Livre-docente da Medicina da USP reclama da vacinação no Cremesp

Leitores comentam o fim da Lava Jato

Fila 1

Médicos com mais de 70 anos fazem fila em frente à sede do Cremesp para tomar a vacina Coronavac - Danilo Verpa/Folhapress

Fui na terça (9) vacinar-me no Cremesp. Do térreo fomos levados (em elevador) a um salão onde cerca de 300 idosos ficaram confinados aguardando a chamada. As cadeiras não estavam apropriadamente separadas e havia pessoas sem máscara. Após duas ou três horas de espera fomos reconduzidos ao térreo para a vacinação. Cheguei às 8h e saí às 11h, após passar por toda sorte de descuidos e riscos proporcionados pelo órgão maior dos médicos de São Paulo. Dá para acreditar?
Joaquim Prado P. Moraes-Filho, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP (São Paulo, SP)

Fila 2
Atacar psicólogos de mais de 60 anos por terem ido se vacinar —seguindo as regras e sem furar fila—, como fez Marcelo Coelho, parece-me totalmente equivocado ("Furando a fila, sem culpa", Ilustrada, 10/2). Ele desconhece a realidade de grande parte dos profissionais que atendem crianças e vulneráveis emocionalmente, muitos dos quais ficaram sem atendimento por não se adaptarem ao modelo online. Se alguém merece ataques é este governo, que ignorou as medidas de isolamento e não tratou de comprar vacinas suficientes.
Viviane Namur Campagna, psicóloga (São Paulo, SP)


Um comentarista no Planalto
Bruno Boghossian diz que há "um comentarista no palácio" (Opinião, 10/2). Concordo plenamente com ele. Mais da metade dos eleitores escolheram um palpiteiro de boteco para governar o Brasil.
José Dieguez (São Carlos, SP)


Lava Jato
"Com críticas à Lava Jato, STF mantém decisão que autoriza Lula a acessar mensagens" (Poder, 10/2). Quem ganha com isso é a democracia, em que pouco importa a licitude da obtenção de provas. Uma vez provada a sua autenticidade, mais importante que o formalismo é a verdade dos fatos, tudo preconizado pelos princípios constitucionais da dignidade e soberania (art. 1º), de uma sociedade justa (art. 3º) e do amplo direito à defesa (art. 5º). É isso o que permite à nação defender a Justiça e a dignidade de seus cidadãos.
José Alexandre Coelho Silva (Mogi Mirim, SP)

Aos poucos a história desnuda os reais interesses da famigerada operação, que, sob o manto do combate à corrupção, foi minuciosamente arquitetada para influenciar diretamente nosso destino. Como resultado dessa verdadeira orgia judicial temos um país fragilizado do ponto de vista político, econômico e institucional e, pior, com sua democracia em iminente risco.
Renato Pirondi Silva (Porto Ferreira, SP)


Fritação
Após extensa lista de "fritados" por um desvairado, o óleo parece estar sendo aquecido agora para o general Mourão. Médicos competentes, um juiz e outros que no princípio diziam "amém" ao chefe passaram a ser vistos como não confiáveis por algumas atitudes menos subservientes e foram todos expulsos da patota do governo. Terá o general a firmeza moral de não se deixar humilhar por um capitão expulso das Forças Armadas?
Moisés Spiguel (Campinas, SP)


Autonomia do BC
"Câmara aprova texto-base de projeto de autonomia do BC" (Mercado, 10/2). Então o dono da Havan poderá ser escolhido para presidir o Banco Central ? E o presidente da CUT também? E o Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, poderá ser candidato ? E chapeiro, terá competência para definir a política econômica do país?
Luis Antonio Oliveira (Ilha Solteira, SP)


Decoro no Congresso
"Esperança para 2021" (Opinião, 10/2). Concordo com o que escreveu o articulista Antonio Delfim Netto, que foi ministro da ditadura: o Parlamento é a casa dos debates com argumentos, não um lugar de frases como "não te estupro porque você não merece".
Lineu Roberto Mickus (Curitiba, PR)


Judiciário
Achei espetacular a coluna de Conrado Hübner Mendes desta quarta-feira ("Centrão magistocrático se vende por menos", Poder, 10/2). O Poder Judiciário é a maior caixa-preta que existe no Brasil. Nosso país precisa fazer uma nova proposta de Judiciário: elaborar um organograma, acabar com os inúmeros privilégios, determinar prazos, definir progressão na carreira e acabar com indicações políticas e foro privilegiado, entre muitas outras coisas.
Renato Maia (Prados, MG)

A entrevista com o ministro Edson Fachin ("Doença infantil do lava-jatismo pode estar acabando, não a Lava Jato", Poder, 10/2) revela sua opinião sensível e equilibrada, sem nenhum viés ideológico. O ministro faz uma análise muito objetiva de nossa situação política e moral num momento tão infame no nosso país. Recomendo a leitura a todos os homens públicos, incluídos aqui os ministros do STF e agentes do Ministério Público. A maioria dos nossos homens públicos está envolvida com a Justiça até a raiz dos seus cabelos, mas aponta o dedo para os que honraram seus cargos trabalhando contra a corrupção e o desmando.
Berenice Daitzchman Bertoldi (Curitiba, PR)


Em "A arte insiste" (Ilustrada, 10/2), Arnaldo Antunes lança luzes e muita compreensão sobre a manchete do jornal ("Há sintomas de corrupção da democracia no país, diz Fachin"). Com sua poesia engajada e concretista, Arnaldo Antunes revela o país em que hoje vivemos. Dois homens de respeito: Fachin e Antunes. Um na frieza da lei, outro na frieza do poema concreto, mas ambos de respeito pela coragem de dizer a verdade crua. Espero que não sejam acusados de serem discriminadores, como foi o caso de Monteiro Lobato.
Gésner Batista (Rio Claro, SP)

Bares e restaurantes
Se o senhor Paulo Solmucci ("Lição de Tóquio para São Paulo e o Brasil", Tendências / Debates, 10/2) fizesse um esforço mínimo de reflexão acerca da diferença do comportamento e da cultura de japoneses e brasileiros, veria facilmente que não faz sentido uma só linha do que escreveu. Longe de enaltecer João Doria, trata-se de nos protegermos uns dos outros. Mas o autor entende de dinheiro e comércio, não de salvar vidas.
Pedro Mendonça de Oliveira (São Paulo, SP)

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