Paes é ouvido por Bretas e nega relação com corrupção de ex-secretário

Ele foi convocado como testemunha de defesa de seu à época secretário de Obras, Alexandre Pinto

Felipe Bächtold
Rio de Janeiro
O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes prestou depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas nesta quinta-feira (8) em um dos processos da Lava Jato fluminense e negou ter conhecimento de pagamento de propina em obras do município em seu período de governo.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes - Ricardo Borges - 19.ago.2016/Folhapress
Ele foi convocado como testemunha de defesa de seu à época secretário de Obras, Alexandre Pinto, que está detido por ordem de Bretas sob suspeita de corrupção.
 
Questionado por Bretas se sabia de contribuição de campanha em troca de obras, Paes falou: "O secretário de Obras era um servidor da prefeitura sem nenhuma relação com a política justamente por isso".
 
"Quem licita, quem paga, quem é ordenador de despesas, decide sobre choro de empreiteiro e de quem está prestando serviço era justamente um técnico por isso."
 
Paes, que está deixando o MDB, partido de Sérgio Cabral, disse que de forma alguma houve contrapartida e que cabia aos órgãos de fiscalização fazer o controle das obras.
 
Ele disse que havia uma lupa sobre os projetos, em referência à fiscalização. "Não uma lupa minha porque eu não entendo de obra. Eu não sei fazer as quatro operações."
 
O depoimento durou 17 minutos. A jornalistas, após a audiência, ele falou que nunca suspeitou de irregularidades e que é impossível imaginar que prefeito vá entender detalhe de obra ou acompanhando detalhes de obra.
 
"Em nenhum momento houve nenhuma notícia a esse respeito [de corrupção]. Eu espero que não seja verdade, mas, se for, não chegou ao meu conhecimento."
 
Disse que Alexandre Pinto era um servidor de carreira e que a sua relação com ele era apenas de patrão e empregado.
 
Paes, que deixou a prefeitura no fim de 2016, se movimenta para se lançar candidato ao governo do estado neste ano. Ele pode migrar para o PP ou para o PSDB.
 
Sobre prisões de integrantes do MDB como Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia, Jorge Picciani, disse que a Justiça está tomando as decisões que acha adequada.

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