Publicidade
Publicidade
Mendes critica reação de Dilma sobre uso de depoimento por relator do mensalão
Publicidade
FELIPE SELIGMAN
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou nesta terça-feira (25) a nota de resposta da presidente Dilma Rousseff sobre a citação de seu depoimento como testemunha do mensalão pelo relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa.
Para Mendes, a citação foi um "acidente" na análise do caso." "Isso é apenas um incidente nesse processo, não tem o menor significado no contexto geral."
O ministro minimizou o uso do depoimento de Dilma no processo do mensalão "vale tanto quanto todos os outros". "Não é assim que se diz na República?", questionou.
Ao tratar de parte sobre a compra de apoio político no Congresso, o relator utilizou o depoimento da presidente para indiciar que a atuação de réus do processo pode ter interferido em votações nos primeiros anos do governo Lula, como no caso do marco regulatório do setor elétrico.
Um dia depois, Dilma divulgou nota apontando que a citação foi equivocada e fora de contexto.
A nota de Dilma não foi respondida por Barbosa. A interlocutores, o relator disse que não foi procurado pelo Palácio do Planalto e que não poderia ignorar a fala da presidente sobre o caso.
PARTIDOS
Mendes reagiu à acusação de politização do julgamento. "Vocês viram alguma politização ou partidarização? Me parece que não. Basta ver as referências a dados históricos para verificar que aparentemente as pessoas que fizeram a nota estão distantes da realidade", disse.
Mendes disse que o texto divulgado na semana passada pelo PT e por partidos aliados que dizia que o Supremo atuou de forma política e marcou o julgamento do mensalão para coincidir com as eleições foi redigido por pessoas "distantes da realidade".
Na nota na semana passada, PT, PC do B, PSB, PMDB, PDT e PRB acusaram a oposição de 'golpismo' ao usar politicamente o julgamento. Segundo o texto, existe a tentativa de transformar o mensalão num "julgamento político, golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula".
Apesar de atacar diretamente a oposição, o conteúdo da nota foi visto também como uma crítica indireta ao tribunal, por não ter se preocupado em marcar o julgamento no mesmo período das eleições municipais. Para ministros ouvidos pela Folha, isso não teria ocorrido se Lewandowski tivesse liberado seu voto em maio.
+ Canais
+ Notícias em Poder
+ Livraria
- Box de DVD reúne dupla de clássicos de Andrei Tarkóvski
- Como atingir alta performance por meio da autorresponsabilidade
- 'Fluxos em Cadeia' analisa funcionamento e cotidiano do sistema penitenciário
- Livro analisa comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola
- Livro traz mais de cem receitas de saladas que promovem saciedade
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Nomeação de novo juiz do Supremo pode ter impacto sobre a Lava Jato
- Indicação de Alexandre de Moraes vai aprofundar racha dentro do PSDB
- Base no Senado exalta currículo de Moraes e elogia indicação
- Na USP, Moraes perdeu concursos e foi acusado de defender tortura
- Escolha de Moraes só possui semelhança com a de Nelson Jobim em 1997
+ Comentadas
- Manifestantes tentam impedir fala de Moro em palestra em Nova York
- Temer decide indicar Alexandre de Moraes para vaga de Teori no STF
+ EnviadasÍndice








