Impeachment é o tema de comentários

Leitor comenta texto de Ruy Castro sobr os curiós

O impeachment de Bolsonaro
A criativa charge de Benett na Folha desta segunda-feira (Opinião, 1°/2) fez-me lembrar da genial obra de Érico Veríssimo "Incidente em Antares", na qual cadáveres insepultos vinham a público denunciar as mazelas e hipocrisias das autoridades do município. É já são mais de 200 mil denunciantes.
José Roberto Machado (São Paulo, SP)

Imagem com fundo preto com 10 cruzes brancas com uma letra cada uma formando a palavra Impeachment
Charge de Benett de 1.fev.2021 - Benett


A cada dia que passa, o desgoverno de Bolsonaro se mostra pior. Propina no bumbum do líder do governo no Congresso, pastor "terrível" no STF, falta de vacina, entre outras mazelas. A esperança Bolsonaro apresentada em 2018 virou um inferno. O brasileiro é um guerreiro por aturar este presidente.
Matheus Cavallari Pereira (Ibiporã, PR)

Não tem jeito
A despeito de tudo o que tem feito contra o país e de toda a controvérsia que causa, Jair Bolsonaro avança e solidifica uma maneira de governar que abafa a oposição, inexistente, e cria um sentimento de "não tem jeito". A catarse parece inevitável. Ficaremos prostrados assistindo à nossa própria destruição diante da ascensão do retrocesso social, econômico administrativo e político? Infelizmente, parece tarde demais.
Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)

O CFM e a Covid-19
Ótima a avaliação feita pelos médicos especialistas no artigo "Autonomia do médico deve respeitar a ciência" (Tendências / Debates, 1°/2). É evidente que o presidente do Conselho Federal de Medicina, ao não condenar o "tratamento precoce" indicado pelo Ministério da Saúde, se torna conivente com essa posição irresponsável e criminosa. O senhor Mauro Luiz de Britto Ribeiro apoiou, sim, em seu artigo publicado nesta Folha, o governo federal, embora tenha tentado mostrar que está por fora da "politização criminosa em relação à pandemia dos apoiadores e críticos do presidente do Brasil". Não adianta tergiversar.
Maria Alice Paes, médica (São Paulo, SP)

Paganismo e cristianismo
O colunista Luiz Felipe Pondé ("A decomposição do cristianismo", Ilustrada, 1°/2) projeta uma regressividade impossível de efetivação social, qual seja, o paganismo, dada a sua decomposição histórica milenar. Além disso, e em segundo lugar, faz uma menção a uma "inconsistência ontológica do homem" encontrada no pessimismo filosófico de Schopenhauer e Heidegger. Diante disso, pondero que, se, decomposição houver, teremos que projetar para algo novo, não proceder a um retrocesso na história.
Ivan Cotrim (São Paulo, SP)

Eu estava percebendo alguma coisa no ar, então, finalmente, constatei que depois da sua incursãozinha conservadora, Luiz Felipe Pondé resolveu ressuscitar ("A decomposição do cristianismo").
Francisco Pedro Reis Júnior (Santos, SP)

A conta
A conta não parece difícil: quanto de bom se faria nos campos da saúde, da educação e do saneamento básico com os salários de vereadores, deputados e senadores?
Paulo de Tarso Porrelli (Piracicaba, SP)

Centenário
Ao se autoenaltecer como religioso e tradicionalista, juntamente com outros que já desapareceram, o jurista Ives Gandra da Silva Martins ("O centenário de Oscar Dias Corrêa", Tendências/Debates 01/01), defensor da abolição de critérios de controle para a concessão de isenção previdenciária às entidades que se dizem filantrópicas, da criminalização do aborto e do uso --ainda que sob controle público-- da maconha, deixa um legado de desserviço às gerações futuras, agora agravado pela intenção de agradar a Jair Bolsonaro, ao emplacar sua filha no ministério da Damares.
Francisco Pedro Reis Júnior (São Paulo, SP)

Idoso sem transporte
É incompreensível que o governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito da capital, Bruno Covas, tirem um benefício no transporte coletivo em São Paulo aos idosos, concedido por Geraldo Alckmin e Fernando Haddad há vários anos. Será que o fazem para custear o gordo aumento do salário de Bruno Covas? E, no caso de Doria, será que os idosos é que vão pagar as vacinas do Butantan? É bom ficarmos atento, pois podem vir mais perdas de conquistas à frente.
Celso Ribeiro (Osasco, SP)

Idosos entre 60 e 64 anos passam a pagar passagem no transporte público na cidade de Sao Paulo - Rivaldo Gomes/Folhapress

Justiça
Fiquei indignado com a reportagem "Procuradores, juízes e servidores recebem extras na crise da Covid" (Poder, 1°/2), que esquece a categoria que mais se aproveita das alterações em curso no momento triste e ilegítimo que passamos sob o tacão dessa quadrilha que está no poder. Nem uma linha sobre o aumento escandaloso dos militares. Nem um gráfico sobre o ganho real de soldos, aposentadorias e pensões da milicada e da milícia policial? Apenas os segmentos apontados?
Cid Roberto Bertozzo Pimentel (São Paulo, SP)


O curió
Maravilhosa a crônica de Ruy Castro na Folha desta segunda-feira ("À espera do curió", Opinião). Precisamos, de fato, de algo bonito, poético e doce para bem iniciarmos nosso dia. Aqui onde moro, na falta de curiós, temos os bem-te-vis, que não são registrados no Ibama nem são famosos, mas nos despertam sempre por volta das seis da matina, com seus alegres "bem-te-viiiii". Alguns, usando forma mais simplificada, dizem apenas: "te-viiiiiiii"; e outros ainda, mais preguiçosos, somente "viiiiiiiiii". É bonito, mas ainda acho que, para um bom início de dia, nada como a leitura da crônica do Ruy!
José Roberto Piacezzi (São Bernardo do Campo ,SP)

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