual o deputado Jair Baixo Clero Bolsonaro passou a sua longa carreira na Câmara.
Hernandez Piras Batista (São Paulo, SP)

Funcionalismo
Só há um critério menos injusto para avaliar servidores públicos: os usuários do serviço prestado fazerem a avaliação ("Estabilidade de servidor público não é vaca sagrada nem bala de prata, diz deputado", Mercado, 1/9). E com um número grande de avaliadores.
Núbia Pedroza Machado (Niterói, RJ)

Quantos projetos de lei o deputado "produtivo" aprovou até hoje? Pelo que pesquisei, até agora aprovou incrível zero. Se fosse por produtividade, esse aí tinha que ser mandado embora do serviço público.
José Mário Ribeiro Silva (Linhares, ES)

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A solução é simples: a partir de 2021, por exemplo, todo candidato a cargo público não gozará mais de estabilidade. Terá quer ter produtividade e regime de aposentadoria similar à iniciativa privada, sem penduricalhos. Os concursados mantêm os privilégios, e o tempo se encarrega de acabar com isso.
Acyr Iwankiw Júnior (Apucarana, PR)

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Sou filiado ao Novo e divirjo da visão desse parlamentar. A estabilidade é a contrapartida dada ao estatutário em relação ao celetista. Se retirada, juntamente com a redução do teto salarial pretendida, vai gerar inevitavelmente o sucateamento do serviço público, a terceirização da função pública e o agravamento da má qualidade dos serviços prestados ao usuário.
Abdoral Gomes (Brasília, DF)

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