Descrição de chapéu jornalismo

'Gosto de ver o cotidiano mesclado ao insólito através das crônicas'; veja o que os leitores da Folha mais gostam de ler no jornal

Em celebração ao Dia do Leitor, perguntamos aos nossos leitores o que eles mais apreciam na publicação

São Paulo

Nesta quinta-feira (7), comemoramos o Dia do Leitor, data que, embora à primeira vista possa remeter somente à literatura, na verdade tem sua origem na fundação do jornal cearense O Povo, em 7 de janeiro de 1928, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha.

Visto que nem só de livros é feita a efeméride, aproveitamos a oportunidade para perguntar aos nossos leitores o que eles mais gostam de ler na Folha.

As respostas vieram de pessoas das mais variadas idades e localidades. Desde os viciados em informação até os apreciadores do humor “ácido” e “mal-humorado” dos colunistas e da "genialidade" dos chargistas —passando, é claro, por aqueles que possuem com a Folha uma ligação afetiva que remonta à infância.

Agradecemos a todos pelos depoimentos, pelo carinho e por seguirem nos acompanhando há tanto tempo. Confira abaixo uma seleção do que recebemos.

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Gosto do Painel do Leitor porque funciona como um país conversando consigo mesmo. Dentro de uma diversidade tão grande de pessoas e numa sociedade tão desigual, esta seção do jornal coloca o foco no interesse público, fazendo uma reflexão cotidiana sobre a realidade. Traz um mosaico de ideias e opiniões que são um benefício para a democracia. (Marcelo de Oliveira, 55, Barretos/SP)

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Painel do Leitor sempre me coloca a par do que pensam os leitores sobre os vários temas tratados neste veículo e enriquecem nossos pensamentos sobre a política nacional e outros enfoques, tanto quanto Mundo que nos posiciona no planeta nos mais variados aspectos. São as minhas primeiras leituras na Folha ! (Plínio Simionato, 65, São Paulo/SP)

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Atualmente o que mais tenho gostado de ler é o Acervo Folha, com edições dos anos 1950 e 1980. É interessante acompanhar a evolução gráfica do jornal no período e também a variedade de articulistas que passaram a colaborar com o diário a partir da criação da página Tendências & Debates, nos anos 1970. (Roberto Nascimento Anastácio, 43, Rio Grande da Serra/SP)

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A Folha nos brinda com textos diários maravilhosos. E os leio na medida do possível. No entanto, o que mais gosto de ler, ou melhor, reler, são os magistrais textos do saudoso Otavio Frias Filho. Escritos elegantes, concisos e que retratavam –e ainda retratam– com profundidade os temas cotidianos e o elevado intelecto do autor. (Antônio Maurício da Silva Júnior, 23, Montes Claros/MG)

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Eu tenho um vício enorme em ler notícias. Me dedico aos mais variados tipos de assunto. Destaco política, economia e educação. Deixo as notificações do app da Folha sempre ativas, pois não gosto de perder nada. Sinto que estar bem informado é um diferencial no mundo globalizado. Compartilhamos bons momentos de conversa e trocamos saberes e interações que só são possíveis quando abrimos a mente para o conhecimento. Parabéns a todos nós, leitores. (Bruno Silva Ferreira, 31, São Paulo/SP)

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Sou assinante e leitor assíduo da Folha, gosto muito do noticiário político, de ciência e saúde e também por ser um jornal sério e comprometido com a verdade. (José Luiz Mesquita da Silva, 66, Roraima)

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Com meus parcos 18 anos, julgo não ser o público-alvo de uma publicação como a Folha, mas tudo que nela está presente me interessa demasiado. A robustez dos cadernos, a variedade de colunistas dissonantes, blogs sobre Deus, sexo, drogas e morte... A completude das temáticas imprescindíveis ao debate público difuso é o que me encanta. (Jorge Ursulino Alves Neto, 18, Areia/PB)

