Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
01/06/2012 - 12h29

Oposição avalia crescimento do PIB no 1º trimestre como 'pífio'

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

A oposição atribuiu o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) abaixo do esperado (0,2%) nesta sexta-feira às medidas adotadas pelo governo no campo econômico, divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os presidentes do DEM e do PSDB, José Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), afirmaram que o modelo econômico brasileiro para combater a crise internacional está ultrapassado --por isso reflete no que chamam de crescimento "pífio" do PIB.

Economia cresce 0,2% no primeiro trimestre, aponta IBGE
Veja a comparação do PIB do Brasil com outros países
Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo

"O governo usa um modelo esgotado de combate à crise. A ideia de continuar às custas do mercado interno para continuar a crescer é falsa", disse Guerra.

"Não são as medidinhas tomadas pelo governo que vão resolver essa crise. Isso é resultado da perda de competitividade do Brasil no mercado internacional", afirmou Agripino.

O presidente do PSDB criticou os investimentos públicos que, segundo ele, são os menores nos últimos seis anos. "O governo precisa gastar menos, investir mais em infraestrutura e ter maior produtividade." O tucano disse que as medidas do governo no campo econômico são "populistas" e provocam uma "instabilidade econômica" no país.

Para Agripino, o crescimento é metade do esperado pelo Palácio do Planalto --o que deve acender um sinal de alerta para o governo. "O sinal amarelo, que há tinha acendido, agora está se transformando em sinal vermelho. Em tempos de crise, até a China não é mais o mercado que era. Não há investimentos em infraestrutura, em financiamento de máquinas, no setor produtivo."

Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), as previsões do governo de maior crescimento do PIB mostram que o discurso do Planalto é diferente da prática econômica.

"O ministro Guido Mantega [Fazenda] fala sempre com muito otimismo, depois nunca é questionado quando saem os resultados. As previsões dele são furadas, os indícios é que vamos ter por um bom tempo um PIB muito aquém das potencialidades do Brasil."

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Voltar ao topo da página