'Confio na lisura de Wagner', diz governador da Bahia

Segundo a PF, ex-governador teria recebido R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht

João Pedro Pitombo
Salvador

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) em entrevista à imprensa que confia na lisura do ex-governador Jaques Wagner (PT) e do contrato de parceria público-privada firmado entre o governo baiano e a Fonte Nova Participações, empresa formada por OAS e Odebrecht.

 

“Tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito. Tenho absoluta confiança porque conheço o ex-governador há 35 anos e sei da sua lisura. A investigação comprovará essa lisura”, afirmou Costa em evento na Governadoria.

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner
O ex-governador da Bahia Jaques Wagner - Pedro Ladeira - 29.mar.2016/Folhapress

Segundo a Polícia Federal, Wagner teria recebido R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht pelo superfaturamento do contrato de reconstrução e gestão do estádio da Fonte Nova.

As suspeitas fazem parte do inquérito da Polícia Federal, que cumpriu na manhã desta segunda-feira (26) mandados de busca e apreensão em sete endereços em Salvador no âmbito da Operação Cartão Vermelho.

O governador baiano defendeu a parceria público-privada e disse que o estádio da Fonte Nova foi o mais barato entre os dez estádios erguidos para a Copa do Mundo.

Costa também queixou-se da operação da Polícia Federal, a quem acusou de agir de forma midiática. E criticou o fato de uma equipe da TV Bahia, afiliada da TV Globo, ter chegado aos locais onde a operação foi deflagrada antes da Polícia Federal.

Acho que essas medidas de exceção precisam ter limite da própria Justiça. Não precisam ser feitas de forma midiática, a TV chegar antes”, afirmou.

'INVASÃO'

O PT emitiu nota de solidariedade ao ex-governador baiano e classificou a busca e apreensão realizada pela PF como uma “invasão” e como “mais um episódio da campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças”.

“A sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário”, informou o partido.

Segundo o PT, “a escalada do arbítrio está diretamente relacionada ao crescimento da pré-candidatura do ex-presidente Lula: “Quanto mais Lula avança, mais tentam nos atingir com mentiras e operações midiáticas”.

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