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Gosto de ler as opiniões da Folha. A imparcialidade dos editores ajuda a construção das minhas opiniões enquanto professor e cidadão. (Marcelo Costa Ribeiro, 55, Pouso Alegre/MG)

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Sou assinante da Folha e tenho encontro com ela todos os dias. Primeiro dou uma olhada geral, mas, quando começo a detalhar, sigo para as colunas, sobretudo de Luiz Felipe Pondé, Contardo Calligaris, Antonio Prata, Sérgio Rodrigues e Juliana de Albuquerque. Em seguida, sigo para Ilustrada e Ilustríssima, com destaque, às segundas-feiras, para Ilustríssima Conversa. Nada me escapa. Fico com grande pesar quando não consigo ler tudo que quero. Também gosto de ver fotografias… Parabéns à Folha de S.Paulo! (Maria de Lourdes Novaes, 72, Florianópolis/SC)

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A Folha faz parte do meu cotidiano. O pluralismo de ideias presente no jornal é a causa disso, me ajudando sempre a fugir do óbvio na hora de analisar a realidade. Dentre os colunistas que mais acesso estão Demétrio Magnoli e Fernando Schüler, além de me divertir sempre com a irreverência do Renato Terra, Ricardo Araújo Pereira e Zé Simão. (Víctor Daltoé, 25, Florianópolis/SC)

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O que eu mais gosto de ler na Folha são as colunas do José Simão. Seu humor ácido e inteligente melhora meu humor. (Luciano César Pereira, 50, São Bernardo do Campo/SP)

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Gosto de ver o cotidiano mesclado ao insólito através das crônicas, revelando um humor quase sempre mal-humorado, fazendo emergir dicotomias e bipolarismos de seres pensantes, às vezes. O texto lido à mesa do café materializa-se quando fechamos a porta de casa e toma formas que delineiam o nosso dia. O elevador que não chega, a bateria arriada, o maldito namorado da filha e o sogro chato do namorado da filha inspiram espelhos impressos e digitais, cujos reflexos estarão na semana seguinte, novamente, à mesa do café, um círculo inevitavelmente vicioso. A relevância do cronista está em identificar e interpretar tais histórias, pois somos protagonistas dos nossos dilemas e estamos em busca, quase sempre, das mesmas respostas. Enfim! São as crônicas que elevam Conys de ouro e Antonios Pratas ao seleto pódio da nossa literatura. (Marcelo Kassab, 48, São Paulo/SP)

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Quando abro a Folha no computador, vou direto aos colunistas para saber a visão deles sobre os acontecimentos, comportamentos, angústias, aflições, etc. Em especial, Hélio Schwartsman, Luiz Felipe Pondé, Tati Bernardi, Antonio Prata, João Pereira Coutinho, Contardo Calligaris. Muitas vezes eles dão ótimas dicas de livros e filmes, que leio e vejo sem me decepcionar. (Maria Cristina Bahia Vidigal, 68, Tiradentes/MG)

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Tenho preferência pelas sessões Colunas e Blogs, Editoriais, Charges e Memes. Assinar a Folha foi inestimável neste isolamento devido à pandemia. Obrigada a toda a equipe! (Maria Helena Amaral, 68, São Paulo/SP)

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Laerte, pois sua genialidade alerta e diverte. (Jefferson Vieira, 56, São Paulo/SP)

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Em um mar de opiniões de redes sociais, ou antissociais, sempre procuro ler as colunas esportivas da Folha. Todo mundo tem sua opinião sobre esporte, mas embasada fica mais fácil entender todo o contexto, que muitas vezes atravessa as quatro linhas das quadras e campos. (Douglas Mendes Soto, 29, Jaú/SP)

