Dilma é vaiada por estudantes em protesto contra universidades comunitárias
A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta quarta-feira (27), durante evento em Florianópolis, por três estudantes que protestavam contra a criação de universidades comunitárias.
Dilma sancionou, há duas semanas, lei que institui as instituições comunitárias de ensino superior. Elas são consideradas, a partir de agora, organizações sem fins lucrativos, e podem participar de editais para receber recursos públicos federais.
Segundo o grupo que vaiou a presidente, que representa os estudantes da Faculdade de Educação da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), esse modelo de instituição utiliza dinheiro público mas cobra mensalidade dos alunos, em um sistema que privilegia "os barões do ensino superior". Segundo eles, há pelo menos 16 dessas instituições em Santa Catarina.
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"Essa universidade que se pinta como comunitária está cobrando até R$ 2.000 de mensalidade nos cursos de medicina. É uma universidade mercadológica", afirmou um estudante de história que não quis se identificar.
| Roberto Stuckert Filho/PR | ||
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| Dilma recebe placa de agradecimento em Santa Catarina pelo encaminhamento de projeto sobre universidades comunitárias |
Para o grupo, é preciso investir nas universidades públicas "gratuitas e de qualidade".
Dilma reagiu à vaia, puxada justamente quando ela citou a expressão "universidades comunitárias". "Eu fico bem à vontade para defender as universidades comunitárias, porque foi no governo do presidente Lula e no meu governo que fizemos um processo de reenergização da universidade pública federal", afirmou em seguida.
A vaia gerou certo mal-estar na cerimônia, e os demais presentes trataram em seguida de aplaudir com veemência as falas posteriores da presidente.
Mais cedo, Dilma esteve em Itajaí, no norte de Santa Catarina, justamente para receber uma homenagem de reitores e dirigentes das comunitárias, que agradeceram a sanção da lei.
VIAGEM
Dilma fez hoje um périplo por Santa Catarina, cujo governador é Raimundo Colombo, do PSD --partido que anunciou apoio à reeleição da presidente na semana passada. Além de Florianópolis, ela visitou São Francisco do Sul e Itajaí.
Em Florianópolis, a presidente anunciou a dragagem do porto de Imbituba, com investimentos federais de R$ 34 milhões. O procedimento aprofundará o canal de acesso e outras instalações do terminal, que terá 17 metros de profundidade e poderá receber navios maiores a partir de então. O prazo para execução da obra é de seis meses.
Também foi fechado um contrato do governo de Santa Catarina com o Banco do Brasil, no valor de R$ 2 bilhões, para financiar obras de infraestrutura no Estado.
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