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08/10/2012 - 03h20

Até candidato faz boca de urna na periferia de SP

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DE SÃO PAULO

É proibido fazer boca de urna. Mas ela foi praticamente liberada nos fundões da zona leste e da zona sul de São Paulo. Teve até candidato participando.

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"Por que não pode? Só estou pedindo voto", respondeu o candidato a vereador pelo Democratas Ricardo Gomes, o RG, flagrado pela Folha fazendo campanha a 90 metros da Escola Estadual Professor Carlos Ayres, no Grajaú (zona sul).

Ao percorrer o quarteirão que dava acesso ao colégio eleitoral, o eleitor recebia pelo menos quatro santinhos de candidatos diferentes.

Cinco policiais faziam a segurança na porta da escola e descreveram a eleição como "bem tranquila". Nenhum caso de boca de urna foi registrado no período da manhã.

No maior colégio eleitoral da zona leste, instalado na sede da faculdade Unicastelo, em Itaquera, a boca de urna foi uma festa.

Disputavam o espaço e a paciência dos 10 mil eleitores ali cadastrados cerca de 100 cabos eleitorais, contratados à base de R$ 50 a R$ 60 a diária, conforme informaram vários deles, todos pedindo para não serem identificados. Dois foram presos.

Mesma situação foi observada em duas de quatro escolas visitadas pela Folha em Cidade Tiradentes (zona leste). Na Uniban, o maior colégio eleitoral do Campo Limpo, na zona sul, o chão estava coberto de propaganda do candidato Netinho de Paula, do PC do B, que vota lá.

Os santinhos foram jogados de madrugada no chão da faculdade. "Para recepcionar bem o candidato", explicou um cabo eleitoral.

Na porta do megatemplo da Igreja Universal do Reino de Deus no bairro paulistano de Santo Amaro, cerca de 20 cabos eleitorais distribuíam santinhos e faziam campanha para Celso Russomano (PRB), cercando fiéis que acabavam de ouvir quase duas horas de pregação pró-dizimo do bispo Edir Macedo.

 

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