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O que mais gosto de ler são os cadernos Ilustrada, Cotidiano, as colunas de Mônica Bergamo, Elio Gaspari, José Simão e muitos outros. Também sempre leio a newsletter Para Curtir SP, mesmo vivendo a milhares de quilômetros de distância de São Paulo. (Vinicius Ferreira de Oliveira, 25, Lund/Suécia)

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Leio a Folha há mais de dez anos por força de uma assinatura do UOL. É o meu café da manhã jornalístico. Fico angustiado quando, por qualquer motivo, não posso ler o jornal on-line. Também já fui assinante da Folha física (jornal impresso) mas, por problemas nas entregas, cancelei. Assim, recebo a newsletter todos os dias e me deleito com vários colunistas de escola e com a Folha Mercado, que trata da economia. Não dá para aguentar as sandices do Bolsonaro sem o respaldo da Folha! (Fernando Vasconcelos, 70, João Pessoa/PB)

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Adoro ler a newsletter Lá Fora. Sinto que a jornalista está conversando comigo e retomando assuntos que podem já não estar tão em alta nas notícias diárias, mas que permitem acompanhar o desfecho e as tendências futuras, bem como entender conflitos internacionais e como podem influenciar aqui. (Thais Barbosa Alberti, 28, Florianópolis/SC)

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Meu caso de amor pela Folha é antigo. Eu tinha 8 anos, morava na periferia, extremo da zona leste, queria ser escritora e amava ler a Folha. Meu irmão mais velho, à época, estudava para concursos públicos e por isso lia os jornais diariamente. Eu, na rabeira dele, lia a Folha e, ah... como isso me fazia feliz! As chamadas da primeira página, as matérias sobre cultura e arte da Ilustrada, o caderno Dinheiro (hoje Mercado), a Folhinha, o Folhateen. Lembro de ficar esperando as edições de sexta para ler o Guia e as de domingo, bem gordonas e maravilhosas, que vinham com a Revista da Folha. Ler a Folha me tornava forte, era como se, estando eu bem informada, pudesse mudar o mundo, ou pelo menos o meu mundo (essa sensação perdura até hoje). Eu era apaixonada pela Folha, eu queria trabalhar lá! A Folha moldou o meu caráter e mudou a minha vida. Tenho muito orgulho de ser leitora até hoje e estou vibrando pela edição do aniversário de 100 anos no próximo mês. Obrigada, Folha de S.Paulo, é um prazer e uma honra ser sua leitora. O melhor e maior jornal do país, sempre. (Eugênia Tatiane Lourenço, 40, São Paulo/SP)

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Eu prefiro responder à pergunta “por que você gosta de ler a Folha?” A Folha de S.Paulo foi um presente herdado do meu saudoso avô. Leitor diário do impresso, jamais o vi, um dia sequer, desapegado do jornal. Passava madrugadas e madrugadas lendo a Folha, entre outras leituras. No outro dia, aquele amontoado de jornal me deixava intrigado. “O que tem ali que ele lê tanto?”, me perguntava. Assim nasceu o meu amor pela leitura e, sem sombra de dúvidas, pela Folha. Lia o jornal do dia seguinte e, depois, passei a ler diariamente. Quando ele se foi, a assinatura passou para minha titularidade e passei anos recebendo o jornal em casa, fresquinho. Com a dinâmica do dia a dia e com muito desalento, transferi minha assinatura para a digital, pois não dava mais conta do impresso. Ainda acredito que voltarei a receber os jornais em casa. Enfim, a Folha me surpreende como um todo. Claro, a pluralidade e as condições diversas de opiniões excitam o debate e as ideias e faz com que os leitores reflitam. Não tem certo nem errado, e sim a construção de uma reflexão positiva de acordo com as experiências de cada um. O jornal Folha de S.Paulo, em suma, é um presente à sociedade. Que seja assim sempre, com o respeito aos grandes jornalistas que passaram pela Folha e nela permanecem e os seus idealizadores. (Luiz Cláudio Lopes Rodrigues, 30, São Paulo/SP)

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