Descrição de chapéu Eleições 2018

Talvez a sociedade sinalize que PT, MDB, PSDB e DEM precisam de férias, diz Marina

Para a pré-candidata, a eleição deste ano será diferente

A pré-candidata Marina Silva (Rede), durante entrevista à TV Folha
A pré-candidata Marina Silva (Rede), durante entrevista à TV Folha - Gabriel Cabral - 17.abr.2018/Folhapress
Carolina Linhares
Belo Horizonte

Derrotada nas últimas duas campanhas presidenciais, Marina Silva, pré-candidata da Rede ao Planalto, avalia que a eleição deste ano será diferente. "As pessoas vão votar sabendo da verdade", diz. 

Para Marina, coube à Operação Lava Jato, que ela defende como uma das melhores contribuições desde a redemocratizacão, revelar o quem é quem e desmontar o sistema corrupto da máquina pública. 

"Dilma (PT), Temer (MDB), Aécio (PSDB) praticaram os mesmos erros contra a sociedade e as finanças públicas, e obviamente que a escolha será do cidadão", diz. 

Marina perde apenas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), segundo a última pesquisa Datafolha.

"A sociedade está indicando que quer mudança de verdade. Aqueles que criaram o problema não vão resolver o problema. Talvez a sociedade comece a sinalizar de que PT, MDB, PSDB e DEM precisem tirar umas férias de quatro anos."

Marina afirmou que, na última eleição, quando apoiou Aécio no segundo turno, não sabia o que o tucano e Dilma tinham feito. Segundo ela, agora, as pessoas estão vacinadas contra a mentira e a polarização. 

"Em 2014, nós não tivemos uma eleição livre, democrática. Foi uma farsa. Uma fraude. Porque tinha dinheiro de caixa dois, da Petrobras, dos fundos de pensão, de Belo Monte, do Banco do Brasil, da Caixa. E agora o eleitor já sabe de tudo isso e não vai perder a chance de fazer a verdadeira mudança."

Marina, porém, fez a ressalva de que pessoas boas e ruins existem em todos os partidos, indicando que aceitará apoios ainda que sem fazer concessões ao seu programa, que defende a Lava Jato, o fim do foro privilegiado e a prisão em segunda instância. 

"Não tenho esse recorte de dizer que porque alguns cometeram crimes todos devem ser culpados", disse. 

FORO

Falando à imprensa após uma conversa com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), Marina voltou a criticar o foro privilegiado. "Cria dois pesos e duas medidas quando permite que Renan Calheiros (MDB), Romero Jucá (MDB), Aécio, Temer, Padilha (MDB), Moreira Franco (MDB) fiquem escondidos atrás do foro privilegiado."

Marina estava acompanhada do vice-prefeito da capital mineira, Paulo Lamac (Rede), que participa da coordenação de sua campanha. A pré-candidata afirmou que fez uma visita de cortesia a Kalil e defendeu mais recursos para prefeituras. 

"Tratamos sobre a situação difícil que está vivendo o nosso país e a necessidade de uma reforma tributária que descentralize recursos para que as prefeituras possam ter os meios para implementar as agendas que lhes foram atribuídas com a Constituição de 1988", disse. "Saúde, educação e uma série de serviços foram repassados para a a prefeitura, mas a maior parte dos tributos continua na mão do governo federal."

Em BH pela segunda vez em sete dias, Marina concedeu uma série de entrevistas e teve um compromisso profissional com jovens acerca de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. 

Marina afirmou ainda que o PSB, do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, tem o direito de lançar candidatura. Sobre uma eventual aliança com Barbosa, ela disse que sua candidatura é uma realidade que independe dos demais candidatos.

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