Leitores comentam mutação do vírus e lentidão do Brasil

Editorial da Folha, campanha Je suis Charlie e Bolsonaro elogiando ditadura são temas abordados por leitores

Mutação do coronavírus
Considerando a inércia do governo federal quanto a todos os aspectos da pandemia, estaremos na espera dessa nova variante (“Contra mutação do coronavírus, veto a voos do Reino Unido dispara no mundo”, Mundo, 21/12). Aparentemente, ela chegou para passar a borracha em quem não usa máscara, não respeita isolamento social e não quer se vacinar. Estamos no aguardo do desenrolar desta variante.
Rodrigo Caldas (Recife, PE)

Placa em rodovia britânica avisa que a fronteira com a França está fechada e pede para os moradores permanecerem em casa
Placa em rodovia britânica avisa que a fronteira com a França está fechada e pede para os moradores permanecerem em casa - Paul Ellis/AFP

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Nós, com o pior e mais irresponsável governo do mundo, vamos dar boas-vindas à variante do vírus.
Anna Amélia (Uberlândia, MG)

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O Brasil já deveria ter vetado também. Estão esperando o quê?
Marisa Coan (São Caetano do Sul, SP)


Editorial
O primeiro governo FHC foi bom, o segundo, horrível, pois demonstrou que certas intervenções podem arrebentar com a economia. Lula soube aproveitar um ciclo internacional favorável, mas não implementou políticas para mitigar a concentração de renda (“Décadas perdidas”, Editoriais, 20/12). Nos últimos anos, ficamos olhando o PIB e a tributação líquida diminuírem. A concentração de renda aumentou vergonhosamente. As pessoas estão mais pobres, e o Estado também. As instituições do Estado responderam adequadamente?
Cassio Vicinal (Goiânia, GO)

Manifestantes contra o aumento da tarifa de ônibus enfrentam a polícia em São Paulo, no mês de junho de 2013 -
Manifestantes contra o aumento da tarifa de ônibus enfrentam a polícia em São Paulo, no mês de junho de 2013 - Eduardo Knapp - 16.jun.13/Folhapress

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De acordo com vários pensadores, vivemos uma decadência industrial desde os anos 1980, enquanto bancos lucram muito, e os ricos ficam mais ricos.
Rafael Gallina Delatorre (Joinville, SC)

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Resumindo o editorial: o Brasil e boa parte do mundo capitalista entraram na miragem neoliberal e hoje pagam com a pobreza imensurável de seus povos. As reformas de Temer/Bolsoguedes procuram aprofundar o neoliberalismo falido e consequentemente a pobreza no Brasil. A Folha não gosta do Bolsonaro, mas adora o Guedes.
José Davi (Castanhal, PA)


Je suis Charlie?
Vivemos cada vez mais em uma sociedade mundial plúrima. Estamos inseridos num contexto social no qual o direito à diversidade é presente na dinâmica evolutiva da sociedade. O direito de crença, de fé, é uma característica inerente ao ser humano, portanto, personalíssima. Deve ser respeitoso o comportamento para com o semelhante, quando se trata de fé, religiosidade e adoração. Este é um momento ímpar na vida íntima do ser humano (“Antes um slogan de união, ‘Je suis Charlie’ hoje divide a França”, Mundo, 21/12).
Marcelo Ribeiro (Pouso Alegre, MG)

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Sem dúvidas ou peso na consciência, eu sou Charlie! O islamismo é basicamente radical, intolerante. Se quiser conviver com o Ocidente, tem que aceitar críticas. Aceitamos pacificamente todo tipo de crítica às nossas religiões do Ocidente. Por que eles não?
Marcus Vinicius D Almeida Franca (São Paulo, SP)

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Realmente é para refletir. Se não é certo fazer piadas ou caricaturas sobre raças, por que seria sobre religiões?
Renata Fontes (São Paulo, SP)


