Ayres Britto diz acreditar em aliança entre Barbosa e Marina nas eleições

Ex-ministro do STF afirma, no entanto, que dobradinha é mais provável no segundo turno

Gustavo Uribe
Brasília

Amigo de ambos, o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto disse acreditar nesta quinta-feira (3) em uma aliança entre Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (Rede) em um segundo turno da sucessão presidencial.

Em evento sobre liberdade de imprensa, ele disse torcer pela composição de uma dobradinha, mas ponderou que, em um primeiro turno, é "muito justo que cada um queira ser cabeça de chapa".

Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, sorri durante debate promovido pela Folha em março de 2017
Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, durante debate promovido pela Folha em março de 2017 - Danilo Verpa - 21.mar.2017/Folhapress

"A gente torce por isso [uma dobradinha]. Se não no primeiro turno, quem sabe um apoiando o outro no segundo turno?", disse. "Acho que há uma chance, não digo no primeiro turno, mas no segundo turno", completou.

O magistrado disse que conversou em abril com o ex-colega de Suprema Corte sobre a possibilidade de candidatura presidencial, mas que ele ainda se mostrava indeciso.

"Ele qualifica o processo e o debate eleitoral e está à altura do cargo de presidente. E acho que minha amizade pessoal não me impede de fazer uma análise objetiva do cenário político", disse.

Ayres Britto tem sido o responsável por fazer uma ponte entre os pré-candidatos do PSB e da Rede. Em caráter reservado, Barbosa já falou sobre a possibilidade de aliança ao PSB, mas há resistência ao nome de Marina na legenda.

Apesar do discurso público de que ainda não tomou uma decisão, Barbosa tem confirmado nos bastidores que pretende ser candidato e já começou a discutir a elaboração de um programa de governo.

O partido quer incorporar ideias do ex-ministro à cartilha do PSB, como a defesa do voto distrital misto, aumento do ensino integral, programas de geração de emprego e novo modelo de repartição de receitas tributárias.

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