Charge de Jean Galvão pode bem ser uma cena real, diz leitor

Invasão do capitólio ainda é tema de mensagens do leitor

Trágico

Charge de Jean Galvão publicada em 10 de janeiro de 2020
Charge de Jean Galvão publicada em 10 de janeiro de 2020 - Jean Galvão


Seria cômico se não fosse trágico. Mas a charge de Jean Galvão deste domingo (Opinião, 10/1) pode ser uma cena real. É tanto extremismo alimentado por alienação e ignorância que atitudes imbecis são facilmente notadas.
Wagner Fernandes Guardia (São Vicente, SP)


Impeachment
Como disse Rodrigo Maia, não podemos aceitar ministro que não entende de saúde e presidente irresponsável (“Maia chama Bolsonaro de covarde e culpa presidente por mortes”, Poder, 10/1). Porém, há mais de 30 pedidos de impeachment na gaveta do presidente da Câmara. Por que ele não toma uma atitude peremptória contra o genocida? Será que a consciência não lhe dói? Estamos à deriva no que tange aos três Poderes.
Vanilda Souza Marques (Varginha, MG)

O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), durante lançamento de sua campanha à presidência da Câmara - Pedro Ladeira/Folhapress


Baleia Rossi diz que um impeachment causa muita instabilidade. Para esse senhor, estabilidade seriam a vilania, a ignorância e a barbárie a que estamos subjugados? Precisamos de união, sim, mas sobretudo de coragem para enfrentar o responsável por este caos que, aliás, o deputado ajudou a semear. E abertura para discutir a volta do voto impresso é absurda, um retrocesso inquestionável, em qualquer momento.
Marcy Junqueira (São Paulo, SP)

R$ 89 mil
Vai demorar muito, mas a luta tem que ser diária. E a pergunta que fica no ar é esta: por que o Queiroz depositou o dinheiro na conta da Michelle Bolsonaro?
Wilson Mazza Júnior (São Paulo, SP)

Predação
Marilene Felinto é o máximo! Neste domingo, como sempre, em “Cidadania para Lobos” (Ilustríssima), ela fala a verdade —e bem claramente.
Rita Moreira (São Paulo, SP)

Vídeo mostra deputado Fernando Cury passando a mão no seio da deputada Isa Penna durante sessão da Alesp - Reprodução

Colunista
Excelente a coluna de Ruy Castro “Saída para Trump: matar-se” (Opinião, 10/1). Fiquei bastante animado com a ideia. Não seria nada mal.
Gustavo Lozano (Santo André, SP)

*

Não desejar a morte de alguém nocivo é hipocrisia. Porém manifestar esse desejo é uma irresponsabilidade para um escritor como Ruy Castro. A eleição de Bolsonaro é uma responsabilidade nossa, os eleitores. Contra esse mal há a democracia. Que Bolsonaro possa, em um tribunal justo e democrático, responder pelas suas barbáries.
Rodrigo Naftal (São Paulo, SP)

Justiça
Lentidão de ministros, inação da PGR e burocracia atrasam apurações no STF”, Poder, 10/1). Se os enormes estafes do STF e da PGR trabalhassem com prazos e eficiência exigidos, como é feito com qualquer trabalhador da iniciativa privada, com certeza não haveria brechas para interesses pessoais dos seus ocupantes. É urgente uma total reforma dessas instituições.
Maria Elza Sigrist (Campinas, SP)

Impostos e privilégios
O Brasil é o país dos privilégios. O Brasil só será uma grande nação no dia em que tratar todos em igualdade de condição. No Brasil ninguém quer pagar imposto, mas todos querem as benesses do estado.
Renato Maia (Prados, MG)


Constituição
O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defende uma nova Constituição, com aumento de deveres e melhor reequilíbrio entre os Poderes. Bolsonaro diz que o país está quebrado e que não consegue trabalhar. Alguém tem dúvida de que se Arthur Lira (PP-AL) vier a ganhar a presidência da Câmara esse plano será colocado em prática? O que esses senhores entendem por reequilíbrio? Precisamos abrir os olhos.
Rogerio Castania (Ribeirão Preto, SP)


EUA
Diante do ocorrido no Capitólio, chego à conclusão de que os golpes ou tentativas de golpe atualmente não mais envolvem o fator surpresa, engendrado na calada da noite. Elas acontecem às claras, debaixo do nosso nariz. Mostram-se no caos produzido por líderes bufões e que geralmente não levamos a sério diante das suas constantes fanfarronices. É preciso levar a sério esses personagens e ficarmos atentos aos sinais.
Ângela Luiza S.Bonacci (Pindamonhangaba, SP)


Os comentários desastrados de Bolsonaro e Ernesto Araújo sobre a eleição norte-americana e a invasão do Capitólio é só parte da tragédia que vamos viver em nosso país nos próximos dois anos, em todas as áreas. Será que o Brasil aguenta?
Egídio Perroni Neto
(São Paulo, SP)


Haddad
Expresso minha tristeza por não poder contar mais com os artigos sempre tão relevantes de Fernando Haddad, que teve 47 milhões de votos em 2018 para presidente. Solidarizo-me com ele, que se sentiu profundamente ofendido pelo editorial que o criticou por legitimamente ter defendido o direito de Lula disputar as eleições de 2022. Conclamo a Folha a pedir desculpas a Fernando e a convidá-lo para continuar os seus artigos. A Folha errou ao apoiar o golpe de 1964, mas acertou ao apoiar as Diretas Já.
Eduardo Matarazzo Suplicy, vereador pelo PT (São Paulo, SP)

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A pretensa lição de moral de moral que o poste do Lula quis dar neste periódico é impertinente e não reflete a realidade. O aludido missivista se arroga como paladino da democracia e do bom conceito em fazer a melhor política, mas se esquece de que procurou a nefasta companhia de Paulo Maluf para se eleger prefeito de São Paulo e não pestanejou em ir, com seu padrinho político, até a mansão daquele cacique para selar o apoio.
Álvaro Coleto (Valparaíso, SP)

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