Descrição de chapéu stf

Quebra de sigilo de Temer é singular e surpreendeu governo, diz Padilha 

Ministro disse também que o presidente não tem se mostrado com vontade de recorrer

José Marques
Brasília
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta terça (6) que a autorização do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de quebrar o sigilo bancário do presidente Michel Temer é uma decisão singular e surpreendeu o governo.
 
Segundo ele, além de ser a primeira quebra de sigilo de um presidente no exercício do cargo, não houve requerimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que houvesse a determinação.
 
“Ela [a decisão] é singular, nunca aconteceu ainda, por certo não é algo que agrada”, disse Padilha, antes de palestrar na Câmara dos Deputados sobre desburocratização. 
 
Questionado sobre intenção de Temer de recorrer ao plenário ou a uma das turmas do STF, ele disse que o presidente não tem se mostrado com vontade de recorrer.
 
“Em que pese ser um fato anômalo, ele está compreendido neste quadro político atual, que quando o governo tem um fato que é altamente positivo, sempre acaba aparecendo um negativo”.
 
Assim como dito pela própria Presidência, Padilha afirmou que Temer dará total acesso à imprensa aos seus documentos bancários, porque não tem nada a esconder.
 
A quebra de sigilo bancário foi divulgada nesta segunda (5) na investigação de supostos crimes na edição de um decreto do setor portuário.
 
A investigação da Polícia Federal apura se Temer praticou crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A PF quer saber se ele recebeu vantagem indevida das empresas da área de portos.
 
Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, Temer está contrariado e indignado com a decisão.
 

​PESQUISA

O ministro também comentou levantamento da CNT/MDA que aponta que a gestão Michel Temer é ruim ou péssima para 73,3% dos entrevistados.

Somente 4,3% consideram o governo ótimo ou bom —em setembro eram 3%. Padilha destacou o crescimento.

"O que nós vimos é que melhorou. Quanto melhorou é questão de tempo", disse, atribuindo o aumento a fatores econômicos.
 
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