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19/07/2012 - 17h42

Tucano afirma que PT usa CPI para fazer perseguição política

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DE SÃO PAULO

O presidente do PSDB nacional, Sérgio Guerra (PE), divulgou nota nesta quinta-feira (19) informando que não fez e nem autoriza ninguém a negociar, com quem quer que seja, convocações ou eventuais suspensões de depoimentos já agendados pela CPI do Cachoeira.

"O que defendemos desde o início é uma investigação ampla e profunda, sem direcionamentos ou perseguições políticas como o PT vem tentando fazer."

Painel:PSDB negocia cancelamento da convocação de 'Paulo Preto' em CPI

Segundo nota da coluna "Painel" publicada pela Folha nesta quinta-feira, o PSDB negocia com a base aliada o cancelamento do depoimento de "Paulo Preto", ex-diretor da Dersa (departamento de estradas do governo de SP), em troca da anulação das convocações de Fernando Cavendish, da Delta, e Luiz Pagot, ex-Dnit.

Os tucanos e petistas também têm trocado de farpas após nova possibilidade de convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para dar esclarecimento à CPI.

O governador voltou ao foco da comissão depois da divulgação de relatório da Polícia Federal que mostra que o ele recebeu propina para liberar verbas para a construtora Delta. Perillo nega ter beneficiado a empreiteira.

Ontem, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse que a Polícia Federal atua de forma "republicana" nas investigações sobre o empresário Carlinhos Cachoeira.

O ministro afirmou que a PF não persegue "um governador, deputado ou senador por ser do PSDB ou do PT".

Cardozo, que é petista, afirmou ser "totalmente descabida" a crítica feita pela cúpula do PSDB de que o PT usa o governador como "cortina de fumaça" para esconder o julgamento do mensalão.

Em defesa do governador de Goiás, a cúpula tucana fez um ato de desagravo na terça-feira (17).

"O objetivo do PT é criar uma cortina de fumaça para esconder o óbvio: em 30 dias, os petistas vão ser investigados por formação de quadrilha", disse Guerra na terça-feira, em referência ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, em agosto.

O presidente do PSDB disse que Perillo explicou ao partido "todas as questões levantadas contra ele até agora", e por isso o partido considera desnecessário que retorne à CPI. "Não venham para cima dele com investigações furadas."

 

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