Descrição de chapéu STF

Após levantamento da Folha, leitores criticam 'book' e padrões seletivos da Justiça

Mata atlântica, emprego e Forças Armadas são temas de comentários de leitores do jornal

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Inocentes presos
Se há dúvida razoável, não se pode condenar. A sanha persecutória do Ministério Público voltada aos mais vulneráveis é abjeta, mas pior é o juiz subscrever. Mostram um “book” às vítimas e, se colar, colou. Lá se vai a vida de um jovem inocente e a sanidade de uma família. Confundir Jesus com capeta deu mais um toque surreal à história. Desejo à defesa fibra para insistir no caso e lutar junto aos tribunais superiores.
Clara Passi
(Rio de Janeiro, RJ)

retratos preto e branco de pessoas que foram presas injustamente
Montagem com fotos de inocentes que foram presos injustamente no Brasil - Núcleo de Imagem

Notável o jornalismo da Folha na série “Inocentes Presos: Erro de reconhecimento” (Cotidiano, 26/5). O trágico relato de 100 brasileiros traz luz para a compreensão do círculo vicioso que se estabelece entre práticas cotidianas de rotulação social e padrões seletivos e ilegais de atuação de policiais, promotores e juízes, que selam o destino de milhares de jovens, em sua maioria pobres negros, cujas trajetórias individuais, profissionais e familiares são capturadas, de forma definitiva, pelas teias do sistema penal.
Theo Dias, advogado criminal (São Paulo, SP)

Mais uma injustiça que sofre um jovem negro, condenado sem provas pelo sistema que deveria protegê-lo (“Jovem negro é condenado a 10 anos de prisão com base em reconhecimento falho”, Cotidiano, 26/5). Suas digitais não estavam na cena do crime, condenado por ser o único negro com tatuagens, embora as suas fossem diferentes das descritas pelas vítimas. Enquanto não tivermos justiça de verdade, para todos, inocentes continuarão sendo presos e os verdadeiros culpados continuarão soltos. Até quando?
Lucia Maria Costa Monteiro (Rio de Janeiro, RJ)

Nos EUA, haveria rebelião. Aqui é nosso feijão com arroz do dia a dia.
Vinicius Figueiredo (Curitiba, PR)

Nos EUA, a maioria das condenações injustas também envolve negros (47%), segundo o Registro Nacional de Exonerações. O Centro de Condenações Erradas aponta, como motivo, vários fatores: perjúrio ou falsa acusação (51%), erro de identificação da testemunha (43%), má conduta de oficiais da polícia ou má avaliação de provas forenses (24%) e confissões falsas (16%), assim como a condução inadequada por parte da defesa também contribuiu em parte das condenações erradas.
Luiz Roberto Da Costa Jr. (Campinas, SP)


Nova variante
Essa variante já circula há semanas na Índia, e aqui não se viu nenhuma ação do governo federal com o intuito de estabelecer barreiras sanitárias nos aeroportos ou de impedir desembarques de aviões ou navios da Índia (“SP identifica primeiro caso de variante em passageiro vindo da Índia”, Mônica Bergamo, 26/5). Genocídio não é força de expressão, é realidade.
Marco Aurélio Mello (Palmas, TO)


Governadores na CPI
E vai recomeçar o show da nova temporada (“CPI da Covid convoca nove governadores e aprova novos depoimentos de Pazuello e Queiroga”, Poder, 26/5)! O mercado para media training está em alta!
Jahy Carvalho (São Paulo, SP)


Investigar?
O presidente faz o que quer, diz o que quer e nada acontece. Os parlamentares dizem o que querem em nome da imunidade e também nada acontece (“Polícia do Senado investiga colunista da Folha por artigo”, Poder, 26/5). Quem defende o errado errado é. A verdade dói? Mas diz o velho ditado: “quem com porcos se mistura come farelo”.
João Teixeira de Lima (Jaboticabal, SP)


Colunista
Felipe Neto erra ao restringir o mercado à visão restrita de sistema malvado e também acho que Helio Beltrão (“O paradoxo de Felipe Neto”, Mercado, 26/5) erre ao dizer que o socialismo destrói as bases da prosperidade. Deveria citar, além de Venezuela, Argentina e Brasil, exemplos da social democracia europeia. Os países nórdicos demonstram, com PIB, índice de Gini e multinacionais, que é possível unir Estado forte e livre mercado capitalista. Pluralismo é importante e implica reconhecer princípios do outro lado, como ensina John Stuart Mill.
Amanda Freire Visani, professora (São Paulo, SP)


Mata atlântica
O presidente é uma vergonha com a política ambiental na Amazônia, os governadores e os prefeitos são uma vergonha maior nos cuidados com a nossa mata atlântica, onde eles administram (“Mata atlântica perde 13 mil hectares de floresta nativa entre 2019 e 2020, diz relatório”, Ambiente, 26/5). Os caras não estão nem aí. E, pela descrição das localidades, abrange vários políticos dos mais diversos partidos. Uma vergonha! Merecem cadeia e pagarem pelo reflorestamento.
Waldir Luiz (São Paulo, SP)


Empregos
Devagar o Brasil está voltando à normalidade e breve teremos mais empregos e menos Covid-19, pois a vacinação está avançando (“Brasil cria 120,9 mil vagas com carteira em abril, mês de agravamento da Covid”, Mercado, 26/5). Privatizações estão em curso e muitas obras serão iniciadas, o que trará mais dinheiro e melhorias na vida dos brasileiros. Isso é o que interessa. O governo federal ainda fará outras privatizações, reformas e ajuda aos menos favorecidos. O Brasil tem jeito!
Lineu Saboia (Salvador, BA)

Foto da carteira de trabalho
País cria 120,9 mil vagas com carteira assinada em abril - Gabriel Cabral - 22.jul.19/Folhapress

Pura mentira, não criou nada. Fez apenas uma realocação de pessoas. Criar empregos é quando são abertas funções que não existiam. Isso é conversa para a boiada.
Gilmar Maghenzani (São Paulo, SP)


Leitos das Forças Armadas
A contribuição oriunda dos soldos dos militares também tem como origem o dinheiro do erário (“Forças Armadas negaram leitos disponíveis em hospitais militares”, Poder, 26/5). Grande decepção com as Forças Armadas. Lamentável.
Maria Antonia Di Felippo (São Caetano do Sul, SP)

Quando vejo manifestantes enrolados e balançando a bandeira do Brasil, em plena epidemia com mais de 450 mil mortos, lembro dos versos de Castro Alves em “O Navio Negreiro”: “Auriverde pendão da minha terra... antes te houvessem roto na batalha, que servires a um povo de mortalha!”.
José Soares (São Paulo, SP)

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