Amazônia
Ainda estou extasiada com as fotos do maior fotógrafo brasileiro, publicadas na edição de sábado (19/12), mostrando a nossa riquíssima Amazônia. A foto de Sebastião Salgado na capa do jornal, por si só, já valeu a pena. Não poderia ganhar melhor presente de Natal. Obrigada, Folha.
Maria Telma Falcão de Carvalho (São Paulo, SP)


A ditadura e a dignidade
O mentiroso contumaz mente de maneira tão convicta que acaba acreditando na própria mentira (“Ditadura tratou presos com dignidade, afirma Bolsonaro em vídeo”, Poder, 21/12).
Roberto Gomes (São Carlos, SP)

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Em 1970/71, eu servi no 1° BPE/Rio. Os militares à paisana do DOI-Codi eram tão patriotas que, durante o canto diário do Hino Nacional ou o hasteamento da bandeira, eles não estavam nem aí. O comandante do batalhão, coronel Homem de Mello, certo dia deu uma “raspança” ao vivo e a cores! Todo “terrorista” que foi hóspede do DOI apanhou com dignidade. Teve até parente grávida que, numa madrugada ao chegar ao DOI-Codi, aceitou as porradas com dignidade.
Karl Schiffer (Santo Anastácio, SP)

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Desejo que Bolsonaro e seus filhos sejam tratados “com dignidade”.
Eduardo Rocha (Rio de Janeiro, RJ)


Cultura do cancelamento
É importante que quem tem o poder de influenciar as pessoas leia a entrevista com a jornalista americana Bari Weiss (“O que a cultura do cancelamento vai fazer é radicalizar as pessoas”, Entrevista da 2ª, 21/12). Todos devemos pensar antes de “cancelarmos” alguém, algo que sempre existiu, mas antes, como as notícias eram mais “voláteis”, as pessoas conseguiam se recuperar. Hoje a imagem na internet fica para sempre, e as penas, por mais odiosas que sejam as faltas cometidas, são perpétuas e muitas vezes aplicadas sem as devidas apurações. Por mais que eu ache minha causa a mais justa, preciso ouvir os outros.
Marcos de Luca Rothen (Goiânia, GO)

A jornalista Bari Weiss em entrevista à Fox News
A jornalista Bari Weiss em entrevista à Fox News - Reprodução

Qualicorp
Daniela Filomeno Seripieri lamenta que, mais uma vez, sem nem sequer ouvi-la, este veículo tenha divulgado fatos passados, fora de contexto, artificialmente induzindo o leitor a acreditar na existência de algum relacionamento ilícito dela e de seu marido, o empresário José Seripieri Filho, com o governador de São Paulo. A reportagem “Barroso, do STF, homologa delação premiada de fundador da Qualicorp”, publicada no site da Folha em 15/12, repete as ofensivas e infundadas insinuações que já haviam sido divulgadas na edição de 22 de julho de 2020 deste jornal a respeito da vida profissional de Daniela Filomeno Seripieri, que ocupou cargos em empresas do governador João Doria. Este veículo torna a expor Daniela imotivadamente. Para piorar, desta vez a carreira da jornalista e publicitária foi relembrada no contexto de uma notícia sobre a homologação de colaboração premiada supostamente firmada pelo seu marido. Isso como se a sua regular atuação profissional estivesse abrangida na especulada delação ou mesmo sob alguma outra investigação. Não há, sequer hipoteticamente, razão para que estivesse. Daniela lamenta, por derradeiro, que as desacertadas aleivosias tenham sido publicadas sem o cuidado básico de previamente ouvir a versão dos envolvidos, como orientam as normas éticas do bom jornalismo.​
André Cid de Oliveira, advogado (São Paulo, SP)

Nora da Redação - A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da família Seripieri, que disse que ele não iria se manifestar.


Boas-Festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas recebidos de Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), BEI, Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), Fundação Editora Unesp, John Saroff, CEO da Chartbeat, Norberto Lopez e Cibele Caruso, do Alexander Group, Sandra Stevens (São Paulo, SP), Sesc-SP e Tânia Tavares (São Paulo, SP).

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