'Rainhas de toga do STF não têm desconfiomêtro', diz leitor

Privilégios
O Reino Unido tem a monarquia e muitos privilégios e mordomias pagos pelo povo. No Brasil, temos STF, STJ e outras instâncias superiores da Justiça que são a verdadeira monarquia tupiniquim. Deduzo isso diante do leviano pedido de prioridade nas doses de vacinas. As rainhas de toga não tem desconfiômetro ("Supremo pede à Fiocruz reserva de vacina para 7.000 servidores para 'contribuir com país'", Saúde, 24/12)?
Renato Paulo Gerh (Blumenau, SC)


Tribunal do Júri
É uma faca de dois gumes. Hoje é o feminicídio, amanhã será outro argumento, depois de amanhã será outro. E assim por diante. Será o fim do Tribunal do Júri ("Decisão do STF pode abrir margem para absolvições de assassinos com base na tese de legítima defesa da honra", Poder, 27/12).
Rubens Tavares Aidar (São Paulo, SP)

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Tão questionável quanto à decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, que ratificou o Tribunal de Júri como instância única de decisão mesmo diante de evidentes provas em contrário, é a própria existência do Tribunal de Júri. Carece de lógica delegar a leigos decisões que dependem de extensos e complexos detalhes técnicos quando existem profissionais qualificados e muito bem remunerados para fazer isso. Como julga mais pela emoção do que pela razão, e o crime contra a vida é naturalmente repulsivo, é comprovado que os jurados tendem a errar mais quando condenam do que quando absolvem.
João Paulo Viana Magalhães (Brasília, DF)


Monteiro Lobato
Sou contra suprimir trechos racistas dos livros de Monteiro Lobato ("Governo Bolsonaro critica reedição de Monteiro Lobato que suprime trechos racistas", Ilustrada, 24/12). Quando adolescente, li as obras em questão e nem por isso me tornei um racista! Devo isso à educação que recebi em casa e aos meus professores, que sempre me ensinaram a respeitar o próximo independentemente de gênero, raça, cor e credo religioso. Mas concordo que, numa revisão da obra, devam ser acrescidas notas de contextualização, pois vivemos num mundo em que os atos racistas têm se tornado uma prática corriqueira! Vivemos tempos sombrios!
Marcelo Silva Carvalho (Belo Horizonte, MG)

O escritor Monteiro Lobato - Reprodução

Veganos
"Veganos, em geral, são pessoas antissociais, autoritárias e incapazes de qualquer compromisso além do de amar as rúculas, as alfaces e as frutas que caem livremente das árvores" ("Feliz Ano-Novo para os delirantes", Ilustrada, 28/12). Mais adiante, no mesmo artigo, Luiz Felipe Pondé faz ironia com as pessoas que, "mergulhadas em sua irrelevância, acham que são as únicas que sacaram tudo e que o resto da humanidade é que é idiota". Parece que falta espelho na casa do senhor Pondé.
Rineu Santamaria Filho (Monte Alto, SP)


Guido Mantega
Insolente o ex-ministro Guido Mantega no artigo "Mais uma década perdida" (Mercado, 27/12). Nele, nota-se a dificuldade em assumir responsabilidades. Como ao omitir que a inflação dobrou em sua gestão. De 3% ao ano sob Palocci em 2006, subiu para mais de 6% em 2014; que o teto de gastos aumentou em mais de 50%, gerando inflação mais elevada. E, entre outras, ainda culpa a Lava Jato pelo baixo crescimento, como se a continuação da corrupção nas estatais (Petrobras, entre outras) pudesse contribuir para o aumento do PIB. Reconhecer os erros contribui para a evolução humana e quiçá econômica.
Fausto Feres (São Paulo, SP)



Uma nota brasileira
Parabéns pela reportagem "Brasileiro conta como virou maestro do coro da Capela Sistina" (Ilustríssima, 27/12). Foi um alento em meio a tantas notícias adversas nesse mundo atual. Um tema não muito comum na Folha. Um brasileiro músico, padre, ser regente no Vaticano. A reportagem, além de agradável, traz lições de que temos pessoas competentes em todas as áreas. Na mesma edição ainda traz a história do pesquisador baiano. Que haja mais reportagens positivas.
Maria Inês Boldrin, professora universitária aposentada (São Paulo, SP)


Fernanda Torres
"Savana" (Ilustrada, 27/12), texto maravilhoso de Fernanda Torres, uma análise política e social projetada na analogia histórica. Que mulher fantástica, "escarradinha" a mãe. Obrigado
Sérgio Abramvezt (São Paulo, SP)


Folha
A Folha em 2020/ Explicou/ Esclareceu/ Orientou/ Defendeu/ Protegeu/ A Folha se tornou imprescindível... E agradeço.
Thereza Lima e Oliveira (São José dos Campos, SP)


Sobrevivência francesa

"A Liberdade Guiando o Povo", de Eugène Delacroix - Reprodução


Após 73 anos no centro da cidade de São Paulo, a Livraria Francesa mudou-se para Moema (na avenida Indianópolis, 1697). Infelizmente, os clientes estavam reticentes a nos visitar. Triste ver a deterioração do centro da cidade... Continuamos na luta pela sobrevivência da cultura francesa no Brasil ("Quando as luzes se apagam", Ilustrada, 26/12).
Silvia Monteil, diretora da Livraria Francesa (São Paulo, SP)


Ciência
Em atenção ao editorial "Ciência paulista" (Opinião, 28/12), o Governo de São Paulo esclarece que não haverá redução no orçamento da Fapesp nos próximos anos. O Estado continuará a dar apoio e a acreditar na ciência. O Orçamento Estadual de 2021 foi aprovado com o artigo 11, proposto pelo próprio Executivo, que garante a integralidade dos recursos da Fapesp, sem aplicação da Drem. O artigo 11 diz que o Executivo fará os ajustes necessários na presente lei para que a Fapesp receba 1% do ICMS, conforme previsto na Constituição de São Paulo.
Hélia Araujo, chefe de redação da Secom do governo do estado (São Paulo, SP)

Boas-Festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas de Avianca, Belle Cave, Conexis, Malheiros Filho, Meggiolaro e Prado Advogados, Sonoma e Trousseau.

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