Descrição de chapéu juros inflação

Leitores comentam como a inflação está influenciando a sua vida

Jornalista da TV Cultura comenta foto de Bolsonaro com menina 'armada'

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Nesta semana, a Folha perguntou aos seus leitores como a inflação está influenciando o seu dia a dia. Leia abaixo algumas das manifestações enviadas.


Com o marido desempregado há dez meses, e apenas eu trabalhando, deixamos de comprar alguns alimentos e de usar o carro em algumas situações.
Geralda Carvalho (São Paulo, SP)

Integrantes de movimentos sociais ocuparam nesta quinta-feira (23) a B3, sede da Bolsa de Valores brasileira, na cidade de São Paulo, em protesto contra o desemprego, a inflação e a fome. - MTST no Facebook

Sou assalariada e meu salário em 2021 foi corrigido pela inflação medida pelo INPC de 2019-2020. Isso está provocando uma defasagem de 10% na minha capacidade de consumo.
Andréa C. Augustin (Porto Alegre, RS)

A influência é grave. Mês a mês, os gastos com itens básicos, como alimentação e transporte, aumentam, e o salário não acompanha. Vejo muitos colegas de trabalho passando necessidade em casa. E vejam bem, são pessoas que trabalham e têm renda.
Gabriela Gomes da Costa (Brusque, SC)

​Tem sobrado cada vez mais mês no fim do dinheiro.

Noadia Mendonça (Salvador, BA)

A capacidade de compra já não existe mais. Simplesmente me sinto asfixiado, pois todos os preços estão subindo e não consigo elevar os valores dos meus serviços há mais de dois anos. Nesse período o IPCA foi de mais de 50%.
Filipe Kampff (Goiânia, GO)

Influencia negativamente. Os preços sobem e o salário não consegue acompanhar.

José Carlos Luz

Mauá, SP

Nosso consumo de carne vermelha diminuiu drasticamente —passamos a comer uma vez por semana ou até mesmo quinzenalmente. Acabamos substituindo por carne branca, como frango ou porco, e ainda assim tendo que repetir o mesmo prato por dois ou três dias.
Calebe Henrique Bernardes de Souza (Mogi das Cruzes, SP)

Tivemos grandes mudanças de hábito. Luzes todas apagadas durante a noite, banhos mais curtos, redução drástica de deliveries e do consumo de carne vermelha. Também mudamos as marcas de sabonete, arroz, azeite e feijão, dando prioridade para as mais em conta.
Norma Cristina Silva Machado (Sorocaba, SP)

Estou sentindo mais os efeitos da inflação nos alimentos e nas contas de luz e gás. Assim, estou controlando o consumo da luz, usando menos a máquina de lavar roupas, e do gás, usando menos o forno e tomando banhos mais rápidos. Quanto aos alimentos, tenho feito compras menores e procurado marcas mais baratas ou em promoção.
Maria do Carmo (Rio de Janeiro, RJ)

Há perda vertiginosa de poder de compra. A sensação de que sobra mês e falta dinheiro é latente. Fazer planos de médio/longo prazo se tornou outra tarefa bastante difícil, pois a estimava de gastos tem variado muito.
Mateus Marchi (São Paulo, SP)

Charge em duas cenas. Na primeira, caricatura do ministro Paulo Guedes diz: "a dica é pôr tudo na ponta do lápis!" Na segunda cena, ele aparece com um lápis na mão, em um movimento que remete à tentativa de esfaquear pelas costas uma mulher, que usa máscara contra Covid-19 e empurra um carrinho de supermercado
Charge de Jean Galvão para Opinião de 12.set.2021 faz referência à inflação e aos preços altos da cesta básica com o descaso do governo em lidar com o problema - Jean Galvão

Com a alta dos preços, estamos diminuindo itens mais caros da cesta básica e, com isso, mudando os hábitos alimentares.

Estamos reduzindo o consumo de tudo. É o “kit defesa contra inflação” de quem já viveu taxas de 86% no mês (governo Sarney).
Marcelo Bueno (Rio de Janeiro, RJ)

Em casa substituímos muitos produtos para economizar. Não está fácil, mas estou em uma situação privilegiada por conseguir pagar as contas. Triste dizer que conseguir pagar as contas é uma situação de privilégio, mas a sensação é essa.
Nara Sanches (Ilhabela, SP)

Restrições em todos os sentidos, como no lazer, nas compras pessoais, nos deslocamentos e na alimentação —além de uma preocupação com o futuro.
Gabriel Pessoa Cavalcanti Bastos (Aracaju, SE)

Estou evitando sair e gastar com lanches.
Elismar Meira Pereira (Extrema, MG)

A inflação está destruindo o meu poder de compra e limitando as minhas possibilidades
Cássio Arthur Pagliarini (Salto de Pirapora, SP)

Um desastre, já que, como funcionário público de baixa estirpe, não tenho reajuste há três anos.
Albino Bonomi (Ribeirão Preto, SP)

Sou microempresário e não consigo ganhar o mesmo do ano passado. Não posso aumentar preços para não afastar consumidores. Muitas vezes, vendo uma mercadoria por um certo preço e quando vou repor o estoque o preço desse produto está acima do preço pelo qual eu o vendi.
Luiz Cláudio Barreto (Mairinque, SP)

Trabalhando para comer, morar e me locomover para o trabalho. Não sobra para mais nada.
André Garcia (São Paulo, SP)


Arma na mão
Dor no coração/ Ao ver a menina/ Com a arma na mão/ Com cara de não/ Apenas uma menina/ Com olhar perdido/ O coração partido.../ De arma na mão/ Aqui é Brasil/ Ou Afeganistão?
Eugenio Araújo, jornalista da TV Culura (São Paulo, SP)


Família Bolsonaro
Família do barulho. Tudo sendo ilegal, imoral, antiético e por aí vai.
Jane Santos (Rio de Janeiro, RJ)


Thiago Amparo
Gosto muito do colunista Thiago Amparo. Entretanto gostaria que ele fosse mais tolerante. Leandro Narloch não foi racista. Sua visão histórica pode ser equivocada, mas isso é tudo. Ele está errado? Então que Thiago escreva uma coluna demonstrando a tese contrária. Fosse a coluna da Narloch racista estaríamos diante de crime, não de opinião.
Carlos Roberto Pereira Bitencourt (São Paulo, SP)

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