Assédio na Alesp é tema de comentários

Leitores comentam vacinação

Assédio não
O deputado Fernando Cury faltou com o decoro de forma grave ("Deputada apalpada por colega critica silêncio de Doria e de presidente da Assembleia de SP", Poder, 18/12). Caso não perca o cargo, estaremos diante da conivência de seus pares. A Assembleia Legislativa de São Paulo precisa agir com rigor. O mínimo que se espera é a perda do mandato.
José Roberto das Neves Santos (São Paulo, SP)

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Fernando Cury passa a mão no seio da deputada Isa Penna durante sessão da Alesp - Reproducao.

O assédio sofrido pela deputada Isa Penna, que teve seus seios tocados pelo deputado Fernando Cury, é mais um capítulo nojento e criminoso que envolve o machismo estrutural de nosso país. O mínimo que se espera é que o deputado perca o mandato. Porém, em uma assembleia cheia de machos alfas, é quase certa a sua impunidade.
Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)

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A Assembleia Legislativa de São Paulo deve sumariamente cassar o mandato de Fernando Cury por ter assediado a deputada Isa Penna. Após isso, demais parlamentares, vistos em outro vídeo como se estivessem combinando o ato criminoso, precisam ser investigados. Somente assim a Alesp dará uma mensagem clara de que representa o povo e de que não tolera, em nenhum grau, o crime de assédio sexual. Mas, ao avaliar as primeiras declarações de líderes e envolvidos, será mais um caso que dormirá por meses nos escaninhos da burocracia parlamentar.
Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)

Senhor das trevas
Até quando nós, brasileiros decentes e honestos, teremos que aguentar esse senhor das trevas na cadeira número 1 do país? Onde estão o Congresso e a Justiça que não se movimentam para alijá-lo da cadeira e enviá-lo para bem longe? Em 2013, a partir de um movimento contra um aumento de R$ 0,20 no preço das passagens, houve uma revolução nas ruas que acabou virando um movimento nacional. Agora, aqui estamos , esperando a morte chegar. Até quando?
Arnaldo Vieira da Silva (Aracaju, SE)

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"Bolsonaro diz que Bolsa Família não terá 13º por culpa de Maia, que chama presidente de mentiroso" (Poder, 18/12). Pelo barulho que estão fazendo as pedras no fundo do rio, a situação do Brasil não está boa. O presidente é chamado de mentiroso pelo presidente da Câmara, o ministro de Economia desmente o presidente, 14 milhões de pessoas estão sem trabalhar, metade da força de trabalho parada, não há dinheiro... Como se vai comprar vacinas? Gente: não adianta enfiar a cabeça no buraco. Ou alguém faz algo ou, no próximo ano, vamos voltar ao FMI e conversar.
Guilherme Torres Godoy (Paranaíba, MS)

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Muitos vincularam-se a Bolsonaro e se deram mal: Moro, Maia, Alcolumbre, Witzel, o PSL, Mourão, Russomanno, Crivella e, principalmente, principalmente, os médicos, que nem um "muito obrigado" obtiveram, mesmo quando muitos estão morrendo para tentar salvar os doentes. Quem se deu bem foram os militares, com seus salários e pensões, e Doria, que se elegeu e depois se distanciou.
Guilherme Herzog Neto (Rio de Janeiro, RJ)


Vacina
"STF permite que Estado imponha restrições a quem não tomar vacina contra Covid-19" (Saúde, 18/12). Definitivamente, profissionais de saúde que ainda apoiam Bolsonaro não têm a menor aptidão para a área e não podem ter a menor credibilidade. É preciso que isso fique muito claro.
Paulo Bittar (São Paulo, SP)

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O Supremo poderia dar o exemplo e fazer com que os 11 ministros da corte --num gesto para mostrar que estão preocupados com a nação, que não há contra indicações e que a vacina é segura-- sejam os primeiros a se vacinarem contra a Covid. Assim, nós, brasileiros comuns, nos sentiríamos mais confiantes e teríamos a certeza de que a obrigatoriedade da vacinação faz sentido.
Claudir José Mandelli (Tupã, SP)

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Certíssima a decisão do STF. A restrição de direitos aos recalcitrantes à vacina e a faculdade aos municípios de regularem esses direitos será suficiente para muitos se imunizarem. Com a aproximação do verão, basta às cidades turísticas vetarem a entrada dos visitantes sem certificados e impedi-los de desfrutar das nossas deliciosas praias. É preciso que se abra um local de vacinação em cada posto de pedágio.
Américo Utumi (São Paulo, SP)


Sandices
Ruy Castro consegue, de maneira sutil e sagaz, expor as sandices presidenciais ("Focinheira, camisa de força e jaula", Opinião, 18/12). A destruição em série empreendida contra o país, aplaudida pelos seus fiéis seguidores, deixa apenas uma certeza: a necessidade de produção em massa de focinheiras, camisas de força e jaulas.
Delma Vilar (Altinópolis, SP)

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes nada fizeram pelo Brasil, diferentemente do que haviam prometido na época da campanha eleitoral. O agora ministro Paulo Guedes era um ilustre desconhecido, e Bolsonaro era conhecido apenas pela agressão à deputada Maria do Rosário. Nada foi privatizado, e o governo consegue gastar bilhões com a Covid-19 e hospitais de campanha de mentira. O grande teatro da vez será a vacinação de milhões de brasileiros, espalhados pelo vasto território nacional. A inflação está alta, basta verificar os preços nos supermercados e o comércio em geral. Esse governo fracote vai abandonar o Brasil numa situação pior do que a recebeu.
José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)

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Declarações, atitudes e procedimentos daquele que, atualmente, preside a nação brasileira são de teor tão absurdo que parecem vir de quem gostaria de ser impedido, convencido que está da sua incapacidade de exercer o mandato que lhe foi conferido. É lamentável que nem a oposição no Congresso, unida e em coro, não faça retumbar pronunciamentos contrários aos descalabros do governo da "gripezinha".
Antonio Francisco da Silva (Rio de Janeiro, RJ)

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Um processo de impeachment é longo, traumático e com poucas chances de sucesso. E ainda nos legaria como presidente o general Mourão. E a oposição, está fazendo o quê? Há no TSE um processo, dormindo há dois anos, que cassa a chapa toda. A qualidade de um pais não se faz com a qualidade de um governo, mas com a qualidade da sua oposição.
Adonay Anthony Evans (Marília, SP)

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Falta coragem ao presidente da Câmara dos Deputados, que se sentou-se em cima de 63 pedidos de impeachment do presidente. Mas o correto seria alguém do Congresso solicitar um pedido de avaliação clínica médica e mental do presidente da República ao Supremo Tribunal Federal. Mas quem terá coragem para isso? Só se morre uma vez na vida. Pior é a morte espiritual.
Rubens Gonçalves (Curitiba, PR)

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