Leitores criticam presença de militares no governo

Colunistas são elogiados por seus artigos

Militares
Os militares influenciaram de maneira antidemocrática as eleições de 2018 e se locupletaram numa "reforma" em que apenas eles foram beneficiados. Quando cobrados para sua função fim, mostram o quão inúteis são esses supostos defensores do país. O mal que já causaram e continuam causando à democracia neste país ao acobertar os disparates de um lunático é prova de cumplicidade.
Nicola Granato (Santos, SP)


A impressão que eu tinha do Exército brasileiro era a de uma instituição formada por homens íntegros, austeros, dignos e respeitáveis, que jamais se submeteriam a desmandos e à indecência de um líder patético. Infelizmente, assisto ao apequenamento de militares estrelados, cabisbaixos, num silêncio obsequioso ao líder, que os expõe ao escárnio e ao desrespeito.
Ângela Luiza S. Bonacci (Pindamonhangaba, SP)


Covid
Parabéns aos autores do artigo "Plano São Paulo dever ser revisto" (Tendências / Debates, 13/11). É inadmissível que o governo do estado de São Paulo não faça uma revisão deste plano e continue utilizando interpretações errôneas dos dados da pandemia —e, às vezes, escondendo-os, no intuito de salvar a economia. Todas as vidas importam. Quando não tivermos mais população ativa, que terá sido dizimada pela Covid-19, de que terá servido preservar a economia?
José Otávio Pinto e Silva (São Paulo, SP)

Demência
Nesta sexta-feira (13), Reinaldo Azevedo e Ruy Castro se referiram a Bolsonaro como uma pessoa com demência, um transtorno neuropsiquiátrico em que há "declínio cognitivo significativo de um nível prévio de desempenho" conforme a definição do "Manual de Diagnóstico e Estatística" da Associação Americana de Psiquiatria. Há grande controvérsia sobre diagnósticos psiquiátricos de personalidades públicas sem o atendimento a elas. Acredito que a abordagem dos colunistas reforça estigmas contra indivíduos com demência, o que interfere no diagnóstico, tratamento e na qualidade de vida destes.
Pedro José de Moraes Rebello Pinho, médico psiquiatra (São Paulo, SP)

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Perfeita a crônica "Demência de Bolsonaro", de Ruy Castro (Opinião, 13/11). Jair Bolsonaro é um ressentido e, para melhor analisá-lo, basta que se leia o livro "Memórias do Subsolo", de Dostoiévski. Causa surpresa que ainda não tenha sido afastado por perda das faculdades mentais.
Fernando Hintz Greca (Curitiba, PR)


A mesma formação
Como de hábito, o presidente continua a militarização do Planalto; e o mais sui generis, com mais um com uma formação parecida com a sua, ou seja, nenhuma. Agora foi a vez de Jorge Luiz Kormann, tenente-coronel, para a Anvisa. O problema não acaba aí. Também, como de praxe, será sabatinado por senadores que também não têm formação na área de saúde, e, claro, será aprovado.
Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)


Notas de repúdio
Forças democráticas que enchiam as ruas contra a ditadura, hoje só fazem notas de repúdio. OAB, ABI, artistas, intelectuais etc. Assistem ao bufão de Trump proteger milicianos, atacar a Constituição, provocar quase 170 mil mortes, sabotar vacinas e investimentos estrangeiros, matar a Lava Jato... Só agrada aos patifes iguais a ele.
João Bosco Egas Carlucho (Garibaldi, RS)

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O articulista Hélio Schwartsman mais uma vez tem razão: somos um país de "maricas" (Opinião, 12/11). O país assiste, bovinamente, a descalabros, agressões, sabotagens e ao deboche de Bolsonaro com o povo. Bolsonaro age como um moleque, todos os dias, colocando o Brasil e a população em risco com sua inoperância, incapacidade e insanidade. Já passou da hora do impeachment!
Therezinha Lima e Oliveira (São José dos Campos, SP)


Jardim da infância
Só uma boa roteirista como Flávia Boggio ("Políticos da extrema direita agem como se estivessem no jardim da infância da política", Ilustrada, 12/11) para criar um história engraçada, mas triste, espelhada em políticos espalhados pelo mundo.
Aluísio Dobes (Florianópolis, SC)


Olhos bem abertos
Mariliz Pereira Jorge, em "Cala a boca, Bolsonaro" (Opinião, 12/11), nos transportou para o tempo em que muitos gritávamos "cala a boca, Dilma", por não conseguirmos ouvir sua voz nem tolerar suas abobrinhas, como estoques de vento e saudações à mandioca. Será que nosso destino é continuar nos arrependendo dos políticos que elegemos? Neste domingo (15) teremos mais uma chance. Vamos ver se desta vez abrimos bem os olhos para depois não precisarmos mandar ninguém fechar a boca.
João Manuel Maio (São José dos Campos, SP)


Bolsonaro e Biden
Eu acho que Bolsonaro está indeciso entre parabenizar Biden pela vitória e declarar guerra aos EUA. Diante disso, a demora em se manifestar é admissível.
Graziano Pera (Vila Velha, ES)

Charge do ilustrador Iotti sobre eleição nos EUA e Eduardo Bolsonaro - Iotti
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