'Nada é tão ruim que EU não possa piorar', é a frase correta, diz leitor

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Incompleta
A frase dita por Jair Bolsonaro estava incompleta. Faltou colocar um pronome. O correto é: "Nada é tão ruim que EU não possa piorar" ("'Nada não está tão ruim que não possa piorar', diz Bolsonaro sobre preço da gasolina e dólar", Mercado, 28/9).
José Luiz Pereira da Silva (Mogi Mirim, SP)


Orçamento
Nesta segunda-feira (27), Bolsonaro participou da cerimônia sobre os mil dias de seu governo. Entre outras obviedades, afirmou que nada está tão ruim que não possa piorar. Pronto, acabou com o resto de esperança do povo brasileiro —embora não pudesse ser diferente, com mais de 90% do Orçamento destinados a despesas obrigatórias e ao atendimento de emendas parlamentares.
João Henrique Rieder (São Paulo, SP)


Escravidão
A coluna de Leandro Narloch desta quarta-feira ("Luxo e riqueza das 'sinhás pretas' precisam inspirar o movimento negro", 29/9) vai além de qualquer razoabilidade. Seu conteúdo é imoral e infame. Representa o escárnio vil de quem lava suas mãos (em uma bacia de sangue) diante da chaga ainda viva que é a escravidão em nossa história nacional.
Wellington B. Silva Filho (São Paulo, SP)

No próximo domingo, o artigo de Marilene Felinto "Livro-insulto, livro-crime" (Ilustríssima, 26/9) completará uma semana sob um silêncio constrangedor. Desconheço artigo mais corajoso na denúncia de que a imaginação infantil foi alimentada por uma obra que por 16 anos deturpou e difamou a escravidão brasileira --afinal, a viagem no navio negreiro teria sido tão tranquila que as crianças negras acorrentadas até brincavam de escravos de Jó! Tanto desprezo pela verdade fez-me sentir envergonhada de ser branca e cúmplice dessa obra impiedosa.
Heloísa Fernandes, socióloga (São Paulo, SP)


Inflação brasileira
Considero bem fora da realidade a afirmação "A alta da inflação não deveria tirar o sono de ninguém", do artigo "A inflação brasileira" (Mauro Rodrigues, professor de economia na USP). O colunista parece ignorar que a inflação não é apenas um dado econômico solto no ar, mas representa uma elevação no custo de vida das pessoas. Quem é ele para dizer que as pessoas que têm que gastar muito mais para comprar um botijão de gás, encher o tanque do carro e fazer as compras no mercado não precisam perder o sono?
Sérgio Silva (São Paulo, SP)


Prevent Senior
Absurdo, antiético e desumano o procedimento de médicos da Prevent Senior que, com medo de demissão, se dispuseram a fazer práticas criminosas no atendimento de pacientes com Covid-19. Só agora, após terem contribuído para a morte de pessoas, é que aparecem para denunciar o passado. Tivessem tido a honradez de se posicionar antes, várias vidas poderiam ter sido salvas.
Jota Treffis (Teresópolis, RJ)


Guedes
Paulo Guedes rendeu-se à escola de economia da Barra da Tijuca. Diz agora que nos próximos dez anos irá realizar tudo o que prometeu e não fez nos mil dias do governo. Prometeu privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras e realizar todas as reformas que nos colocarão na OCDE com louvor. Sabujo e liberal "ma non troppo", preocupa-se em louvar seu novo guru do condomínio Vivendas da Barra e fazer análises conjunturais e econômicas que fariam Milton Friedman questionar o programa da Escola de Chicago.
José Tadeu Gobbi (São Paulo, SP)


Mulheres
Que prazer reencontrar a doutora Maria Gabriela Manssur nas páginas da Folha ("Combate à violência política de gênero precisa ter lado: o da mulher", Tendências / Debates, 29/9). Mais uma vez está coberta de razão. Os obstáculos impostos às mulheres que têm pretensões políticas são às vezes intransponíveis. As cotas, tão necessárias, garantem um espaço, mas não as mesmas oportunidades na competição. Se nós somos maioria na população, esse não é um detalhe trivial.
Leila de Oliveira (Campinas, SP)


José de Abreu e Tabata Amaral
Mais um caso em que a emenda fica pior que o soneto. Esse cara é um idiota ("Peço desculpas, Tabata; errei redondamente", 29/9).
Maurício Cruz (Curitiba, PR)

Edificante e humilde pedido de desculpas, se realmente sincero.

Reinaldo Cataldi

São Paulo, SP

Mesóclises
Não sei se é para rir ou chorar com a importância que a imprensa continua emprestando à carta chinfrim Temer/Bolsonaro ("Temer diz que foi Bolsonaro que o procurou", Poder, 29/9). Dois desocupados: um, golpista; o outro, sôfrego candidato a tanto. Temer pelo menos tem um irrepreensível passado de mesoclisicista, Bolsonaro nem isso. Emérito atropelador da língua, o capitão, além da incompetência vernacular, esbanja também a administrativa.
Elisabeto Ribeiro Gonçalves (Belo Horizonte, MG)


Ambiente e agricultura
Eu sabia que este ano está muito seco, mas não que chegava a esse ponto ("Desmatamento e modelo agrícola aumentam risco de 'tempestade de poeira'", Cotidiano, 29/9). Também sabia que sobrava pouca vegetação nativa em São Paulo. Mas só 17,5%? É muito pouco, pouco demais. Mas é bom ver agricultores buscando novos modos de plantar.
Anita Keel (São Paulo, SP)


Ciro Gomes
Em resposta ao senhor Valter Peluque (Painel do Leitor, 28/9), lembro que o PDT de Ciro Gomes é crítico das privatizações indiscriminadas de setores estratégicos, da precarização do trabalho que disfarça exploração em empreendedorismo e do rentismo que produz riqueza não para o país, mas para os mesmos poucos de sempre. Mas a sugestão do leitor é boa: faria bem a Folha se procurasse mostrar os projetos de todos os presidenciáveis --ou dos que têm algum projeto.
Antonio Neto, presidente municipal do PDT (São Paulo, SP)

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