'Parem de legislar em nosso nome sem pedir nossa opinião', diz leitora sobre o PL Antiaborto por Estupro

Assinantes também comentam futuro da direita e o antissionismo

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São Paulo (SP)

Cabe às mulheres
"PL Antiaborto por Estupro perde apoio do centrão e não deve ser aprovado" (Mônica Bergamo, 17/06). Parem de legislar em nosso nome sem pedir nossa opinião. Só às mulheres cabe o direito de criar leis que tratam de interesses femininos. Vão recuar em definitivo ou querem tomar outra surra?
Ana Maria Marques (Jundiaí, SP)

Criminalizar o aborto é assustar ainda mais mulheres e crianças que sofrem violência sexual, é intimidá-las ainda mais a não denunciar. Por isso, esse PL apoiado pela bancada da Bíblia é, sim, o PL dos Estupradores. Seria um atraso imenso manter a tramitação desse projeto assustador.
Fatima Wanderley (Jundiaí, SP)

Tuane Fernandes/Folhapress
Ato Contra a PL 1904, chamada de PL Antiaborto por Estupro, que equipara procedimento após 22 semanas a homicídio

A classe evangélica deve estar atenta. A ideia desses senhores não é proteger vocês, mas usá-los como massa de manobra para atingir os próprios objetivos. Esse projeto absurdo é uma prova disso. Não estavam pensando no bem social e sim no benefício político que poderiam alcançar colocando vocês contra o governo. Novamente, estão sendo seduzidos pela serpente. Abram os olhos!
Sam Duart (Macapá, AP)

A desonestidade informativa está campeando desavergonhadamente. Não se trata de abraçar a teocracia por votos ou de tolerar estupradores, mas, sim, de respeitar a vida. Se há prescrição para dívidas e todos os crimes, por que não haveria para o prazo de abortar? Que direito tem o que já possui a vida de negá-la a outro?
Nelson Vidal Gomes (Fortaleza, CE)

Evangélicos
"Não há futuro eleitoral para a direita se não for ligado aos evangélicos" (Luiz Felipe Pondé, 16/6). O autor descreve a realidade atual, na base da nossa sociedade, as coisas acontecem assim mesmo: as elites de esquerda que ocupam o poder há muito tempo se afastaram da base evangélica e o espaço foi ocupado pela extrema direita. Ramon Bulhoes (São Paulo, SP)

O colunista quer vender o peixe evangélico (e sub-repticiamente o bolsonarista) para uma direita que se quer sofisticada, como ele próprio se vê. A quem gosto de chamar de "zelites". Erra quando diz que não há debate, ainda que ele não seja feito com os rapapés e a hipocrisia típicos do mundo acadêmico. E parece julgar que o mundo evangélico é imóvel, ossificado. Os evangélicos já estiveram com o PT e lembro de vários canais do Youtube, em português, sobre a Bíblia, conduzidos por ateus.
Alberto Melis Bianconi (Taubaté, SP)

Sou da direita liberal e acho essa mistura que a bancada evangélica faz de política e religião puro retrocesso. Mas concordo com o artigo em relação à questão eleitoral. Todavia, acredito que isso será uma fase. Logo, o próprio "povo de Deus" vai perceber que seus líderes são um bando de embusteiros corruptos.
Tattiana Salles (Campo dos Goytacazes, RJ)

Trabalho e crescimento
"Produtividade trava crescimento, e nível brasileiro é 1/4 do americano" (Economia, 16/6). A matéria só entrevista homens e não fala com sindicatos e trabalhadores. Eles devem ter um visão da produtividade. Talvez apontassem o patrimonialismo das empresas e a baixa eficiência da gestão. No final, a matéria reforça a pesquisa que mostra por que ninguém aguenta mais esse tipo de matéria enviesada.
Fatima Marinho (São Paulo, SP)

Se a baixa produtividade não decorre da qualidade da mão de obra e, sim, do ciclo de renovação do processo de produção, significa que a "incompetência" é da burguesia, classe dominante que prefere ganhos mais fáceis via financeirização. Por isso a fúria contra os aposentados e servidores públicos cujos proventos competem com o pagamento de juros da dívida pública, escoadouro do capital especulativo. Celso Acacioo Galaxe de Almeida (Campo dos Goytacazes, RJ)

Outro fator é o próprio desinteresse do trabalhador em produzir mais. Fazem corpo mole e está no DNA brasileiro a indisciplina e a rejeição a ser mandado e cobrado. Eu morei, por 17 anos, fora do país e trabalhei como um mouro. Lá fora é diferente e, aí sim, dá para notar o quanto nossa classe trabalhadora é ruim de produtividade. Trabalhei com ucranianos, russos, moldavos e outros: de longe, os brasileiros eram os piores, com seus bonezinhos e havaianas a ponto de muitos patrões recusarem seus serviços até de graça.
Nelson Lima (Mococa, SP)

Israel e palestinos
"Antissemitismo não é antissionismo" (Becky S. Korich, 17/6). O apoio aos direitos do povo palestino é confundido com antissemitismo pelo governo de Israel e pelos sionistas, porque assim o querem. Usam isso como uma arma para intimidar e calar qualquer crítica sobre o contínuo morticínio do povo nativo da região.
Marina Gutierrez (Sertãozinho, SP)

Um artigo esclarecedor, parabéns! Falta mencionar que não há uma única interpretação do que seja sionismo, que também significa o direito do povo judeu de ter um Estado; direito este, claro, que deve ser também o do povo palestino.
José Leon Crochík (São Paulo, SP)

Sobrevivência
"O que os brasileiros pensam sobre a desigualdade?" (Políticas e Justiça, 13/6). A grande maioria dos brasileiros já sabe do próprio destino, passaram a vida ouvindo promessas. Saiam às ruas, olhem por um minuto a multidão, é só luta pela sobrevivência e nada mais.
Aparecida Odete (Rinópolis, SP)

Autonomia
"Como você acha que deve ser a política de aborto no Brasil, leitor?" (Painel do Leitor, 16/6). A mulher deve ter autonomia para decidir o que fazer com uma gravidez indesejada a qualquer tempo, sem restrições e prazos. Meu corpo, minhas regras!
Regina Tavares (São Paulo, SP)

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