Leitores comentam 2º turno das eleições

Coluna de Antonio Prata é tema de mensagens

Eleições
Precisamos defender a reforma do financiamento público das campanhas, que não dá espaço à maioria dos candidatos. O dinheiro público vai parar na mão de pouquíssimos postulantes
Rubens Ito (São Paulo, SP)

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Eleitores de Boulos lamentam a derrota neste domingo - Danilo Verpa/Folhapress

Que a campanha para a Prefeitura de São Paulo sirva de exemplo para futuras campanhas políticas no Brasil. Não dá para aguentar a continuação das barbaridades que nos submetem à extrema direita no afã de tomar à força o poder neste país, outrora tão amigo e admirado. A civilidade, a educação e o bom senso dos jovens candidatos deveriam contaminar os jovens brasileiros.
José Dieguez (São Carlos, SP)

Bruno Covas, reeleito prefeito - www.fotoarena.com.br

Sistema eleitoral:
1. Brasil: urnas eletrônicas, sucesso absoluto, sem nenhum caso comprovado de fraudes. Bolsonaro, numa atitude leviana e sem provas, vive questionando o sistema. 2. Estados Unidos: sistema arcaico, por cédulas, correios e outras formas bem fiscalizados, mas com possibilidades de fraudes. Conclusão: os dois presidentes fanfarrões, prevendo suas respectivas derrotas para a reeleição, optam por desmoralizar as urnas, e não suas incompetências. Em 2022, Bolsonaro terá o mesmo destino de Trump.
Henrique Ventura dos Reis (Rio de Janeiro, RJ)

Ombudsman
A ombudsman novamente defende o empregador e despreza o leitor. Minimizar a tendenciosa conduta de Thais Oyama é explícito espírito de corpo. Só o fato de as jornalistas usarem mais de um quarto do tempo das sabatinas em perguntas mostra o despreparo jornalístico para dar o pretenso espaço aos candidatos. A Folha tem seu candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo, apenas não admite isso e convence até quem deveria trazer o contraditório de que o espaço político no jornal é equilibrado.
Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)

TSE
O TSE está fazendo campanha para comprarmos celular? Eu não tenho e não quero ter celular, não sou obrigado por lei a tê-lo. Porém sou obrigado por lei a votar, e agora? Estou numa pequena cidade do interior de São Paulo, fugindo do coronavírus, e fui ao cartório para justificar minha ausência no segundo turno. Mas ele estava fechado. Como um eleitor que não quer ter celular irá justificar sua ausência?
Francisco José Bedê e Castro (São Paulo, SP)

Uma escolha fácil
O artigo de Antonio Prata deste domingo ("Uma escolha fácil", Cotidiano, 29/11) diz tudo que qualquer observador mais civilizado gostaria de dizer: a democracia tem salvação! A ironia do título atinge diretamente o infame e jamais esquecido editorial do Estadão de 2018, aquele que numa balança desregulada dava o mesmo peso à civilização e à barbárie. Sim, o poço do esgoto moral tinha fundo e descobrimos que muitos brasileiros querem sair dele. Nós que aqui estamos, por vós esperamos.
Sandro Biondo (Brasília, DF)

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Parabéns a Antonio Prata pelo primoroso artigo "Uma escolha fácil". Apesar de não residir em São Paulo, procurei assistir aos debates e entrevistas dos candidatos Bruno Covas e Guilherme Boulos. Encantei-me com o preparo e com a postura democrática dos dois contendores. Fico com a sensação de que, ganhe quem ganhar, a democracia acabou prevalecendo na maior cidade do país, o que nos dá esperança de alcançarmos um futuro menos obscurantista para o nosso país.
José Elias Aiex Neto (Foz do Iguaçu, PR)

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Antonio Prata diz bem: os paulistanos venceram as eleições. Souberam fugir do fundo do poço, escolheram os dois melhores candidatos. Os candidatos da nescidade ficaram de fora. Que quem vencer neste domingo saiba fazer o melhor. Mesmo não tendo as convicções políticas de um ou do outro, sabemos que farão uma boa administração, têm credibilidade como pessoas de bem.
Mariza Bacci Zago (Atibaia, SP)

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Só mesmo um otimismo histérico como o manifestado por Antonio Prata para presumir que, independentemente do resultado eleitoral em São Paulo, haverá algum ganho para a democracia. O quinto dos infernos em que nos metemos começou com Bolsonaro? Antes vivíamos no céu e purgatório? Nem Trump nem Bolsonaro são usurpadores; foram eleitos pelas regras da democracia que agora festeja. E, se for pela propaganda oficial que uma TV mostra, que diferença fará se o povo preferir a TV que mostra a bunda?
José Zimmermann Filho (São Paulo, SP)

O vice
Oportuno o tema sobre os vices ("Precisamos falar sobre vices", Cristina Serra, Opinião, 28/11) para uma reforma política. Os vices são dispensáveis no formato atual, equiparam-se ao opcional. São impostos ao eleitor, sem nenhuma representatividade. Melhor seria o retorno à forma anterior, em que o presidente da República era substituído pelo presidente da Câmara. Seria republicano e eliminaria outra fonte de conchavos e de inutilidade.
Lafayette Pondé Filho (São Paulo, SP)

Covid
Quem teve parente ou amigo morto pela Covid-19, ou teve órgãos vitais comprometidos, deve entrar na Justiça contra Bolsonaro. Pedir uma indenização, por exemplo, de R$ 5 milhões --embora uma vida valha incomparavelmente muito mais do que isso. O Brasil deverá atingir perto de 185 mil mortos pela pandemia no Natal. Bolsonaro não é culpado direto pelo vírus, mas foi o grande responsável pela sua propagação no país.
Carlos Antonio Barroso Mourão (Belo Horizonre, MG)

Bravura
O pequeno monumento em recordação ao ato de bravura do marechal Bittencourt, em frente ao Museu Histórico Nacional, foi destruído. A história da República não é respeitada, mesmo quando materializada em frente à porta de um museu histórico. Pobre país que despreza o passado e não mantém os alicerces para construir o seu futuro.
Luiz Felipe Pupe de Miranda (Rio de Janeiro, RJ)

F1 elétrica
Um dos grandes objetivos da Fórmula 1 é a busca do aperfeiçoamento que visa segurança --mais ainda desde o acidente com Ayrton Senna. No incêndio no GP de Bahrein, para evitar a bola de fogo que aconteceu com Grosjean, ficou clara a necessidade da mudança radical: é preciso banir a gasolina. Que a partir de 2021 todos os carros da Fórmula 1 sejam elétricos.
Humberto Schuwartz Soares (Vilha Velha, ES)

Chamas no carro de Romain Grosjean no GP de Bahrai - Bryn Lennon/AFP
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