Assassinato em Porto Alegre é o assunto

Assassinato em Porto Alegre continua sendo assunto

"A carne mais barata do mercado é a minha carne negra Que vai de graça pro presídio E para debaixo do plástico Que vai de graça pro subemprego E pros hospitais psiquiátricos"
A Carne (Letra de Wilson Capelletti, Marcelo Yuca e Seu Jorge)

Racismo e assassinato
Grande promoção do feriado da Consciência Negra!! Liquidação da Black Friday!!!: João Alberto Silveira Freitas. "A carne mais barata do mercado é a carne negra". Pois é, seu Jorge. Pois é, Elza Soares.
José Roberto Machado (São Paulo, SP)

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Não há justificativa. Merecem prisão perpétua.
Luciano Vettorazzo (São José do Rio Preto, SP)

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A Aliança Francesa de São Paulo todos os anos festeja o Dia da Consciência Negra com atividades importantes e alegres na sua sede, na rua General Jardim. Devido à pandemia, esse festejo não será possível neste ano. E manifestamos o nosso horror diante do assassinato de um senhor negro, com crueldade, ontem num supermercado de Porto Alegre. Comemorar nem sempre é festejar. Às vezes é lembrar para que o crime não se repita. Basta ao racismo!
Claudia Costin, presidente da diretoria, Renato Janine Ribeiro, presidente do Conselho Deliberativo, e Nicolas de la Cruz, diretor-geral da Aliança Francesa em São Paulo (São Paulo, SP).

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Manifestação em Porto Alegre após o assassinato de João Alberto Silveira Freitas - Fernando Alves/AGIF

Este governo sempre nega a realidade --não existe racismo, usar máscara não resolve, não existe vacina eficiente, não existe desmatamento e por aí vai ("No Brasil não existe racismo, é coisa que querem importar, diz Mourão sobre morte de Beto Freitas em mercado", Cotidiano, 20/11). Ou eles vivem em uma grande bolha ou a ideologia de extrema direita bloqueia totalmente as suas mentes. Infelizmente, esse comportamento negacionista incentiva outras pessoas a ignorarem a realidade. O racismo é, sim, um grande problema do Brasil e precisa ser assumido e combatido, sob pena de aprofundar mais ainda a desigualdade racial no país.
Ricardo Joaquim Barbosa (São Paulo, SP)

Estou absolutamente estarrecido e revoltado com o assassinato de João Alberto Silveira Freitas. Foi praticado por pessoas covardes e não civilizadas e assistido por cidadãos que não agiram para tentar evitar aquele ato de selvageria ocorrido nas dependências do Carrefour.
Carlos Carmelo Balaró (São Paulo, SP)

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Ao nomear e manter Sérgio Camargo na presidência da Fundação Palmares, Jair Bolsonaro dá vazão ao seu racismo de uma forma particularmente sádica e cruel, por ser aquele um cidadão de pele preta que minimiza a escravidão. Esse Dia da Consciência Negra é de luta... e de luto, em particular pelo homem negro assassinado por seguranças do Carrefour.
Jonas Nunes dos Santos (Juiz de Fora, MG)

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Nos EUA, um fato como esse ocorrido nesta quinta-feira em Porto Alegre geraria comoção, mobilização social e protestos veementes. Se reprimidos, levariam a confrontos violentos generalizados. Por aqui, chama-se a Damares para cuidar do assunto e emite-se notas de repúdio. Deve ser por isso que a comunidade negra americana conseguiu se fazer representada até na Presidência daquele país.
Luís Roberto Nunes Ferreira (Santos, SP)

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Este racismo estrutural no Brasil precisa acabar. Já passou da hora de serem utilizadas todas as ferramentas do Estado para incluir no currículo escolar, desde a pré-escola, matéria obrigatória sobre a história verdadeira da luta e da chegada dos negros a este país. É preciso falar da sua cultura e da sua contribuição para o desenvolvimento da nação, como é feito em relação aos portugueses, holandeses, japoneses, italianos e a todos que fazem parte da sociedade brasileira. Chega desse tratamento que trata o negro como pária. Basta!
Claudio Lourenço Rocha (São Paulo, SP)

Eu não sou racista. Prova disso é que minha empregada, inclusive, é negra; e seus filhos às vezes até sentam à mesa conosco. O flanelinha do estacionamento onde deixo meu carro também é negro, e eu dou R$ 5 por semana para ele --e ainda compro para ele uma cesta básica no fim de ano. O meu primo namora uma negra, e nenhum comentário desabonador é feito na frente dela em eventos. Ah, e eu também dou uma caixinha de fim de ano para o zelador aqui do prédio e roupas usadas todo Natal para ele. (Para quem não entendeu, contém ironia.)
Alberto Jodjahn Leite (Rio de Janeiro, RJ
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Como já ouvi por aí, eu também não sou racista. Até deixo a minha empregada, negra, passear com meu pet Yorkshire duas vezes por semana.
Laércio Correa de Barros (Conselheiro Lafaiete, MG)

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Delegada fazendo uma declaração que expõe sua ignorância ("Polícia diz que apurará motivação racial em assassinato de Beto Freitas no Carrefour", Cotidiano, 20/11). Estamos em um país racista e com um governo claramente racista. Um país em que crimes raciais ocorrem diariamente, mas onde somente os mais alarmantes viram notícia.
Leonardo Marques Militão (Goiânia, GO)

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A conclusão da delegada pode ter vindo da ordem dada pelo vice-presidente de que não há racismo no Brasil. E ordem tem que ser cumprida. A banalidade do mal está oficialmente implantada como modus operandi.
Mauro Tadeu Almeida Moraes (São Paulo, SP)

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Quem consegue entender o que ocorre com o Carrefour no Brasil? Certamente, se fosse num Carrefour de outro lugar do mundo, como nos Estados Unidos ou na França, essa unidade já teria vindo abaixo.
Anísio Franco Câmara (São Paulo, SP)

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