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22/08/2012 - 17h00

Condenado por matar Dorothy Stang é solto por ordem do Supremo

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AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM

Um dos condenados pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, foi solto na tarde desta quarta-feira (22) no Pará, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, concedeu na segunda-feira (20) decisão liminar favorável à soltura, em resposta a um habeas corpus.

STF manda soltar condenado por mandar matar Dorothy Stang

Galvão foi solto por volta das 15h30 em Altamira (a 900 km de Belém), onde cumpria pena, segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará.

Carlos Silva - 12.fev.2004/Reuters
A missionária Dorothy Stang
A missionária Dorothy Stang

De acordo com seu advogado, Jânio Siqueira, Galvão estava "abatido" e foi direto para sua casa, que fica em Altamira.

O ministro do STF entendeu que Galvão só pode ser preso quando o processo contra ele transitar em julgado (não couber mais recursos). Ainda segundo o ministro, não há provas de que, em liberdade, ele ofereça risco ao andamento processual.

Galvão foi condenado, em maio de 2010, a 30 anos de prisão em regime inicialmente fechado, acusado de ser o mandante da morte de Dorothy. Há um recurso da defesa, ainda em tramitação, tentando anular a condenação.

Seu advogado já havia pedido a liberdade ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas não obteve sucesso.

ACUSADOS

Com a decisão do STF, Galvão será o segundo em liberdade, dos cinco condenados por responsabilidade pelo crime.

O outro que está livre, Clodoaldo Batista --acusado de coautoria no crime--, está foragido desde fevereiro de 2011.

Além de Galvão, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado sob acusação de ser o outro mandante do crime.

Amair Feijoli da Cunha foi acusado de ser intermediário e Rayfran das Neves Sales, de ser o autor do crime.

A missionária Dorothy Stang foi assassinada em fevereiro de 2005 na região de Anapu (a 766 km de Belém). O motivo, segundo a Promotoria, foi a disputa por terras com fazendeiros da região.

 

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