Chuva esfria ato em defesa de Lula em São Bernardo do Campo

Tentando evitar a dispersão do público, membros da CUT distribuíram capas de chuva

Marco Rodrigo Almeida
São Paulo

A chuva no início da tarde desta terça-feira (3) esfriou os ânimos e dispersou manifestantes de ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por volta das 14h militantes do PT, da CUT, do MTST e outros grupos sociais iniciaram manifestação em frente ao prédio em que mora o petista em São Bernardo do Campo, na região do ABC.

A chuva iniciada pouco depois, com poucos momentos de trégua, acabou por arrefecer os gritos de Lula presidente, os movimentos das bandeiras vermelhas e os batuques de tambor.

Por volta das 16h, mais da metade dos manifestantes já havia deixado o local. Os que permaneceram dizem que ficarão em frente ao prédio até o fim do dia. Segundo a organização, o ato teve início com 200 participantes.

Tentando evitar a dispersão do público, membros da CUT distribuíram capas de chuva. A capa, porém, era azul, cor associada ao PSDB, o que gerou piadas no local.

"Prefiro tomar chuva a me vestir como tucano", gritavam alguns.

O ato defendia que Lula permaneça em liberdade e seja candidato nas eleições de outubro. 

Nesta quarta (4) o STF julga o habeas corpus preventivo pedido pela defesa de Lula para evitar sua prisão.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo TRF-4 em janeiro.

"Esperamos que a Constituição seja respeitada. Todo cidadão tem o direito de aguardar em liberdade até a conclusão de seu processo", disse o coordenador do PT do Grande ABC, Carlos Grana.

O STF liberou em 2016, em vitória apertada por 6 a 5, a possibilidade de prisão após condenação do réu por tribunal de segunda instância, antes de esgotados todos os recursos da defesa.

O caso Lula aumentou a pressão sobre o Supremo de grupos a favor e contrários a essa interpretação.

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